segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NEM DILMA NEM SERRA

Acredito que tenha ficado bastante claro, nas postagens abaixo, as razões pelas quais não voto em Dilma Rousseff. Não vejo necessidade de me estender em outras considerações. Não voto nela nem no PT, o que exclui da minha lista todos os demais candidatos desse partido.

Também não voto em José Serra e estava em dívida com os meus leitores por ter também prometido apresentar os motivos da minha decisão. Tive de adiar a postagem por razões de força maior sem que isso significasse qualquer dúvida a respeito. Trata-se de posição já consolidada há algum tempo.

Não voto em Serra porque não vejo com bons olhos o carreirismo político, que em essência se manifesta na atitude de não concluir mandato, mas abandoná-lo pela metade para pleitear outro cargo eletivo. Essa não é uma boa prática republicana. O candidato do PSDB abandonou o cargo de prefeito da cidade de São Paulo para candidatar-se ao governo do Estado do qual saiu sem concluí-lo para pleitar a presidência da república, quando, no partido, havia outros quadros capazes que podiam muito bem disputar com alguma chance de êxito ambas as eleições.

Não voto em Serra porque nas eleições presidenciais passadas fez "corpo mole" na campanha de Geraldo Alckmin, provavelmente como parte de sua estratégia para ter agora o caminho livre para disputar a sucessão de Lula, pensando talvez em aproveitar o possível desgaste do presidente e sair vitorioso. Como indicam as pesquisas, a empreitada está sendo extremamente difícil.

Não voto em Serra porque o seu partido, o PSDB, é irmão siamês do PT. É tanto que de um lado e de outro há quem trabalhe para que ambos se fundam e, vez ou outra, o assunto vem à baila na imprensa como uma possibilidade a medio ou longo prazo. Talvez o que impeça a fusão são os muitos "caciques" de ambos os lados que pleiteiam ser o condutor da história. A diferença entre o PT e o PSDB é apenas de rítmo e de nuance, mas o objetivo final é o mesmo. Gramsci é o mentor do partido até a alma. Algum dia os que lá estão e não professam a mesma ideologia terão de abandoná-lo.

Não voto em Serra porque o germe do PNDH 3 começou no governo de Fernando Henrique Cardoso, ocasião em que o primeiro PNDH foi lançado. Lembro-me perfeitamente que no final de seu mandato, o então presidente recebeu em audiência líderes do movimento homossexual e empunhou a bandeira do movimento gay, abrindo assim a porta para que a liberdade de expressão viesse a ser ameaçada sobretudo no segundo mandato de Lula em que a cereja do bolo foi o PLC 122/06 que hoje tramita no Senado.

José Serra é, para mim, a outra face da mesma moeda. Se eleito, o que vai mudar será apenas a forma. A aparência poderá ser atenuada, mas a essência continuará igual. Acredito mesmo que pela sua formação será muito mais intervencionista do que o próprio Lula.

Na próxima postagem darei as razões pelas quais votaria em Marina Silva.

16 comentários:

George Arrais disse...

Dilma e Serra são as duas faces da mesma moeda. A moeda da falta de opção e até de criatividade da política brasileira.

Ambos estão no século passado. Ainda pensam em liberação sexual e psicodelia. São os últimos raios do decadente sol da ditadura. Não têem a menor capacidade de conduzir o país e as famílias brasileiras a um futuro sustenável. Estão prontos para serem manipulados por toda sorte de lobistas sociais nacionais e "importados".

Não voto nem em Dilma nem em Serra, pois penso em meu pequeno filho que acabara de nascer e no Brasil que estão desenhando pra ele, um Brasil medíocre, sem esperança e depravado, onde a o "silêncio dos bons" é meta de governo.

Aldo Santos disse...

A graça e paz do SENHOR JESUS, Pr. Geremias ...

Como é bom achar na net mais um blog edificante que publica a palavara de DEUS! Parabéns pelo blog e estou seguindo. Se quiser seguir o meu, fique à vontade. Afinal de contas temos o mesmo propósito, a palavra de DEUS.

Que o SENHOR continue lhe abençoando, querido do SENHOR.

www.oguardadeisrael.blogspot.com

Marcelo Dornelas disse...

Pastor Geremias,eu não disse no meu comentário no púlpito cristão que a CGADB possui um candidato oficial,eu disse que o pastor Wellington na qualidade de cidadão tem direito de externar sua simpatia por a,b ou c.O pr.Piragine adotou uma posição política sim ao dizer não ao PT,assim como o senhor ao dizer sim à Marina.Só gostaria de salientar que de todos os candidatos o mais coerente tem sido sem dúvida o Serra.Marina não se posiciona de forma firme sobre questões polêmicas,em relação ao aborto e legalização da maconha disse que seria levada a questão à plebiscito(!?),sobre casamento gay,disse ser contra,mas que apoiava uma união estável o que na prática dá no mesmo,até agora não vi um evangélico ou líder em seu programa,mas somente candomblecistas como Gilberto Gil,Caetano Veloso e Marcos Palmeiras.gostaria que o senhor lesse a matéria que se segue: http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11422-marina-mais-uma-solucao-de-valnice-e-caio-fabio.html
e sobre projetos do PT,existem essas "pérolas": http://marcelohdornelas.blogspot.com/2010/07/alerta-vermelho.html
Acho que o senhor não deveria criticar pessoas apenas por não comungarem de seus pensamentos.A paz do Senhor!

Marcelo Dornelas disse...

Ah pastor,quero apenas lembrá-lo que FHC não é Serra.

Pastor Geremias Couto disse...

Meu caro Marcelo Dornellas:

Comecemos pelo seu último comentário. Minha resposta: FHC é do PSDB, Serra é do mesmo partido e foi seu ministro. Logo, Serra é, sim, FHC tanto quanto Dilma é Lula. Eles representam a mesma ideologia.

Quanto ao último parágrafo do seu comentário anterior, a crítica é livre e necessária, senão teremos a ditadura do pensamento único. A crítica deve ser "tão" livre que o irmão teve a liberdade de escrever um comentário, divergindo da minha posição (ou seja, discordando do meu pensamento), enviá-lo para o meu blog e tê-lo aqui publicado, após a devida moderação, por não conter ofensas pessoais.

O irmão pode discordar, eu não?!

Contraditório!

Em relação à minha posição, é óbvio que ela é política, porque a posição "apolítica" só existe como conceito. Até os que se dizem "apolíticos" tomaram uma posição política: a de serem "apolíticos". Agora, minha posição só não é institucional, pois não falo em nome de nenhuma instituição. Falo em nome pessoal. É tanto que me desvinculei do Conselho Político da CGADB para ter essa liberdade.

Quanto ao que escreveu lá no blog Púlpito Cristão, o irmão afirmou acima:

"Eu não disse no meu comentário no púlpito cristão que a CGADB possui um candidato oficial".

De fato o irmão não usou essas palavras, mas isto não quer dizer que a ideia não esteja implícita no comentário que fez. Para não restar dúvida, transcrevo o que o irmão escreveu lá a fim de que os leitores que me dão a honra de virem aqui possam tirar as suas próprias conclusões. Aí está:

"Bem,eu como ministro do evangelho e ministro de louvor da Assembléia de Deus me sinto na obrigação de elucidar a questão,os membros da CGADB vinham cobrando uma posição da CGADB na pessoa do pastor José Wellington sobre às eleições,como fez o pr.Piragine da batista de Curitiba e até mesmo Silas Malafaia… Por isso o pastor José Wellington resolveu sim sair de uma postura passiva e passou a se posicionar para defender interesses cristãos apoiando alguns candidatos".

Ora, meu caro Dornellas, para não transparecer que se trata de uma posição oficial do pastor José Wellington em nome da CGADB o irmão teria de reescrever o seu comentário. Como está, foi o que o prezado deixou implícito. Releia quantas vezes for necessário e o amado perceberá que foi isso que disse.

Quanto ao voto que daria para a Marina, aguarde a minha próxima postagem para que aí, sim, o irmão possa fazer a sua crítica.

Abraços!

Artigos & Crônicas disse...

Pr. Geremias, A Paz!
Excelente fundamentação do porque não votar. O irmão foi muito feliz em lembrar o povo brasileiro, de fatos passados que já haviam sido esquecidos, mas que marcaram o inicio do que estamos vendo hoje.
Gostei e vou divulgar.
Saudações em Cristo.
Sonia Costa

Pb. Valdo Batista disse...

Acabei de sair de um culto abençadíssimo, ainda agora, na igreja Assembléia de Deus, na cidade linda de Salvador. Foi um culto em que o pregador não pulou, nem mesmo houve qualquer coisa de meninos, ao revés; foi um verdadeiro culto a Deus em que o Espírito Santo reavivou em nossos corações a amplitude da urgência da vinda do Senhor.
Foi, no entanto, um culto no galpão. Embora eu tenha lutado, crescido, militado a boa milicia por 28 anos no templo, fui de lá retirado. Eu e mais quase 500 irmãos. O nosso pecado? Reagir contra o arbítrio do pastor presidente de uma certa associação, o qual, sorrateiramente solapou o nosso direito ao templo, sem ter construído nada dele, além de levar 80% (oitenta por cento) de tudo que arrecadamos mês a mês.
Afinal, qual o nosso pecado? Decidir continuar fiel à convenção que consagrou o nosso pastor atual. Pecamos por fidelidade.
O pior de tudo é que o presidente da certa associação religiosa permitiu, juntamente com o seu administrador(que, inclusive, está suspenso da comunhão com a igreja, mas continua atuando como se nada acontecesse, numa clara disposição de confronto e desobediência), que a igreja sofresse processo por APROPRIAÇÃO INDÉBITA, execucão fiscal, e deve quase 2.000.000 (dois milhões) ao fundo convencional, apesar de que o meu dízimo, particularmente está em dia.
Sabedor de que o presidente da certa associação intentava destituir os pastores fiéis à convenção e a Deus, o presidente da Convenção emitiu nota dando poder de emancipação, como fazem quase todas as convenções no Brasil, mas isso foi ignorado pelo presidente da certa associação dita religiosa, e este, por seu advogado, adentrou as porta da justiça comum, pedindo os templos de volta e expulsando as centenas de crentes.
O mais terrível é que o procedimento, segundo se sabe, tem o aval do presidente da CGADB, instituição na qual o mau administrador da associação tem livre trânsito e enorme influência.
Enquanto isso, nós, os fiéis (e o seremos até a morte) nos mantemos no galpão, pagando enorme quantia em aluguéis, tendo ainda que retirar e colocar todos os dias as 375 cadeiras (tipo bancada, acolchoada, nosso maior xodó) que compramos.
Mas parece que ninguém nos quer ouvir. Estamos sendo ameaçados, perseguidos, não pelo PNDH3 da Dilma, mas pelos que considerávamos nosso pastor e irmão, e pelo qual dedicamos tanto tempo de nossa vida.
O Sul e o Sudeste não pode fazer vistas grossas à nossa realidade e ainda lograrem ser cristãos. Deus não irá permitir isso. Jamais.

A paz do Senhor.

P.S. Este texto também será enviado a mais 50 irmãos do Brasil, para que ouçam o grito desta igreja ASSEMBLÉIA DE DEUS como vocês. Ouçam o outro lado e me digam o que ouviram. Temos sobejas provas de tudo o quanto afirmamos. Igrejadaresistencia@hotmail.com

Pastor Guedes disse...

Prezado Pr. Geremias, a paz do Senhor!

Suas palavras, como sempre bem colocadas, trazem clareza às opções que ora se mostram no cenário nacional.

Nós, evangélicos, sempre quisemos um candidato evangélico, com bom nome e honrado. Hoje temos a Marina. Aí dizemos: "Não serve!" (Manoel Ferreira que o diga). Por quê? Por que é mulher? Não tem boa presença? Vem de origem humilde? Não conhece os bastidores do poder? Ou o quê? Seria preconceito?

Parabéns por sua postura, como sempre ética e coerente.

Abraço.
No Amor de Cristo
pastorguedes.blogspot.com

disse...

Parabéns pelo artigo. Bastante esclarecedor. Paz querido!

Moyses Alexandre de Godoi disse...

Minha posição política é ser "apolítico", muito embora se questione tal posição como um atraso a democracia e um atentado consciência cívica...
Creio que meu dever enquanto alguém que luta para obedecer os preceitos do Evangelho se resume a orar pelos governantes e não votar, muito menos envolver-me ativamente do tipo filiando-me em algum partido.
Talvez isso se deva ao fato de antes de minha conversão eu não crer na democracia, mas confesso que fiquei surpreso e talvez um pouco preocupado ao saber que as Testemunhas de Jeová adotam tal posição em relação a política.
O que não quer dizer que não acompanho o cenário político no Brasil e no mundo, pelo contrário, como pai de família e alguém que busca servir a Deus me preocupo muito o que acontece em tal meio.
O último governo trouxe-me excessiva preocupação, cito como uma dessas preocupações a Distribuição de Camisinhas para Crianças de Dez anos pelo Governo Lula! Minha filha tem sete anos e moro próximo de Florianópolis, uma das primeiras cidades em que as escolas públicas receberão tal "máquina", o que significa que é uma questão de tempo para que a cidade onde resido também receba em suas escolas tais pragas.
Por essas e outras coisas tenho me enganjado via emails e pessoalmente para "desmotivar" por assim dizer, meus amigos colegas e amigos virtuais a não votarem no PT, inclusive enviei via email seus posts que falam sobre o PNDH 3, o vídeo do Pr. Piragine e outros materiais confiaveis,não tento convencer ninguém a tornar-se apolítico, apenos desejo um futuro no mínimo seguro moralmente e espiritualmente para o Brasil.

Matias Borba disse...

Pr. Geremias,
Paz do Senhor!

Tratando-se de farinha do mesmo saco, como se diz o ditado popular, temos um grande exemplo dessa verdade: PT e PSDB falam a mesma língua nas questões que o senhor destacou, e sobre questões como aborto, casamento homoxesual, mensalão etc, eles se combinam.

Basta agora mais uma vez assinar seu texto.

Abraço!

Daladier Lima disse...

Assino em baixo. Assistindo, esta semana, ao Bom Dia Brasil, em que Serra foi entrevistado, minha esposa exclamou: Filho, estamos sem opção! E não é que é verdade. Que triste.

Clóvis disse...

Pr. Geremias,

Como eleitor da Marina, aguardarei interessado seus motivos para votar nela.

Deus abençoe sua viagem missionária.

Em Cristo,

Clóvis

Alberto Couto Filho disse...

Pr. Geremias,
A paz

Ainda há pouco, encaminhei por email, mensagem recebida sobre algumas leis que restrigem a participação da igreja em decisões que envolvem matérias de cidadania e que estão tramitando, às mesas de nossos legisladores.
Neste documento constavam algumas regalias já concedidas a outras religiões e o clamor do pastor que ma enviou sobre a passividade e inércia da bancada evangélica que não mais contraria decisões tomadas por partidos coligados ao partido do governo e, ainda, registra expressivo grau de absenteismo em reuniões para a votação de matérias que virão a afetar a nossa igreja.
A matéria original alude,também a este malfadado PNDH3 e outras Leis que estariam por ser votadas, e questiona este silêncio da bancada evangélica, como indicativo de medo ou covardia dos políticos evangélicos.
Surpreso, recebi de um dos nossos pares, um tipo de advertência, uma velada admoestação, para que respeitássemos (nós) a liberdade de culto, a mesma liberdade que estamos exigindo para os evangélicos.
Passagens bíblicas foram usadas pelo nosso "amigo", com uma certa arrogância, para defender o seu posicionamento. Li a absurdes com que se dizia estarrecido, não com a mensagem que revelava e esclarecia a fraqueza dos representantes evangélicos, acovardados ante o autoritarismo do governante desta nação. Disse-nos aquele jovem blogueiro que o seu estarrecimento era devido à nossa posição contrária às benesses concedidas à outras religiões e à suposição, apenas a suposição, de que a igreja evangélica estaria, ou estará, sendo prejudicada pela área governamental.
Finalizou aquele simpático "crente", que não conseguiu ocultar ser um prosélito da candidata do governo, com os esterótipos já conhecidos, em que se diz necessário orar: em relação à escolha consciente; à performance futura do eleito; à maledicência dos "contrários" ao favorecimento a outras religiões; à presuposições sobre a aceitação de coisas contrárias às prescrições bíblicas; para que a antipatia não exclua méritos deste ou desta candidata e outras coisas mais e...más.
Confesso estar preocupado com "osseiláquantos" que fizeram circular esta mensagem, quando penso que temos amigos, pastores íntegros e dígnos de respeito e consideração, sendo espezinhados por identificar, no âmbito da blogosfera, pessoas que se manifestam contra o contexto bíblico, no concernente à escolha sexual.
No caso específico a discussão faz referência à escolha de um candidato que terá às mãos o destino desta nação. Estou certo de que o dever cívico terá de ser cumprido - votar, segundo a nossa consciência. Mais certo, ainda,estou de que jamais deverei abdicar do meu dever espiritual para com a Palavra de Deus - não posso e nem devo votar em ninguem que declare vitória, mesmo que Jesus Cristo não queira.
Será que temos editores de blogs evangélicos, sectários de igrejas, cujos líderes são favoráveis ao aborto como instrumento de natalidade?
Será que ...
Amado pastor Geremias, rogo perdoar minha prolixidade, mas julguei de bom alvitre registrar este fato; registrar a sutileza do nosso adversário quando afirma não aceitar o confronto política x igreja.
Seu conservo em Cristo
Alberto Couto Filho

Juber Donizete Gonçalves disse...

Caro Pr. Geremias,

Muito elucidativo seu artigo. Também penso que FHC/Lula, PSDB/PT, não são tão diferentes como se tenta apresentar. A ideologia de Gramsci, como prezado irmão bem lembrou, domina a ambos. Também votarei em Marina. Porém como disse no meu blog, no caso de haver segundo turno, entre o ruim e mais ruim, e para não votar nulo ou branco, votarei em Serra. Isso por falta de opção mesmo.

Anônimo disse...

Nem Dilma, nem Serra, nem Marina. Todos são serpentes do mesmo ovo.