quarta-feira, 25 de junho de 2014

Não há mais promissórias: a dívida foi paga

A insistência de muitos em acrescentar adendos ao sacrifício de Cristo não faz sentido algum. Não podemos oferecer um milímetro sequer de ajuda à sua obra realizada no Calvário. Tudo quanto tinha de ser feito, ele já fez. Se eu tivesse uma dívida elevada e alguém a pagasse em meu lugar, passaria o resto da vida sendo grato a tal pessoa. Pois foi isso que Jesus fez por nós. Ele pagou a nossa dívida. Esse é o tema do último programa desta primeira série do "Fala, Pastor!": "A dívida foi paga". Voltarei após as eleições. Conto com a sua intercessão.

terça-feira, 17 de junho de 2014

IURD reúne líderes para propor a unidade da igreja


Li agora há pouco que alguns líderes da IURD realizaram um encontro interdenominacional na sede da igreja no Rio de Janeiro, com o propósito de "promover" a unidade da Igreja. Essa é uma pílula que não engulo. Os seus propósitos são outros. É uma tentativa disfarçada de atrair as lideranças evangélicas para o seu projeto de poder. 

A IURD sempre agiu de forma sectária, mas às vésperas das eleições nunca deixou de ter o despudor de mostrar-se aberta para caminhar com as outras igrejas. Nada mais, nada menos do que estratégia política para pavimentar o seu projeto político, do qual Crivella é mero ponta de lança. Essa unidade não queremos. Devemos refutá-la em nome da verdade do Evangelho.

A unidade de que Cristo fala em sua oração sacerdotal se dá à luz da missão da igreja e ao redor do próprio Cristo, não ao preço dos fundamentos que são o cerne da fé cristã. Nossa consciência não pode estar à venda em nome de interesses que não têm como fim a glória de Deus, mas a ambição pela glória humana.  Em resumo, os nossos pontos não são convergentes com os pontos defendidos pela IURD. 

O seu líder, Edir Macedo, defende o aborto. Somos contra. Sua posição é dúbia quanto ao movimento gay. A nossa é clara.  Os seus pontos de fé não estão centrados na pessoa de Cristo. Os nossos estão. Portanto, no que me concerne, dizemos um rotundo "não" a essa proposta de unidade.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Uma lei inflexível: Quem planta, colhe

Muitas pessoas não se preocupam com o que plantam. Lançam ao vento o que bem entendem, sem se preocupar com as consequências. Mas a lei da semeadura e da colheita é inflexível. Quem planta, colhe. Este é o tema de hoje do programa "Fala, Pastor!". Assista. É menos de cinco minutos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O cristão, a política e a corrida eleitoral


Após tratar da questão igreja e política do ponto de vista teológico, ainda que de forma superficial, repito mais uma vez, minha intenção nesta última postagem é apresentar alguns critérios a serem levados em conta pelos cristãos que se sentem vocacionados para a vida pública. Embora os princípios bíblicos valham para todas as funções, quero ater-me apenas às de cunho eletivo, isto é, àquelas que dependem do voto, pois este tem sido o ponto de tensão a cada período eleitoral.

Creio que a primeira premissa é a de que se trata de um direito legítimo, como já vimos. Mas a finalidade primeira e última de quem se candidata, por mais óbvia que seja, é servir ao povo e não a si mesmo e nem ao grupo a que pertença. Quem entra para a política pensando noutra coisa já começa errado. Essa é a razão pela qual ela é malvista. São esses que trazem descrédito ao exercício político. No entanto, o caminho para aprimorar a representação política é a qualidade dos candidatos e a qualidade dos votos.

A partir disso, o candidato evangélico deve abandonar o discurso surrado de que pretende ser eleito para defender a igreja, como se ela, como instituição divina, tivesse necessidade desse tipo de defesa. Não importa o regime em que viva, a igreja nunca perderá a batalha, pois é atemporal e cumpre propósitos distintos dos objetivos do poder político. Essa não é a finalidade de sua existência. É óbvio que, no âmbito da igreja local, em sua organização jurídica, ela pode necessitar de alguma assistência, mas não é com essa finalidade que o candidato é eleito, como veremos mais abaixo.

Outra coisa que precisa ser evitada a todo o custo é a transformação do púlpito ou do culto em palanque eleitoral. Aliás, a lei proíbe campanha em espaços de uso comum, como os templos, sujeitando os infratores à penalização. O culto comunitário não se presta a esse fim e nem a qualquer outro tipo de negócio. Quem insiste nesse modus operandi não compreende o real sentido da adoração comunitária. Entre outras coisas, é ridículo, por exemplo, insinuar o número da candidatura, citando capítulo e versículo da Bíblia com as dezenas correspondentes, quando se vai ler uma passagem. É vergonhoso e depõe contra a igreja.

Cada candidato deve levar a sério a recomendação do profeta Jeremias aos judeus exilados na Babilônia. Ele foi muito incisivo: "Busquem a paz da cidade. Se ela tiver paz, vocês também terão", Jeremias 29.7. Em outras palavras, quem exerce mandato eletivo deve pensar no interesse comum e não de seu grupo em particular. Quando preconizamos a valorização da família, menores impostos, diminuição das desigualdades sociais, educação de excelência, acesso à saúde de qualidade e segurança para garantir o direito de ir e vir, todos são beneficiados, inclusive o nosso grupo.

Creio também firmemente que pastores titulares não devem candidatar-se, a não ser que se licenciem do pastorado. Aliás, há uma resolução da CGADB em vigor que faz essa recomendação aos pastores assembleianos. Pena que não é levada a sério. Volto a Abraham Kuyper, que, ao sentir o chamado para ser instrumento de Deus numa Holanda com graves desajustes sociais, sua primeira iniciativa foi licenciar-se do pastorado. Só que não podemos ser reducionistas. Usa-se muito 2 Timóteo 2.4 para conceituar este ponto. Mas ali fala dos negócios desta vida. É muito mais amplo. Ou seja, vai muito além da política. Pastores de tempo integral, que se dedicam ao pastoreio, comem do altar e vivem integralmente para o altar, embora nem sempre seja assim.

No caso de quem é pastor, mas, já não se encontra à frente do rebanho, com responsabilidades pastorais, por diferentes motivos, a licença não é necessária, pois ela já existe de fato. Como não tem compromisso direto com as ovelhas, terá tempo para atender as grandes demandas da vida pública e dedicar-se ao bem comum. Além disso, vale ressaltar que pastor não é título, outro erro que cometemos. Os dons mencionados em Efésios 4.11-16 têm natureza funcional.

Ao ser eleito, não faça com muitos políticos que só aparecem de novo às vésperas das eleições. A prestação de contas periódica é uma obrigação de quem está no exercício do mandato. Nisso, os eleitores têm a sua parcela de culpa. Muitos votam e depois nem se lembram em quem votaram. Hoje, o mundo virtual oferece múltiplas ferramentas para que acompanhem e cobrem daqueles que foram eleitos com os seus votos. Mas o detentor de mandato não pode omitir-se de estar presente, acompanhar o que acontece nas bases e mostrar a que veio. É sua obrigação.

Convém, ainda, que, como detentor do mandato, o cristão se lembre de uma séria advertência dada por Cristo aos discípulos, no âmbito do Reino de Deus, para realçar que a missão recebida não era mero passatempo, mas exigiria embates até de natureza cruenta. "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos", disse o Senhor, Mateus 10.16. Creio que, por analogia, a metáfora se aplica muito bem ao mundo político. O cristão não voará em céu de brigadeiro e nem navegará a favor da corrente. Isso jamais pode ser esquecido.

Para concluir, à luz do que escrevi nestas quatro postagens, como pastor emérito ou presidente de honra, sem responsabilidade de pastoreio, anuncio que sou pré-candidato a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro. Após a aprovação do nome em convenção partidária a ser realizada no dia 29 de junho e a partir do início da campanha no dia cinco de julho estarei postulando uma cadeira na Câmara dos Deputados. Quero ser apenas um braço do Reino de Deus na esfera pública. Conto com as orações de todos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Política é "coisa" de crente?


Pensei que em três postagens daria conta de tratar do tema sobre igreja e política, mesmo de forma superficial. Mas percebi que, além desta, só terei como concluir o assunto numa quarta postagem, que já está programada para quarta-feira. Conto com a sua paciência por ter de esticar um pouco mais a conversa.

Faço coro com os que definem os papéis da igreja e da política como distintos. Aquela, enquanto instituição divina, proclama os valores eternos do Reino de Deus e as boas novas do Evangelho. Não se pode misturar as sintonias. Não lhe cabe envolver-se com as entranhas partidárias, comprometer-se com os poderes políticos e abrir mão de sua tarefa para entrar no campo do governo temporal. A igreja precisa ter as mãos desatadas para exercer também o seu papel profético.

No entanto, como já vimos em postagem anterior, a governança do mundo foi a primeira instituição estabelecida por Deus, no Gênesis, e reiterada no Novo Testamento, como atesta Romanos 13.1-7. Por outro lado, se, como instituição, a igreja não deve imiscuir-se no mundo político, ela não pode tolher os seus membros de exercitarem a plena cidadania, o que inclui a investidura em posição de autoridade, seja em que esfera for, não importa se através de cargos eletivos ou de outros aos quais se chega mediante concurso público ou formação acadêmica.

Mas o argumento principal contra a participação de cristãos na política é a de que ela é corrupta e corrompe. Embora seja verdade, trata-se de um reducionismo gritante. É o mundo que jaz no maligno! Todas as suas esferas foram afetadas pela Queda! A pecaminosidade permeia a vida em geral! Em sua oração pelos discípulos e em favor de todos os que viriam a crer em sua mensagem, Cristo não reduziu o mal a uma esfera em particular, mas pediu: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal", João 17.15. Ora, por uma questão de lógica, se o cristão não pode participar da política por causa da corrupção, não pode, então, envolver-se em nenhuma outra área. A malignidade está no mundo.

Por que ainda assim há resistências a essa participação? Listei algumas razões na primeira postagem. Mas temos de convir que, por estar na "vitrine", a política expõe mais os personagens do que qualquer outra atividade. Os nossos olhos só veem a corrupção que a mídia divulga, sem enxergar que ela está em todas as esferas. Há políticos corruptos? Há também médicos, engenheiros, advogados, empresários, empreiteiros, profissionais liberais, funcionários públicos e... pastores que sofrem do mesmo mal! Ora, Bíblia nos adverte que a verdadeira religião não é guardar-se da política, mas da corrupção do mundo, Tiago 1.27.


Concluo a terceira postagem dizendo que não há nenhum pressuposto bíblico que impeça ao cristão o exercício da vida pública, seja através de cargos eletivos, seja de outra natureza. Portanto, política é, também, "coisa" de crente. Há, sim, múltiplas recomendações para que viva uma fé comprometida com os valores do Reino de forma pia, santa e agradável a Deus, onde quer atue. Assim como a sal penetra em todos os grãos dentro da panela e a luz alcança todas as frestas da área onde está acesa, de igual modo espera-se a mesma influência do cristão em qualquer esfera. 

Havia também santos na casa de César, Filipenses 4.22.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quem fala demais morde a língua

Quem fala demais morde a língua, diz o conhecido ditado. Muitas consequências desastrosas seriam evitadas, se fôssemos mais contidos em nosso palavrório. Esse é o tema que trato no programa de hoje: "Tardios para falar". Assista. Vale a pena. É menos de cinco minutos.


PS. Aguarde a terceira postagem sobre política.

domingo, 18 de maio de 2014

Política: um assunto altamente espiritual e bíblico


Nesta segunda postagem procurarei mostrar as bases bíblicas pelas quais a igreja não pode furtar-se de tratar da política, não em sentido partidário, mas como instrumento que não se dissocia da vida comunitária e pessoal e que tem os seus fundamentos no próprio Deus, desde que olhada em seu significado básico como a arte de governar. É óbvio que a abordagem, aqui, não será aprofundada até para não tornar a leitura cansativa. O propósito e mostrar da forma mais simples possível que certa aversão existente ao tema é mais fruto da forma como o homem lida com a política, a partir de sua natureza caída, pecaminosa, do que da própria política em si.

Como defendido por Charles Colson e Nancy Pearcey em sua obra: "E agora, como viveremos?", a primeira grande comissão dada por Deus ao homem foi a de governar e fazer cultura. A de governo aparece no primeiro capítulo de Gênesis, onde a expressão "sujeitai-a" (v. 28), referindo-se à Terra, não quer dizer outra coisa, senão administrá-la, governá-la, tornar-se responsável por cuidar do lugar que seria a sua habitação. Uma espécie de mordomo sobre a terra criada. A que se refere à cultura, aparece no capítulo dois (vv. 19,20), quando Deus transfere a Adão a responsabilidade de dar nomes a todos os animais, tarefa que envolvia inteligência, capacidade e domínio de conhecimento.

Olhada sob essa perspectiva, a política nada mais é do que cumprir este propósito estabelecido por Deus logo no início da existência humana. Claro está que estamos falando de um tempo antes da Queda, que interferiu de forma nociva na forma como o homem, posteriormente, passou a exercer o governo. Mas ainda assim no pacto de Deus com Noé (Gênesis 9), após o dilúvio, estava também implícita a ideia de administrar ou governar. Em outras palavras, Deus não tinha como propósito a anarquia, a casa desarrumada e largada às traças, mas que ela fosse cuidada e bem administrada, embora, agora, houvesse a interferência direta dos efeitos do pecado nas maquinações humanas.

O mesmo princípio aparece em Romanos 13, onde Paulo aponta a autoridade como instituída por Deus para o bem da sociedade. Isso não é nada mais nada menos do que política. Digamos que o contexto não favorecesse nenhuma defesa nesse sentido pela simples razão de o Cristianismo ter começado a sofrer duras perseguições naquele período. Se fosse influenciado pelo ambiente, Paulo poderia usar subterfúgios para negar a autoridade como instituída por Deus, já que, de forma injusta, os cristãos sofriam pela má ação dos governantes de Roma. Mas ele não deixou de reconhecer que, como instituição, a autoridade era uma espécie de freio para o mal e para organizar a vida em comum.

O próprio Jesus, ao responder aos fariseus que lhe inquiriam sobre os impostos pagos pelos judeus a Roma, vaticinou a política de forma indireta como algo indispensável para a vida em sociedade. O seu primeiro ato foi lhes pedir uma moeda. Com isto demonstrou que havia um meio circulante para as transações comerciais determinado por algum poder. O seu segundo passo foi perguntar de quem era a esfíngie que aparecia do outro lado do valor de face. Era de César. Quis ele dizer que era sob essa autoridade que eles estavam vivendo. Por fim, parafraseando, concluiu: "Cumpram os seus deveres como cidadãos sob o domínio de Roma e não deixem também de cumprir os seus deveres para com Deus". Ou como na paráfrase de Eugene Peterson: "Deem a César o que lhe pertence e a Deus o que lhe é devido", Lucas 20.25.

Nestas poucas palavras procurei mostrar que não podemos olhar a política como algo essencialmente mau. Como a arte de governar, ela foi instituída pelo próprio Deus. O que a torna nociva é o mau uso que se faz dela decorrente da natureza caída do homem. Mas isso não nos pode levar a estigmatizá-la. Mesmo após a Queda, ela foi o instrumento para tentar pôr ordem na vida em comum, como vemos, inclusive, na própria legislação dada por Deus a Israel. Portanto, política é um assunto altamente espiritual e bíblico, que precisa ser tratado com coerência e seriedade para que formemos bons cidadãos para o mundo até que o Reino de Deus se manifeste em plenitude.

Na próxima postagem, falarei sobre a relação do cristão com a política e o que se espera daqueles que se sentem vocacionados para exercê-la, seja em cargos eletivos, seja em outras funções, que, embora não dependam do voto, implicam em fazer política porque têm a ver com a vida em comum na sociedade.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Por que se resiste a tratar de política na igreja?

Início hoje uma série de três postagens sobre o cristão e a política. Ainda temos certa resistência de tratar de política como um tema bíblico, que não pode ser relegado como algo de somenos importância ou sem qualquer conexão com a nossa vida cristã. Há razões para tal comportamento. Elas estão arraigadas em nosso meio ao longo da história evangélica em nosso país. Quem se atreve a falar de política ainda corre o risco de ser estigmatizado como desviado, como alguém que perdeu a fé, que está com as duas pernas no fogo do inferno. Pelo menos foi o que ouvi há poucos dias de alguém nas redes virtuais.

Entre outros motivos para a resistência está o fato de o evangelho ter sido plantado no Brasil através de missionários estrangeiros, que, por força de lei, não podiam imiscuir-se nos assuntos internos. Por este motivo, não tomaram a iniciativa de formar os crentes para exercerem a cidadania de forma plena. Eram orientados em outros aspectos, principalmente no que respeita a obediência às autoridades, sem nenhuma ênfase à participação na vida do país. Havia até certo ponto uma espécie de alienação, embora houvesse alguma militância de setores mais engajados.

Outra razão era – e ainda o é em alguns segmentos evangélicos – a dicotomia entre o sagrado e o secular. Compartimentava-se a vida cristã numa espécie de “gueto”, como se fosse separada da vida de todos os dias, enquanto lá fora deixávamos por conta dos outros tarefas que pareciam não ter qualquer relacionamento com a nossa vida de fé. É a teoria dos pavimentos desenvolvida por Francis Shaeffer e posteriormente por Nancy Pearcey. O sagrado restringia-se ao pavimento de cima, enquanto o secular ao pavimento debaixo, sem nenhuma interconexão entre eles.

Não se deve esquecer, também, a ênfase na volta de Cristo, que, ao invés de ser apresentada como a bendita esperança da Igreja, tornava-se uma forma de fuga, de escapismo, que levava os cristãos à passividade e a eximir-se de responsabilidades ditas seculares, esquecendo-se do que disse Jesus em sua oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”. Eu mesmo me lembro de ter pregado algumas vezes, na minha juventude, dizendo que não se preocupassem, caso não tivessem boas casas, vivessem em condições de pobreza, pois no céu andariam em ruas de ouro e morariam em mansões resplendentes.

É óbvio que a volta de Cristo é o nosso maior anseio, mas assim como Jesus, que não deixou de trabalhar até chegar o momento de cumprir o propósito para o qual veio ao mundo, temos de cumprir com as nossas obrigações com o olhar no céu e os pés na terra até que ele venha. Vida cristã é uma só para ser vivida em qualquer dimensão em que estivermos, sem nos eximirmos do dever de salgar o mundo e de fazer brilhar a nossa luz. Não se espera, à luz da Bíblia, outro comportamento do cristão.

Junte-se a isso, no mundo contemporâneo, o descrédito da classe política como fator de desestímulo para se falar de política e admiti-la como um tema bíblico. Embora, na história, encontremos homens que honraram a Cristo no mundo político, ainda assim o passivo daqueles que hoje não souberam desempenhar bem os seus mandatos parece falar mais alto. Esquecemo-nos de nomes históricos como Abraham Kuyper, na Holanda, William Wilberforce, na Inglaterra, Rev. Guaracy Silveira, no Brasil, os quais deram enorme contribuição ao avanço de leis sociais justas. O último, na Constituinte de 1946, desempenhou relevante papel que impediu a restrição da liberdade religiosa em nosso país.

Com esses pontos em mente, veremos na próxima postagem que política é um tema altamente espiritual e bíblico, do qual não podemos fugir sob pena de nos eximirmos de nossas responsabilidades como cristãos, enquanto estamos no mundo.