sábado, 12 de setembro de 2020

 CARTA PÚBLICA DE PEDIDO DE PERDÃO

 


A luta por ideais nos pode levar a caminhos que depois avaliamos não terem sido as melhores opções. Por algum tempo usei o meu blog para falar de questões institucionais ligadas à CGADB. No primeiro momento, em defesa de sua liderança e contra aqueles que lutavam por assumir o protagonismo na instituição. No segundo momento, já em fase posterior, levantando ou dando voz a questionamentos contra a então administração, que, embora pudessem ter alguma legitimidade em relação aos direitos de cada convencional, tomaram o caminho do litígio e desaguou em hostilidade generalizada.

Após orar a Deus, decidi do profundo da minha alma – acredito que seja a direção do Senhor – que essa é uma área que não me cabe. Para ela não fui chamado e não devo, doravante, imiscuir-me nos assuntos institucionais de nossa igreja, a não ser continuar na missão para a qual o Senhor me convocou: ser um expositor da Palavra tanto na pregação quanto na forma escrita.

Decidi também reconhecer de forma pública que, nesse afã de me colocar no campo das disputas institucionais, certamente muitas pessoas podem ter ficado ofendidas, às quais gostaria de deixar registrado o meu pedido de perdão. Citá-las nominalmente me seria difícil por não saber quem exatamente pode ter-se sentido ofendido por minhas palavras. Faço-o tanto em relação aos que estavam e continuam a estar à frente da CGADB quanto aos que, no outro campo, foram também, anteriormente, alvos dos meus questionamentos.

Mas não poderia deixar de citar de modo específico o pastor José Wellington Junior e, por último, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, então presidente da CGADB e atual presidente do Conselho Administrativo da CPAD. Reconheço ter sido ele uma das principais mãos que Deus usou para que eu chegasse aonde cheguei.

Entre outros, foi o pastor José Wellington quem viu em mim algum dom da parte de Deus e me abriu as portas para ocupar a então Diretoria de Publicações da CPAD – o que fiz com bastante autonomia – tornar-me por 10 anos Secretário da Comissão da Década da Colheita, da qual ele era o presidente e ainda servir no primeiro termo como Secretário Correspondente da SENAMI e no termo seguinte como seu Secretário Executivo, onde pude contribuir, entre outros projetos, para a fundação da EMAD – Escola de Missões das Assembleias de Deus.

Escrevi coisas envolvendo o seu nome que podem ter sido tomadas – o que é compreensível – como atitude de ingratidão, falta de consideração e até mesmo falta de respeito dadas as circunstâncias litigantes daquele momento. Reconheço que deveria ter sido poimênico e jamais assumir postura de litigância. Já conversei com ambos os pastores de forma cordial – sempre fomos amigos – e de ambos recebi o perdão sem qualquer reserva.

Nada me foi obrigado. Nenhuma imposição me foi feita. A publicação desta carta é uma decisão unilateral de minha parte até para que tenha sobre mim efeito pedagógico e seja uma luz de advertência pública para que eu resista à tentação de qualquer atitude litigante no âmbito institucional-eclesiástico. Enquanto Deus me der vida e saúde, tenho muito o que fazer – na área em que o Senhor me chamou e para a qual fui vocacionado.

O meu abraço fraterno aos pastores e companheiros de jornada José Wellington Junior e José Wellington Bezerra da Costa.


Um comentário:

pb.lucianobarbosa07@gmail.com disse...

Observar tão nobre e distinto pastor vindo a público e equacionar qualquer pensamento sobre o relacionamento entre eles,ter algum rancor e esclarecendo que não é de certa forma harmonioso ao seio assembleano e cristão. Que a paz de Cristo permanece PLENAMENTE sobre tais sentimentos fraternais.