segunda-feira, 15 de junho de 2009

Brasileiros não apoiam a homossexualidade

Embora tenha havido nos últimos anos intenso bombardeio através da mídia secular para minar os valores morais e tornar a sociedade simpática à prática homossexual, atribuindo-lhe característica de normalidade comum à diversidade humana, não é de fato bem isso que vêm logrando aqueles que fazem desta a sua batalha de vida ou morte.

Nem mesmo as novelas, com as suas cenas ousadas de convivência afetiva e em alguns casos até de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, conseguiram esse intento. (Ainda que o façam, diga-se de passagem, mesmo na ficção, de forma criminosa, ao arrepio da constituição brasileira, cuja letra afirma que o casamento se dá entre homem e mulher.)


A verdade é que, segundo pesquisa produzida pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburg, à qual se reportou o jornal O Globo de 8 fevereiro, 99% dos brasileiros, em maior ou menor grau, não assimilaram a idéia de considerar normal o homossexualismo.

É claro que o jornal e os promotores da pesquisa não admitem essa interpretação. Para eles, embora em matizes variados, os dados revelam o preconceito ainda existente contra os homossexuais, que precisa ser combatido através de políticas públicas contra a discriminação para eliminá-lo. Não se podia esperar outra coisa dessa gente. Essa é a pecha que nos querem impor não só como forma de hostilização, mas de nos colocar na defensiva, com temor do rótulo, diante da ditadura do “politicamente correto”, que, hoje, toma conta do mundo dito “civilizado”.

Mas vejamos as informações da pesquisa. Ela empregou a metodologia da abordagem domiciliar para ouvir 2014 pessoas acima de 15 anos distribuídas por 150 municípios, em 25 unidades da federação, nas cinco macrorregiões do país. Foi ampla o suficiente para produzir com fidelidade os resultados anunciados e mostrar que a realidade não é bem aquilo que pretendem os apologistas do homossexualismo, embora seja lida de forma distorcida e vá servir de instrumento para nos hostilizar ainda mais.

O que mais chama a atenção são os números que ligam a não aceitação da prática homossexual aos princípios da fé cristã. Vejam só: 92% dos brasileiros, por exemplo, acreditam que “Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram o seu papel e tenham filhos”. Os responsáveis pela pesquisa atribuem autoria anônima à frase (uma forma velada de tirar-lhe o mérito), como se fosse mero refrão da tradição popular. Mas ela revela, em essência, um fato bíblico para o qual torcem o nariz: a perpetuação da espécie como uma das finalidades pelas quais Deus criou macho e fêmea o gênero humano. E, como afirmam, 11 em cada 12 brasileiros acreditam nela.

Outro dado relevante da pesquisa é que 66% creem que a “homossexualidade é um pecado contra Deus”. Ora, não é isso resultado da influência direta daquilo que a igreja, baseada na Bíblia, ensina ao povo? Aliás, essa é a interpretação, mesmo que tortuosa, dada por Gustavo Venturi, doutor em Ciência Política e mestre em Sociologia, em seu ensaio sobre a pesquisa publicado no portal da Fundação Perseu Abramo. Para ele, isso é fruto do “peso legitimador dos discursos religiosos (especialmente cristãos, tratando-se de Brasil, e ainda particularmente católico, em que pese o crescimento recente acentuado das igrejas evangélicas) no reforço de concepções preconceituosas da homossexualidade”.

A única diferença é que Gustavo, preconceituosamente, identifica esse peso da fé cristã como o fator gerador dessas “concepções preconceituosas”, enquanto nós, os cristãos, sem nenhum preconceito, admitimos que essas concepções nada têm de preconceituosas e apenas refletem o padrão moral de comportamento que Deus estabeleceu para o gênero humano.


Em outras palavras, apesar da orquestração que se estende desde o mundo acadêmico, passando pela mídia, até as políticas de governo para impor o modus vivendi homossexual como prática moralmente aceitável, ainda assim a força da fé cristã, enfrentando todos os percalços, prevalece no coração dos brasileiros e nos serve de estímulo para não esmorecermos em nossa luta em defesa do evangelho.

No entanto, a leitura que deixou de ser feita pelo ensaísta é que, se 99% dos brasileiros discordam, de alguma forma, da prática homossexual, onde estaria então o propalado quantitativo do grupo, que se instrumentaliza de ferramentas públicas para impor a ditadura do seu comportamento sobre a sociedade? Sem nenhuma dúvida, por dedução, na faixa do um por cento, que apoia a “causa” do movimento.

Com esse dado claríssimo, percebe-se que o minoritário movimento homossexual está sendo também instrumentalizado pelo viés ideológico das ditas forças progressistas para criar um fato político e impor restrições à liberdade de expressão mediante a ditadura do pensamento único. É o que pretendem com a aprovação do PL 122 que consagra de forma autoritária, contra todos os princípios em que se sustenta o regime democrático, o “delito” de opinião, como já observou o filósofo Olavo de Carvalho.

Aliás, Gustavo Venturi deixa isso claro, quando afirma: “Enquanto o PL 122 (ou lei semelhante), hoje parado no Senado, não for promulgado, e enquanto não ocorrerem eventuais condenações exemplares por crimes de ofensa ou discriminação de pessoas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, é pequena a chance que se reverta de forma expressiva ou que se acelere a reversão (provavelmente já em curso) no processo de reprodução de preconceitos de natureza homofóbica”. Ou seja, eles continuam em ação para transformar em lei essa aberração jurídica. E mais dia menos dia conseguirão a façanha, se nos omitirmos como força social organizada em nosso país.

Duas conclusões, entre outras, precisam ser extraídas da pesquisa:

1) Não obstante a nossa atuação como força social organizada estar muito aquém do que ainda pode ser feito (somos, por exemplo, relapsos em nos apresentar nos fóruns adequados para discutir temas desta natureza), não podemos desconsiderar a força da mensagem cristã na formação do pensamento brasileiro. Assim, continuemos a pregar a tempo e fora de tempo todo o conselho de Deus. Sem medo de restrição alguma.

2) Não nos enganemos, achando que as coisas melhorarão em nosso favor. Isso não acontecerá. O cerco será apertado cada vez mais, inclusive com a influência internacional de órgãos da própria ONU. Lembremo-nos que esse foi o propósito da pesquisa: fornecer ferramentas ao governo para assegurar a ditadura da diversidade sexual. Em outras palavras, precisamos estar preparados para os novos tempos e agir para que a nossa voz seja ouvida nos fóruns que ditam as leis do país.

Pelo menos não seremos omissos. Omissão também é pecado.

PS. Este artigo foi originalmente publicado na edição do Mensageiro da Paz do mês de março de 2009.


11 comentários:

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro amigo Pr. Geremias do Couto,
Graça e Paz!


Parabéns pelo artigo, bem como pela postagem em seu blog.

Em tempos de parada gay, é sempre bom lembrar o que se passa realmente na cabeça dos brasileiros.

Um grande abraço!
Pr. Carlos Roberto

Luciano de Almeida Gonçalves disse...

Shalom Pr. Geremias,

Satisfação imensa encontrar o amado pastor por aqui, tratando de temas importantes, como lhe é peculiar.

O Brasil lhe conhece pelos seus frutos!.

Participei de alguns fóruns locais a respeito da "lei anti-homofobia" e tenho glorificado a Deus pelo resultado, ao menos adiado, da questão no Brasil.

Continuemos atentos e vigilantes, velando pela única verdade, a Palavra de Deus.

Pr. Luciano
http://blogdopastorluciano.blogspot.com/

Lex disse...

Sabe aquela história de repetir várias vêzes uma mentira para que ela passe por verdade? É exatamente essa a estratégia da mídia no Brasil com respeito ao homossexualismo.
Devemos então, seguir o oposto e gritar a verdade aos quatro ventos!

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado pr. Geremias do Couto,

A Paz do Senhor!

É de GRANDE importância, para o Reino de Deus, que existam homens desejosos de proclamarem a VERDADE. Sempre!

O momento é de temor e medo, pelo que virá contra a igreja verdadeira.

Há muito, venho tenho advertido que seríamos perseguidos pelos homossexuais, e muitos duvidaram das minhas previsões.

É necessário, que os líderes sejam tomados de uma maior responsabilidade, e assim, possam definitivamente, pregar ontra esta barbaridade diante da igreja.

Sabemos, que vivemos o Final dos Tempos, e muitos se perderão nesta bestialidade humana.

Não podemos calar a nossa boca. Portanto, pastor Geremias, esteja sempre à frente, como exemplo, como um homem de valor, que não se sente acuado, pelas efemeridades nas pregações de muitos, que somente destacam a prosperidade em suas pregações.

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Pastor Marcos Antonio da Silva disse...

Nobre pastor Geremias,
Parabéns pelo excelente blog.
Todas as postagens são preciosas e oportunas. Que Deus continue te sustentando e te inspirando a cada dia.

Pastor Marcos Antonio da Silva
www.oarautoestudosesermoes.blogspot.com

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor Jesus!

Ótima postagem! Nosso povo carece dessa visão apresentada pelo Pastor ao interpretar os dados e não acatá-los da forma que querem que engulamos. Nossa mídia não é nenhum pouco preocupada em difundir os valores que cremos, antes, querem fazê-los cairem por terra, subistituindo-os pelo relativismo moral sem compromisso algum com a verdade, mas sim com o hedonismo que cerca o mundo atualmente.

Que o Pr continue com o trabalho em prol do Reino de Deus e sempre compartilhe com os leitores do blog tão bons escritos.

Abraço.

André Quirino disse...

Estimado pastor Geremias do Couto,

Sabemos que - querendo ou não, direta ou indiretamente - acabamos fazendo a diferença. Prova disto é a pesquisa apresentada em seu artigo. Mas analisemos: se tal pesquisa não fosse feita, ninguém saberia da realidade. Portanto, como o senhor disse, "tempo e fora de tempo", devemos mostrar a nossa força. Infelizmente, alguns fogem desta responsabilidade, o que pode ser visto no manifesto da UBE, que até agora recebeu poucas assinaturas. Somos sal da Terra e luz do mundo!

A sua conclusão de que as coisas não irão melhorar também foi muito pertinente. Jesus disse: "Acautelai-vos dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas" (Mt 10.17). Aliás, a intenção dos pesquisadores era justamente contrária, como enfatizou o senhor: mostrar - de forma "eclesiofóbica" - que o cristianismo é homofóbico. Na verdade, amamos o pecador; o que abominamos é o pecado. E não podemos deixar de pregar inúmeras referências que mostram ser o homossexualismo pecado. Não devemos nos preocupar com o "politicamente correto", mas, sim, com o biblicamente correto.

Mesmo essa pesquisa mostrando que os brasileiros, em sua maioria, não apóiam a homossexualidade, é digno de nota que, certamente, muitos dos entrevistados não têm religião, ou não são cristãos, mas, de tanto ouvirem, "colocaram na cabeça" que "Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram o seu papel e tenham filhos". Por isto que eu disse que acabamos fazendo a diferença querendo ou não, direta ou indiretamente.

Além disso, mesmo com essa opinião em massa dos brasileiros, as Paradas Gays crescem a cada edição. Eis um paradoxo.

Também podemos dizer que parece injusto impor leis que vão contra o pensamento de toda a nação. Como o irmão Lex disse, a mídia brasileira, com seus propósitos e ideologia, cumprem a frase de Goebbels: "Uma mentira contada cem vezes torna-se uma verdade".

Pastor, parabéns pelo artigo. Em Cristo,

Um abraço.

Carlos Osmar Trapp disse...

Pr. Geremias, bom dia!
Importante seu artigo, porém o irmão foi infeliz ao usar o termo homossexualidade, pois não existe sexualidade entre iguais; apenas perversão sexuali. Entendeu? E usar o termo homossexualidade também é entrar na onda, no 'papo' dos homossexuais. O termo correto é homossexualismo.
Outro erro está no nome do filósofo citado, cujo nome correto é Olavo de Carvalho.
Faço um jornal e gostaria de reproduzir o artigo, com estas observações, citando a fonte, é claro. Posso?
Sou pastor batista (OPBB nº 3650), de Campo Grande, MS.
Um abraço, Carlos Osmar Trapp

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Carlos:

Fique à vontade para republicar o artigo com as duas mudanças sugeridas.

No primeiro caso, grafei dessa forma de propósito para usar um termo "deles" num artigo que "desmonta" a falácia da pesquisa quanto ao "suposto" preconceito do brasileiro.

No segundo caso, foi mesmo falha de digitação, fruto do condicionamento reflexivo. O próprio Julio Severo, que convive mais de perto com Olavo de Carvalho, republicou o artigo com o mesmo erro de grafia.

Obrigado pela observação.

Carlos Osmar Trapp disse...

Pr. Geremias, muito obrigado pela publicação do comentário, no qual cometi um erro de digitação, acrescentando a letra 'i' no termo 'sexual'.

Aproveito para sugerir uma rádio pela internet, em diversas línguas, inclusive Português - www.bbnradio.org -, cuja programação é excelente. Se concordar comigo quanto ao gosto, por gentileza, acrescente-a na lista dos seus sites favoritos.

Um fraterno abraço, Carlos Osmar Trapp, Pr.

Janela para cristo disse...

A Paz irmão!
Gostei muito do conteudo do seu blog vou estar visitando sempre que puder, se puder da uma passadinha no meu?
http://janelaparacristo.blogspot.com