quinta-feira, 9 de março de 2017

Última hora: liminar concedida hoje cassa 10.479 inscrições na CGADB

Acaba de sair na Comarca de Peixe Boi, PA, nova liminar que cancela liminarmante 10479 inscrições irregulares para votar na CGADB, seguindo a mesma linha adotada pelo juiz da Comarca de Corumbá, GO. O autor da Ação de Obrigação de Fazer Cumulado Com Tutela Antecipada é o pastor João Alves Gomes, devidamente registrado no quadro de filiados da CGADB, que alega ter a Comissão Eleitoral ter aberto prazo para a correção de irregularidades sem nenhuma base legal. É mais uma dentre tantas - parece que outras ainda virão - que reconhece o quadro caótico do atual processo eleitoral simplesmente porque faltou à Mesa Diretora da CGADB a transparência assumida no acordo entre as partes.

Mortos são inscritos para votar na CGADB

Com mais de 10 mil inscrições irregulares para votar nas eleições da CGADB já canceladas liminarmente em Primeira Instância pela Comarca de Corumbá, GO, o jogo da contra-informação corre solto nas redes virtuais, com o intuito de confundir a cabeça dos que terão a responsabilidade de eleger a nova Mesa Diretora da instituição. Mas infelizmente, para nossa profunda tristeza e amargura, essa é a verdade. A ética foi para o espaço em nome da busca pelo poder a qualquer preço.

Para exemplificar, reproduzo abaixo seis dos 19 "prints" de tela que recebi ontem do interior de São Paulo. Preservo nomes e CPFs para não ferir a privacidade garantida pela Constituição. Mas tenho tudo documentado. São de alguns pastores que tiveram a surpresa de ver os seus nomes inscritos de forma indevida, sem a sua autorização, com números de celulares e emails falsos. Mas o pior vem agora, pasmem leitores do blog. Entre eles há um que está desligado há mais de 10 anos da CGADB e cinco falecidos, com os seguintes nomes e datas: Francisco Fernandes Sobrinho - 24/03/2012, João Lemes de Jesus, 01/01/2006, Sebastião Augusto Mendes, 01/04/2016, Benevides dos Santos (sem data) e Justo Amancio Costa, 23/03/2011. É algo nunca visto na CGADB. Ainda assim, a Comissão Eleitoral indeferiu de pronto as representações que levantaram tais irregularidades sem sequer checar as denúncias, razão porque a Justiça teve de ser acionada. 

Isso é apenas uma amostra, mas não se trata de caso pontual, como alguns poderão alegar. É o retrato em preto e branco do comportamento generalizado que tomou conta entre os cabeças que conduzem a campanha da situação. Enquanto apelam para Deus, como se ele concordasse com esse jogo escuso, não sentem o mínimo de escrúpulo em inscrever aos mutirões pastores que sequer sabem que estão inscritos, alguns dos quais sequer já não estão mais entre nós. Com que finalidade? Só resta uma hipótese: colocar terceiros para votar no lugar de pastores inscritos irregularmente.

Já passamos do ponto há muito tempo! Estamos pior do que o povo de Israel em seu estado mais degradante. Creio que já transbordamos a taça da ira de Deus, que, sem demora, pode vir sobre nós em forma de juízo. Mas temos uma oportunidade através do nosso voto. Não podemos desperdiçá-la. É hora de dar um basta neste tipo de administração vergonhosa. É hora de dizer que queremos romper com esse ciclo em busca de uma administração sadia e transparente, que transforme a CGADB num instrumento de fato para servir aos pastores e às igrejas.

Chega de autoritarismo na CGADB!







terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CGADB não cumpre acordo e Justiça é acionada


Correm rumores nos bastidores da CGADB que o presidente da Comissão Eleitoral, Antonio Lorenzetti de Mello, teria enviado à Mesa Diretora pedido de afastamento temporário da função por razões que, certamente, devem constar no ofício enviado. É uma informação preocupante, pois deixa a Comissão acéfala e contribui para embolar todo o processo, que tem uma série de prazos para cumprir até o dia da eleição, em 9 de abril. No site da CGADB e nem no que cuida das eleições há qualquer nota que explique qualquer providência que possa ter sido tomada para suprir a vacância. Segundo o Estatuto, deveria ser preenchida pelo suplente, mas parece que nem mesmo teria sido eleito alguém do Nordeste - de onde é o titular - para cumprir tal papel.

Outro fato a considerar é que mais uma vez teremos uma eleição judicializada simplesmente porque a Mesa Diretora deixou de cumprir o acordo celebrado entre as partes, que previa aos autores a desistência de todas as ações na Justiça e à CGADB, entre outros compromissos, realizar uma eleição transparente, abrindo inclusive todos os dados, como, por exemplo, a conciliação bancária aos candidatos, para que pudessem conferir se os pagamentos das anuidades e da inscrição conferiam com o número de inscritos registrados via portal da CGADB. Só que aqui começou o nó. Enquanto os autores desistiam daquelas ações, que foram insistentemente desobedecidas pela Mesa Diretora, inclusive a que obrigava a instituição ao pagamento de multa que já ultrapassava a 10 milhões, a CGADB mais uma vez não abriu as contas das inscrições para serem verificadas, como ficou acordado.

Diga-se de passagem que cerca de 10 representações foram encaminhadas  à Comissão Eleitoral, apontando uma série de irregularidades em milhares de inscrições, como anuidades pagas com cheques não compensados, uso de IP único para diversas inscrições, emails e telefones inexistentes, pastores que já estariam desligados da CGADB, emails únicos para diversos inscritos e até inscrições de falecidos. Mas nada disso convenceu o presidente da Comissão Eleitoral a submeter as inscrições ao escrutínio de seus pares para verificar a procedência das denúncias. Ao contrário, em decisão monocrática (tomada por ele mesmo) indeferiu todas as petições, alegando entre outras motivos, que os peticionários não eram aptos para representar, embora o Estatuto dê ao ministro o direito de impugnar no prazo qualquer inscrição. Disse ainda que não era prerrogativa da Comissão verificar ou não o cumprimento do acordo.

Neste ponto outra vez a Justiça foi acionada. O lógico seria a própria Mesa avocar para si a questão e manter os pontos do acordo para dirimir qualquer dúvida ou corrigir o que estivesse errado. Ou se ela se considerasse suspeita para cuidar do assunto, era a hora de convocar o Conselho Consultivo, previsto no Estatuto para atuar em questões de alta complexidade sempre com o intuito de buscar a conciliação. Mas ela preferiu se impor pela força, sem primar para que tanto a Comissão Jurídica quanto a Comissão Eleitoral atendessem as representações encaminhadas.  De forma diversa, o estímulo teria sido no sentido contrário. Aqui repito aquela célebre pergunta retórica de Paulo aos Coríntios: "Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?" Esse parece ser o sintoma da CGADB. Onde estão os homens maduros, sábios, com acúmulo de experiência, conciliadores? Parece que sumiram ou não são chamados a agir.

O resultado aí está. Se todas as previsões legais no âmbito da instituição se esgotam, não havendo a quem recorrer, a Justiça acaba sendo o desaguadouro natural para as partes que se sentem prejudicadas por não ter a análise de seus pedidos contemplada. Hoje a candidatura de Wellington Junior está liminarmente cassada em duas ações por não ter-se desincompatibilizado no prazo da presidência da CPAD e 5207 inscrições liminarmente invalidadas pelas razões acima expostas, além de outras liminares previstas para a próxima semana, após o carnaval. O que teria sido evitado se o acordo não fosse só cumprido por uma das partes, mas também pela CGADB. Se há quem carregue o peso da culpa em tudo isso, embora possa dividi-la com alguns péssimos assessores, é a Mesa Diretora da CGADB.

Por outro lado, com as possibilidades cada vez mais remotas de José Wellington Junior reverter a cassação de sua candidatura a presidente da CGADB pela não desincompatibilização no prazo, os inscritos para votar na eleição do dia 9 de abril precisam estar alerta para um fato: mesmo com a candidatura cassada, o nome do candidato poderá aparecer na tela de votação por já ter sido provavelmente inserido no sistema e não haver mais condições de qualquer alteração.

Duas coisas precisam ser rigorosamente observadas: 1) embora o seu nome possa aparecer na tela, ele não será mais candidato, esgotadas as possibilidades de o candidato reverter o processo. 2) Se ainda assim o pastor inscrito para votar insistir em assinalar o nome de Wellington Junior, perderá o seu voto pela "nulidade absoluta" do registro de sua candidatura, reconhecida em documento da própria Comissão Eleitoral. Ou seja, os votos dados ao candidato cassado não serão válidos.

São informações importantes que precisam ser consideradas para que os eleitores inscritos não votem errado por desconhecimento desse detalhe. Ao mesmo tempo, trata-se de zelar pela lisura  e segurança do pleito, que não pode em hipótese alguma ser contaminado pelo descumprimento da norma estatutária. Não custa ressaltar que serão considerados votos válidos os que forem dados aos candidatos com registro de candidaturas deferido.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

CGADB: documentos explicam cassação de Wellington Junior



Algumas pessoas têm me perguntado inbox - inclusive vários pastores - sobre os motivos que levaram o juízo de Corumbá, GO, a decretar liminarmente a cassação da candidatura de Wellington Junior a presidente da CGADB até porque supostamente estaria sendo dito nos grupos de WhatsZap, numa afronta à decisão do juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga, que a sua liminar não tem qualquer fundamento.

Ora, nenhum juiz tomaria uma decisão desse porte se não tivesse o mínimo de embasamento, que se baseia no Estatuto da CGADB, nas Resoluções Eleitorais e em documentos que circularam no próprio âmbito da Comissão Eleitoral. O fato é que para ter o seu registro acatado, Wellington Junior deveria ter apresentado documento de desincompatibilização da presidência do Conselho Administrativo da CPAD, o que não o fez em tempo hábil e ensejou uma notificação do referido colegiado em 17 de outubro, onde textualmente é dito:

"Desse modo, Vossa Senhoria está impedido de se candidatar a qualquer cargo da Mesa Diretora da CGADB e, mesmo em face de por essa ocasião, inexistir impugnação ao vosso registro de candidatura, a situação configura nulidade absoluta, ensejando o cancelamento imediato do registro".


Só que ao invés de indeferir para então abrir prazo para recurso, como é praxe na Justiça Eleitoral, a Comissão preferiu conceder ao então pré-candidato três dias para "demonstrar desincompatibilização com o cargo, sob pena de ser declarada, de ofício, a nulidade do vosso registro de candidatura". Mas não foi isso o que aconteceu, pois ele ainda não tinha se desincompatibilizado no ato do registro.

O que houve foi uma tentativa de arranjar as coisas, com um ofício enviado pelo pleiteante no dia seguinte, 18 de outubro, ao vice-presidente do Conselho Administrativo da CPAD, onde só então encaminha pedido de licença do cargo - e não de afastamento - como se isso sanasse o descumprimento da norma, que exige na apresentação do pedido de registro a prova da desincompatibilização. Ou seja, na melhor forma do direito, trata-se de um vício insanável. Aos interessados vejam no topo cópia de ambos os documentos acostados ao processo para que cada um tire, de per si, as suas dúvidas.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

JUIZ CASSA CANDIDATURA DE WELLINGTON JUNIOR E AFASTA PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE DA COMISSÃO ELEITORAL

Após a Comissão Eleitoral da CGADB indeferir com argumentos descabíveis todas as representações encaminhadas por diferentes associados, impugnando mais de sete mil inscrições por apresentar uma série de irregularidades, o processo se vê às voltas, agora, com uma ação judicial. É que o convencional Efraim Soares de Moura, também candidato ao Conselho Fiscal da organização, entrou na Comarca de Corumbá, GO, com uma “ação de obrigação de fazer com tutela antecipada”, que foi integralmente acolhida pelo juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, cassando liminarmente até o julgamento do mérito a candidatura de José Wellington Bezerra da Costa Junior e afastando da Comissão Eleitoral o seu presidente, Antonio Carlos Lorenzetti de Melo, e o seu vice-presidente, Wilson Pinheiro Brandão.

Entre outras razões para entrar com a ação, Efraim Moraes de Moura alega que o candidato Wellington Junior não se desincompatibilizou do cargo de presidente da CPAD, tendo em vista o Edital que regulamentou o processo informar de maneira transparente que diretores da editora estão impedidos de se candidatar à luz do Estatuto Social da CGADB. Em suas considerações o autor aduz também que a desincompatibilização teria de ser apresentada mediante documento comprobatório no ato do registro, o que não teria sido feito.

Outro fato que aparece na inicial como fator preponderante para a liminar concedida pelo juiz é que a própria Comissão Eleitoral, em documento enviado ao então postulante, reconhece a nulidade absoluta da candidatura pela não desincompatibilização no prazo, como citado: “Vossa Senhoria está impedido de se candidatar a qualquer cargo da Mesa Diretora da CGADB, e mesmo em face de, por essa ocasião, inexistir impugnação ao vosso registro de candidatura, a situação configura nulidade absoluta ensejando o cancelamento imediato do registro”.

Mas como parece que a Comissão extrapola o seu papel e trabalha como cabo eleitoral do candidato agora liminarmente cassado, Efraim Moraes de Souza transcreve ainda outra parte do documento em que contra todas as normas do direito o seu presidente não faz o cancelamento imediato, mas lhe dá um prazo de três dias para provar a desincompatibilização: “Assim sendo, considerando a inexistência de má-fé, e a fim de regularizar a vossa situação junto a Comissão Eleitoral e todo o processo eleitoral, concedo a Vossa Senhoria, o prazo de 03 (três) dias para demonstrar a desincompatibilização com o cargo, sob pena de ser declarada, de oficio, a nulidade do vosso registro de candidatura”.

Ao que consta Wellington Junior teria apenas apresentado um documento de licença, sem a alegada desincompatibilização, visto que continua a ser o responsável pelo CNPJ da CPAD e o seu nome continua a aparecer como presidente em todos os periódicos da editora. Por sua vez, o afastamento requerido do presidente e do vice-presidente da Comissão Eleitoral, também acatado liminarmente pelo juiz, se deu pela suspeição levantada e por serem ambos Promotores de Justiça, condição que lhes impede de atuar fora do seu campo de jurisdição.

Recapitulando, é simples de entender:

O agora liminarmente cassado Wellington Junior e a Comissão Eleitoral cometeram a ilegalidade de desrespeitar o artigo 11 do Estatudo e o item IV do Edital que diz:

"Nos termos do artigo 11 do Estatuto Social, não poderão se candidatar aos cargos eletivos nem serem indicados para os demais cargos não eletivos os membros que estiverem cumprindo medidas disciplinares impostas pela CGADB, os inadimplentes com a CGADB e CPAD, os ausentes injustificadamente da AGO e os diretores da CPAD." 




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Representações mostram indícios de fraude nas inscrições da CGADB


Segundo as últimas notícias, pelo menos 10 representações deram entrada até ontem junto à Comissão Eleitoral da CGADB, questionando inconsistências gravíssimas, como o blog noticiou, que teriam ocorrido nas inscrições para a eleição da nova Mesa Diretora da CGADB em 9 de abril de 2017. Entre elas está a que foi assinada pelo pastor Ivan Bastos, 10 tesoureiro, que aponta discrepâncias na inscrição de nomes para votar, os quais não constariam no cadastro de associados da CGADB, além de aduzir que não haveria a comprovação da quitação das anuidades de mais de seis mil ministros encontrados na listagem de votação, sem a comprovação consistente dos parcelamentos, seja por cartão de crédito, seja por cheque. 

O pastor Ivan também alega que, embora tenha havido um acordo entre as partes, garantindo o acesso a todos os candidatos às informações referentes ao pagamento de anuidades, taxas de inscrições, extrato da conta bancária que recebeu as taxas  de inscrição e anuidades, detalhamento dos pagamentos de anuidades efetuados com dinheiro, cheque, cartão", nem a ele mesmo, de forma gritante, como 10 tesoureiro, "foi franqueada vista desta movimentação financeira, num total desrespeito ao acordo, mas muito mais ao estatuto social da Instituição".

As demais representações assinadas, entre outros, pelos pastores Jonas Francisco de Paula, Isamar Pessoa Ramalho, Enaldo Brito e Cláudio Dias apontam essas e outras inconsistências - como, por exemplo, cerca de seis mil inscritos com emails e números de telefones inexistentes - todas acompanhadas de vasta documentação, planilhas e conciliação de dados, baseadas em auditorias feitas nos dias 14 e 15 de dezembro em cima dos documentos parciais colocados à disposição dos auditores, já que, mais uma vez, segundo consta, as informações que dariam total transparência ao imbróglio permanecem guardadas a sete-chaves por determinação do presidente da CGADB, José Wellington Bezerra da Costa. 

É triste que mais uma vez cheguemos a essa situação porque a parte que detém o "poder" parece não estar nenhum um pouco interessada na transparência, preferindo tomar todas as decisões a seu bel-prazer. Agora é aguardar o posicionamento da Comissão Eleitoral, cujo papel é zelar pela lisura do processo, determinando que se faça uma auditoria "geral e irrestrita" na listagem de inscrição, se possível com uma empresa independente. fazendo valer de fato e de direito só aquelas inscrições que cumpriram as exigências do edital. Ou as eleições estarão eivadas de vícios insanáveis, que poderão gerar outra batalha jurídica, certamente desnecessária se todos os pontos do acordo fossem cumpridos.

Por falar nisso, as redes sociais potencializaram enormemente o uso do anonimato, apesar de ser crime previsto em lei. Tenho recebido muitos comentários sem que os remetentes assumam o que escrevem. Fazer o quê? Mas um deles chamou a minha atenção. Como jornalista e editor, tenho a habilidade de detectar plágios à distância, bem como o estilo do autor, mesmo que ele não aponha a sua assinatura. Foi o que ocorreu. Não tenho a menor dúvida de quem se trata. É de dentro do sistema. 

O ilustre anônimo questiona que levanto dúvidas, mas não aponto evidências. Depois, em flagrante contradição ao que afirmou, diz que eu só defendo a oposição. Ora, quem leu a postagem anterior deve ter percebido que aludi à Mesa Diretora, à Comissão Eleitoral e a nenhuma convenção em particular, trazendo à luz informações que revelavam indícios de que poderia estar havendo manipulação no número de inscritos. 

Pediu ele que eu apontasse que convenções estariam incorrendo nesses possíveis delitos. Esquece-se, todavia, o ilustre anônimo que esse papel não me cabe. Enquanto ao promotor compete acusar, ao jornalista o seu dever é divulgar a notícia com os indícios que dispõe, sem dar qualquer sentença, que, no caso, é de responsabilidade de quem cuida do processo eleitoral. Em sendo prolatada, ai sim o jornalista divulga o fato. É assim que funciona. Mas a Comissão Eleitoral já recebeu tempestivamente as representações com todos os indícios. Os dados apresentados são consistente. O que dirá, agora, o ilustre anônimo?

Por fim, o ilustre anônimo "acusou-me" de espalhar "jabutis" nas matérias que escrevo, esquecendo-se que o meu papel é ser uma espécie de interlocutor informal para milhares de pastores associados à CGADB, que se não tivessem acesso a este e outros blogs que têm servido à mesma causa, não tomariam conhecimento do que se passa nos bastidores e dos imbróglios que insistem em permanecer em nossa organização simplesmente porque, hoje, parece que a palavra acordada já não tem mais valor algum. Não, meu ilustre anônimo. Eu não espalho "jabutis". Eu fotografo e exponho os "jabutis" que vocês colocam na árvore.

taxas de inscrições, extrato da conta bancária que recebeu as taxas de inscrição e anuidades,
detalhamento dos pagamentos de anuidades efetuados com dinheiro, cheque, cartão
taxas de inscrições, extrato da conta bancária que recebeu as taxas de inscrição e anuidadedetalhamento dos pagamentos de anuidades efetuados com dinheiro 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

CGADB: indícios de outro jabuti


Embora a lista com o nome de todos os inscritos para votar nas eleições da CGADB tenha sido publicada no site que cuida do processo - diga-se de passagem, com certo atraso - parece que a falta de transparência ainda perdura na atual gestão da entidade. Informações extraoficiais dão conta que alguns pontos do acordo firmado entre a Mesa Diretora e o pastor Samuel Câmara não teriam sido cumpridos, entre eles a apresentação de todos os documentos para conferência pelas partes, como, por exemplo, os dados do parcelamento das anuidades dos associados inadimplentes com a CGADB, visto que uma das condições para se inscrever era a regularização dos débitos.

Comenta-se que inscrições teriam sido feitas à revelia de muitos pastores, ou seja, sem que estes soubessem que estavam sendo inscritos, com números de telefone, emails e senhas controlados por aqueles que estariam por trás desse tipo de procedimento. A se confirmarem tais hipóteses, a ideia seria ter no dia 9 de abril de 2017 uma estrutura em que uma pessoa pudesse votar no lugar de outros dois ou três inscritos nos nomes indicados por quem teria comandado tais inscrições a eito. Haveria até um email de um associado dando conta de que foi inscrito à revelia.

É profundamente lamentável que outra vez possamos estar prestes a viver os mesmos momentos dolorosos que vivemos nos meses que antecederam a eleição de Brasília, em 2013, e nos meses posteriores, quando quem se sentiu em prejuízo lhe restou a única alternativa de buscar reparar o dano pelas vias judiciais. O acordo celebrado entre as partes parecia ter posto fim às demandas, mas fica a impressão que o único interesse da Mesa Diretora era não pagar os mais de nove milhões de reais de multa para os quais não cabia mais nenhum recurso.

Enquanto o outro jabuti permaneceu na árvore, sem que de lá fosse tirado, parece que mais um jabuti estaria sendo colocado ao lado do outro, em virtude da suposta e insistente falta de transparência da atual gestão. Creio que a Comissão Eleitoral, a quem cabe zelar pela lisura do processo, deveria mergulhar a fundo na auditagem do processo de inscrição, ao lado dos representantes das partes, para sanar qualquer vício que possa ter havido. Pastores que de fato teriam sido inscritos à revelia deveriam verificar se os seus nomes se encontram na lista de inscritos e, se positivo, pedir a impugnação de sua inscrição sob pena de estar contribuindo para uma eleição viciada. Ou podemos estar correndo o risco de voltarmos às barras dos tribunais.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

CGADB demora a publicar a lista final das inscrições para a eleição


As inscrições para votar na próxima eleição da Mesa Diretora da CGADB encerraram-se no dia 30 de novembro. Desde então passaram-se já 19 dias, com duas parciais publicadas, sem que os números finais de inscritos com os respectivos nomes sejam conhecidos. Com a tecnologia que hoje dispomos fica difícil entender porque tanto atraso. 

É certo que nos acordos firmados para a extinção dos processos judiciais decidiu-se que as partes envolvidas na eleição teriam acesso a todos os dados das inscrições, inclusive conciliação bancária e aos acordos de parcelamento das anuidades de associados inadimplentes para que houvesse toda transparência necessária ao processo. 

Ainda assim, com os meus parcos conhecimentos, parece-me que tal processo está demorando além do normal até porque cada inscrito, para entrar com recurso contra possível omissão de seu nome, precisa saber se este consta da lista, o que só ocorrerá, quando ela for publicada de forma definitiva com os nomes de todos os inscritos. Só espero que não se ponha outro jabuti na árvore, com todas as consequências que já conhecemos.

Mesmo com toda a demora, sabemos pela segunda parcial que pelo menos cerca de 31 mil ministros estarão aptos a votar, no dia 9 de abril de 2017, naqueles que entendam devam conduzir a CGADB pelo próximos quatro anos. É o maior número em toda a história da instituição, embora ela tenha cerca de 91 mil inscritos. 

A grande diferença é que desta vez a eleição será online. O ministro poderá votar de onde quiser ou estiver com um smartphone, tablet ou mesmo desktop. Só não entendo porque os associados tiveram de pagar para votar. O princípio legal é que lhes assiste esse direito, sem qualquer ônus, a não ser o pagamento das anuidades.

Mas convém fazer, aqui, algumas considerações rápidas:

1) A Comissão Eleitoral, à luz do Estatuto e Regimento Interno, não montará nenhuma estrutura física em qualquer lugar do país, com seções, urnas ou desktops para a votação, a não ser naqueles casos previstos na legislação pertinente. Qualquer coisa do gênero ou parecida que venha a ser montada deve ser denunciada por colidir com a norma estabelecida.

2) Alega-se que as pessoas idosas terão dificuldades de usar um desses equipamentos para votar por não terem "traquejo" suficiente com as ferramentas da internet. Pode até ser, mas conheço muitas pessoas da terceira idade que não têm dificuldade alguma. Ainda assim não se trata de empecilho. Qualquer filho, neto ou bisneto mexe com essas "bugigangas", assim como mexemos com terra. É só pedir a um deles auxílio sem precisar buscar ajuda em qualquer "polo", onde poder-se-á correr o risco de ter o voto manipulado.

3) O voto de qualquer associado regularmente inscrito, seja ele pastor do interior, jubilado, missionário ou dirigente de congregação vale tanto quanto o do pastor presidente ou da grande cidade. Portanto, vote com a sua consciência naqueles acerca dos quais foi convencido serem os mais adequados para essa nova quadra da administração da CGADB.

4) Por último, como sempre informo, embora a eleição seja cargo a cargo, o meu voto será dado aos candidatos ligados ao pastor Samuel Câmara, à exceção do 4Vice-Presidente. Neste caso votarei no pastor Temóteo Ramos de Oliveira, presidente da CONFRADERJ - Convenção Estadual da qual faço parte, no Rio de Janeiro.

As razões do meu voto serão proferidas noutra postagem.