quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Minha conversa com famoso líder cristão



Numa dessas noites tive um diálogo bastante proveitoso com um famoso líder cristão extremamente incisivo, cujas palavras cortam com precisão, como se fossem uma navalha afiada. Não é que use termos de baixo calão ou linguagem vulgar. Ele se destaca por não ser ambíguo, não tergiversar, mas ir direto ao ponto, sem caprichos humanos, embora o faça com todo o respeito aos que o ouvem.

Fiquei impressionado com a conversa. É um homem que sofre todo tipo de afronta. O que ele já experimentou ao longo de sua vida, certamente eu não conseguiria suportar. Pude perceber que para ele não tem tempo ruim e nem pessoas especiais. Fala ao comum dos mortais da mesma forma como fala às pessoas mais abastadas. Confesso, mais um vez, que fiquei encantado. Fiz mais ouvir do que falar.

Disse-me ele que a aparência não importa na hora de se avaliar quem as pessoas são. O que vale é o que são em si mesmas. Aí me contou de um encontro que teve com outros líderes aos quais tratou bem, com toda a consideração, mas não ficou abobalhado, com medo de falar o que era para ser dito só porque eram líderes.

Outro episódio que me contou foi quando um desses tentou dissimular numa questão extremamente séria, tentando jogar dos dois lados. Percebi, enquanto a conversa prosseguia, que, se fosse eu, ficaria cheio de dedos para repreendê-lo. Olharia para a sua "posição hierárquica" no ministério, levaria em conta a sua idade, pesaria o apoio que tinha e talvez preferisse ficar calado. Mas qual não foi minha surpresa, quando me disse ter sido franco com o dito líder, sem levar em conta certas mesuras, mostrando de maneira aberta o seu grave erro.

Outra lição que aprendi nessa conversa com o famoso líder é que ele jamais teve pretensão midiática e nunca fez articulações com o mundo político para tornar o evangelho mais "amigável" às pessoas. Na verdade, pelo que pude perceber, ele não tolera aqueles que proclamam o evangelho com falsidade. Ao contrário, não tem nenhum temor em expô-los de maneira pública, mesmo que os seus opositores lhe digam que não pode julgar os "irmãos". 

Ficou claro, para mim, que essa é uma das razões pelas quais ele sofre tanta afronta.

Depois desse excelente diálogo, que entrou pelas primeiras horas da madrugada, regado com água fresca das fontes de Teresópolis, tive uma boa noite de sono e estiquei um pouco mais na cama na manhã seguinte, porque, afinal, ninguém é de ferro.

A essa altura, vocês querem que eu dê o nome do famoso líder. Ele me autorizou a fazê-lo. Conversei com o apóstolo Paulo mediante a leitura da epístola aos Gálatas.

4 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Geremias do Couto,

Paz amado!

Utilizar o dito em Gálatas, pelo apóstolo de verdade e nosso irmão Paulo, deveria deixar aos muitos dos que tentam liderar "suas"(poder vitalício) igrejas, pela força humana, o sentimento ou apenas uma ligera preocupação que vivem a época da BERLINDA da fé.

Muitos envoltos em suas predileções esqueceram de Deus e de suas responsabilidades como servos e pretendem manter um reinado todo especial que agrade a sua família. Não importa o que digam e somem ao seu futuro.

O importante é reinar.

O Senhor seja contigo e que juntos imitemos a Paulo, com todas as nossas forças.

O menor.

João Paulo M. de Souza disse...

Paz do Senhor, pastor Geremias!

Surpreende final de postagem! Confesso que fiquei surpreso com o desfecho de sua reflexão.

Como o irmão disse, encontrar alguém que tenha coragem de denunciar os erros cometidos, em nome de Deus, por quem quer que seja - sobretudo da parte dos medalhões -, está difícil.

Abraço,

www.joaopaulomsouza.blogspot.com.br

Judson Canto disse...

Muito bom, Geremias.

A situação preocupante que vive a igreja de nossos dias sem dúvida tem como causa principal a falta de diálogos, não só com esse grande líder, mas também com Tiago, Pedro, João e Judas, entre outros. Prefere-se hoje a linha aberta com Mamom.

Anônimo disse...

Boa noite, pastor:

1. Gostei muito. A cada parágrafo mais aumentava a ansiedade de saber a quem o senhor se referia. O coração chegou a acelerar. Finalmente, a revelação. Parabéns. Mas, fiquei um pouco decepcionado.

2. Sinceramente, também acho que precisamos de líderes semelhantes ao apóstolo Paulo: consistente, coerente, politicamente "incorreto" em relação aos valores mundanos.

3. A maior prova do poder do Evangelho são as pessoas: "as tais cartas abertas" referidas pelo apóstolo.

3. Sempre desejamos (e oramos)para ter espaço na política e na mídia sob o argumento de que seria um campo "maior" para a pregação do Evangelho.

4. Ok! E agora? O que temos ... Continuemos orando, pedindo, esperando.

Abraço fraterno,

Derrond de X.