domingo, 22 de julho de 2007

Meus direitos, por favor!

Entrei na luta pela manutenção dos meus direitos.

Não aceito que o Congresso Nacional aprove e o Presidente da República sancione uma lei que puna a minha liberdade de expressão sob o falso argumento de que eu não posso condenar o comportamento homossexual como prática social reprovável, assim como condeno as relações extraconjugais, a pedofilia, o sexo bestial e qualquer outro desvio de conduta.

Não admito que eu seja discriminado por acreditar na família segundo os padrões bíblicos e ensinar continuamente às crianças, aos jovens e adultos que o modelo de união sexual legítimo para o ser humano é entre macho e fêmea, através do casamento, em qualquer campo em que se discuta o tema: psicológico, social, moral e bíblico.

Não me submeto a nenhuma norma que queira calar a minha voz nos próprios púlpitos, onde livremente exerço a privacidade de minha fé, sob o abrigo da Constituição Brasileira e do Código Civil, e proibir que eu use os textos bíblicos que mostram de forma clara o homossexualismo e outros comportamentos como conduta condenada por Deus.

Não me disponho a deixar de pensar e afirmar aos quatro cantos que o homossexualismo é filho direto da pedofilia e esta também um subproduto do homossexualismo, já que muitos de seus praticantes foram seguramente iniciados no vício durante a infância por adultos despersonalizados e animalescos, que, sem dúvida, sofreram os mesmos abusos quando eram crianças.

Não abro mão de combater o homossexualismo por não ser meramente uma opção, como pretendem os ideólogos do movimento homossexual, mas um hábito anormal adquirido pela influência das más companhias e, hoje, livremente estimulado pela mídia e até mesmo em muitas escolas sob o olhar de espanto e horror de pais que não sabem o que dizer aos filhos.

Não pretendo, por fim, parar de pregar contra o homossexualismo, como pecado à luz da Bíblia, mas, ao mesmo tempo, continuarei a amar o homossexual e ter a coragem de abraçá-lo e dizer-lhe que ele tem o direito de buscar em Cristo a transformação de sua vida sem submeter-se à ditadura que os ideólogos do movimento homossexual lhe querem impor à custa da nossa liberdade.

O projeto de lei que está no Senado, criminalizando a suposta homofobia (o termo é altamente questionável), precisa ser barrado. Ele agride a democracia e tenta implantar pela via legislativa a opressão totalitária própria dos regimes de exceção através da supressão de direitos constitucionais inalienáveis ao homem. É a imposição do pensamento único. Como diz o filósofo Olavo de Carvalho, com a lei em vigor seremos punidos pelo delito de opinião inexistente em qualquer arcabouço jurídico dos regimes democráticos.

Não discuto a vida privada de quem quer que seja. Também não concordo que as pessoas sejam profissional e socialmente discriminadas em razão de sua preferência sexual. Nesse aspecto, a própria constituição assegura: “Todos são iguais perante a lei”. Mas considero um acinte proibir-me de livremente condenar qualquer comportamento que considere um desvio dos padrões morais, sociais e bíblicos em flagrante oposição ao que creio ser a vontade de Deus para os homens.

Sou mais um nesta luta. Por favor, mantenham os meus direitos!

28 comentários:

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Pastor Geremias, agradeço a sua participação no blog Teologia Pentecostal, fico feliz pela opinião de cada irmão e de um pastor experiente como o senhor!
Em relação ao debate sobre o pentecostalismo clássico se aliar ao calvinismo, tenho minha opinião.
Entendo o comentário do pr. Paulo Silvano, que sempre prestigia o blog, e entendo a sua opinião em relação ao assunto.
Desde que eu li "Conhecendo as doutrinas da bíblia" de Myer Pearlman, fico com a posição de equilíbrio. Myer disse algo fantástico: "As respectivas posições fundamentais, tanto do Calvinismo como do Arminianismo, são ensinadas nas escrituras"(pg 174)".
Não tenho dificuldade de admirar a biblicidade de homens como Calvino, J.I.Packer, R.C.Sproul, Francis Schaefeer, Charles Spurgeon etc. Admiro ainda homens como A.W.Tozer, D.L. Moddy, C.S. Lewis, que não eram calvinistas.
Nós pentecostais precisamos de equilíbrio. Fico feliz quando pastores assembleianos se aproximam de homens como Augustus Nicodemus, mas fico triste com assembleianos que se aproximam de grandes líderes neopentecostais. Creio que isso não deixará o nosso pentecostalismo morrer!
Em relação ao seu texto, precisamos protestar contra essa leis, agir como luzz nesse mundo!
Obrigado mas uma vez pela atenção, repito que estou feliz de ver pastores como o senhor, Esdras Bento, Cesar Moíses, Paulo Silvano, Carlos Roberto etc, participando desse blog. Um grande abraço, espero ver o irmão em algum evento em SP.

Pastor César Moisés disse...

Caro Pastor Geremias do Couto

É incrível como o òbvio se tornou avesso à sociedade (ou foi ela em relação a ele?).

Neste conturbado e animalesco período chamado - elegantemente -de pós-modernidade, o certo se tornou errado e vice-versa.

Como oportunamente citado em seu post, o filósofo Olavo de Carvalho, em artigo intitulado "A nova ordem nacional" (ele bem poderia ter escrito "desordem"), publicado na edição do último dia 13, no Jornal do Brasil, escreveu o seguinte sobre o assunto em pauta:

"A tempestade de novos regulamentos fiscais, trabalhistas, moralistas, ecológicos, feministas, criancistas, desarmamentistas, africanistas e agora gayzistas que se abateu sobre o país coloca virtualmente todos os brasileiros fora da lei, restando apenas ao governante escolher, na multidão inumerável dos culpados, aqueles que lhe convém esmagar de imediato e aqueles que lhe interessa manter de joelhos sob o látego da chantagem permanente".

O já citado articulista, em outro texto, publicado em 5 de junho no Diário do Comércio, elencou dez atitudes que se configuram como "homofóbicas". Por ser pai, ministro do evangelho e educador, causou-me preocupação a 8ª:

"Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrina homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais".

Um pai de família não pode mais ensinar aos seus filhos a serem o que eles - por natureza - o são?

Já não basta as deturpações da tv aberta no Brasil? Bem, sobre estas todo pais responsável tem controle, mas, e quando a tirania homossexual tomar conta das escolas? Bem, talvez teremos que fazer como muitos pais fazem em outros países: ensinar nossos filhos em casa!

Mas, o que é isso? Em nome da democracia e dos direitos humanos a lei está se tornando tirana, déspota, anárquica?

Tomara que não apareça os "piedosos exegetas", vociferando que a Bíblia manda obedecer as autoridades (Rm 13.1-7). Se acaso existir algum de plantão, que leia - antes de citar indiscriminada, inadvertida e tendenciosamente o texto - todo o período na Bíblia Sagrada, e observe que o texto é claro: "Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador paracastigar o que faz mal" (v.4).

Ah, que não se refiram de forma descontextualizada do texto de 1 Pedro 2.13,14. Pois, lá também se encontra explicitado a que fim existe a lei. Se quiser avançar um pouco mais e verificar o que o apóstolo coloca no versículo 13 do capítulo 3, também não ficará sem resposta.

No caso em apreço, a lei ou as autoridades não estão a serviço do bem e legislando a favor da sociedade. Pelo contrário! Estão saqueando os direitos majoritários e minorando a importância da população de bem e legalizando a hegemonia homossexual.

Assim, como disse Martin Luther King Jr., não temos nenhuma - leia-se bem - nenhuma obrigatoriedade em obedecê-la! Aliás, se obedecermos estamos nos enquadrando no que a Bíblia coloca em Romanos 1.32.

Que cada um dos blogueiros façam uso de seus direitos e enviem mensagens de protestos para este diabólico, vergonhoso e imoral projeto de lei, através do email: sqm@senado.gov.br

Se nos calarmos agora, como escreveu Olavo de Carvalho, o "próximo capítulo da série já está em preparação: é o embelezamento moral da pedofilia, seguido de sua consagração como direito humano e da condenação de toda resistência como fruto da intolerância reacionária, nazista, assassina etc, etc. Exagero meu? No meio universitário, berço das mutações culturais, as idéias simpáticas à pedofilia já vão se espalhnado com uma velocidade mais que ameaçadora. Aguarde e verão".

Não temamos pois a Bíblia é clara: "Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados" (1Pd 3.14a).

Se nos calarmos contra isso, teremos sido os mais covardes, indignos e omissos representantes da Igreja de Cristo na face da Terra.

Deus, por sua vez, como disse o evangelista Billy Graham, terá que pedir desculpas à Sodoma e Gomorra.

Deus abençoe e que mercê dEle, alçemos nossa voz e brademos contra a ímpia Brasília!

André Silva disse...

A paz do Senhor, querido pastor Geremias!

Pelo que eu saiba, o senhor é primeiro dos pastores assembleiano que tenho ciência de um manifesto em um cyber-espaço. Penso que a classe evangélica tem se mantido omissa em relação a esses e outros assuntos, temos mais padres do que pastores dizendo não ao aborto, casamento gay publicamente.
Devemos ser agentes ativos nessa sociedade, a igreja que influenciava em Atos hoje trancou-se nos templos, vive no seu mundinho, não quero com isso declarar guerra, sei que tudo isso é o início da volta de Cristo, mas qual é o nosso papel? Como ser sal sem salpicar a verdade absoluta do Evangelho na sociedade?
Uma boa reflexão para o momento.
Digamos não! Mas, que seja um "não" explícito nos púlpitos, digamos não como fez Sadraque, Mesaque e Abede-nego. Na hora do aperto quero ver quem é corajoso em defender verdades absolutas ou preferirá continuar no conforto relativo de uma omissão.

Irmão André silva - Carpina -PE

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Gutierres:

Obrigado por vir ao meu blog. A participação de jovens como vocês, interessados na defesa do evangelho, me estimula a continuar prestando minha modesta contribuição ao labor teológico brasileiro.

Você há de perceber, no post que fiz ao seu comentário, que minha proposta de discussão foi avaliar se há a possibilidade de uma síntese, na formulação teológica pentcostal, entre ambas as correntes, já que teólogos pentecostais do jaez de Myer Pearlman, que você citou, vêem pontos fundamentais tanto do calvinismo quanto do arminianismo nas Escrituras.

No entanto, é apenas uma discussão, não a proposição de um dogma.

Um abraço em Cristo.

Pastor Geremias do Couto disse...

Caros César Moises e André Silva:

Tomei a iniciativa de escrever sobre o tema, pois me pareceu que nós, pentecostais, estamos de certa forma despreoocupados quanto à tramitação desse famigerado projeto de lei, o qual, se aprovado, estabelecerá, ao arrepio da liberdade religiosa e de expressão, a coerção do nosso direito de expor as nossas opiniões e defender no próprio pulpito os princípios de nossa fé.

O que me motivou ainda mais foi tomar conhecimento que o Google interditou por três dias o blog do Julio Severo para avaliar o seu conteúdo em virtude da pressão organizada do movimento homossexual. Mas, felizmente, a injustiça foi corrigida e o blog já está de volta ao ar. Ou seja, precisamos somar os nossos esforços ao do Júlio e não deixá-lo sozinho tentando apagar o fogo da floresta.

Obrigado também, Cësar, por indicar o endereço eletrônico que as pessoas podem usar para pressionar os senadores a rejeitarem esse projeto de lei.

Um abraço.

Teologia com Graça disse...

Kharis kai eirene.
Prezado Pr. Geremias, lembremos que o discurso pró-homessexualismo revestiu-se de uma pseuda "cientificidade". Teóricos sociais, psicólogos, sociólogos e também alguns pedagogos e religiosos, defendem a homossexualidade porque não discernem o "discurso pró homossexualismo". Aproveitando-se do multiculturalismo, discursam como a homossexualidade fizesse parte dos "grupos étnicos" menores. Mas será que são uma nova raça? Um grupo étnico multicultural que está sendo perseguido pelo "heterocentrismo" (desculpe-me pelo neologismo, mais deixei o meu dicionário em Joinville). Esses mesmos teóricos sociais liberais e simpatizantes ainda confundem homossexualidade com gênero. Existe além de homem e mulher um outro gênero? Alguém conhece um outro gênero? Em meu livro a Família no Antigo Testamento discuto profusamente a questão de sexo e gênero, pelo que não ocuparei esse precioso espaço com minha locubração. Como cidadão e pai de um lindo menino não admito que a escola, o governo, seja lá quem quer que seja, ensine ao meu filho que a homossexualidade é normal. Acredito que essa lei não será aprovada porque fere a Constituição, mas lembremos da falácia dos discursos. Os homossexuais devem lembrar-se que, nós, pentecostais, os amamos e os respeitamos como pessoas, mas não aceitamos as atitudes e estilo de vida deles. Respeitemos a vida privada de cada cidadão brasileiro, mas não mordaças contra a verdade.
Esdras Costa Bentho

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Esdras:

Ainda bem que o Mensageiro da Paz do mês de agosto está trazendo uma longa matéria a respeito do tema.

É inconcebível como as chamadas "cabeças pensantes", que delineiam a filosofia de governo para o país. não se dêem conta da absurdidade desse projeto, a não ser que ele seja meramente uma "cunha" para impor no Brasil, paulatinamente, um regime autoritário. Onde se viu confundir homossexualidade com gênero ou pretender que os homossexuais sejam uma raça? Só em cabeça oca!

Qualquer que seja o propósito, merece o nosso veemente repúdio, com atitudes que vão desde as pregações em nossos púlpitos, passando pela comunicação em diferentes mídias, ao protesto direto junto aos senadores para que não cedam agora sob pena de eles mesmos, mais tarde, se verem amordaçados por um regime ditatorial que, com a aprovação dessa lei, ajudaram a implantar.

Quem quiser enviar seu protesto ao Senado pode fazê-lo através do seguinte endereço eletrônico: sqm@senado.gov.br

Teologia com Graça disse...

Kharis kai eirene.
Não apenas devemos protestar contra essa lei como também recomendo a todos os visitantes da blogsfera que também escrevam repudiando o patrocínio do ministério da cultura ao filme "Doce veneno do escorpião" que, como todos sabem, irá contar a vida e os amores de uma prostituta. Enquanto temos crianças que não têm merenda, caderno, computadores, professores e lazer nas escolas públicas o governo gasta mais de três milhões patrocinando filmes imorais. Esdras Bentho

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro amigo Pr. Geremias!
Graça e Paz!
Parabéns pelo artigo.
Precisamos fazer ecoar nossa voz nos palácios desta nação.
Pelo que tomei conhecimento, além do Jornal Mensageiro da Paz, a próxima edição da Revista GeraçãoJC, também dará enfoque ao assunto.
Acredito que poderemos sugerir a quem de direito, uma espécie manifestção oficial da nossa denominaão sobre o assunto.
Se puder ajudar, conte comigo!

Pastor Geremias do Couto disse...

Caros Esdras e Carlos:

No primeiro caso acho extremamente correta essa atitude de protestar contra esses patrocínios governamentais para projetos "ditos" culturais que cultuam a desagregaçào familiar. Não é só esse filme que está recebendo verba do governo. A própria parada do "Orgulho Gay" é subvencionada.

Em relação à proposta do pastor Carlos Roberto, acredito que podemos sugerir ao nosso órgão maior da CGADB um posicionamento oficial, através de manifesto público a ser encaminhado à Mesa do Senado, aos senadores e a outras autoridades da república.

Vamos partir para a ação!

Um abraço

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pr Geremias do Couto

Temos dupla cidadania. Nós sabemos, mas nem sempre lembramos e quando lembramos não colocamos em prática essa condição.

Somos cidadãos do céu e também da terra.

Como cidadãos celetiais devemos orar por todas as autoridades e como cidadãos neste mundo devemos mostrar as qualidades de sal e luz.

E ser luz e ser sal implica em ações contundentes. O sal e a luz modificam em 100% os locais onde estão.

Sem fazer generalizações, como cidadãos da terra nós temos contato com a classe política apenas nos períodos eleitorais, quando nos procuram igrejas pedindo o voto.

E alguns políticos tem até usado os microfones - que são comprados com os dízimos e as ofertas para depois de eleitos falarem mal dos pastores que pedem os mesmos dízimos e ofertas.

A triste conclusão é que por não termos feito valer a condição de cidadãos da terra estamos sendo visto , coletivamente, como grande massa de manobras políticas.

Mas, isso não é de forma geral. Há algumas denominações e partes da AD, o sr representa essa parte, que já se movimenta mostrando estar acordada para a condição de cidadão brasileiro, que é alguém que não possui apenas deveres mas tem direitos e os exige.

Para alguns políticos temos apenas o dever de votar (neles!) e nenhum direito de pedir que nos represente (e muito bem!).

Quem quiser saber se o político que recebeu o seu voto é alguém de bem, procure-o... Marque uma visitinha no gabinete dele... Não digo na esfera federal, sei que lá é mais complicado... Tente o vereador...

Infelizmente, muitos evangélicos nem sabem o endereço da Câmara Municipal da sua cidade. E isto constata o que disse lá no topo dessa postagem. Não temos reconhecido que somos cidadãos do céu e ao mesmo tempo cidadãos aqui na terra.

Em Cristo

Eliseu

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Eliseu:

Acompanhando o seu raciocínio, fomos acostumados a ver o evangelho como algo que se restringe à vida religiosa, ao mundo dos valores, ao pavimento de cima, ou, como costumo definir, ao "gueto" da fé.

Essa foi uma postura de resistência aos que desde o século das luzes tentaram dar ao evangelho uma conotação social, com poder de transformar as estruturas sociais, esquecendo-se, neste caso, do homem interior, da alma e da salvação eterna.

Acabamos caindo em dois exremos: o da espiritualidade "mística", em certo sentido alienada, e o da espiritualidade "social", voltada apenas para a terra, para o "agora".

A chamada cosmovisão cristã, que começou a ser amplificada a partir de Francis Shaeffer, tentar resgatar a mensagem evangélica em sua forma integral, para o homem que pensa no céu e o busca de todo o coração, mas ao mesmo tempo, enquanto essa hora não chega, vive com os pés na terra, onde come, bebe, compra, prospera, paga impostos e vive a sua fé.

Ou seja, não é correto pensar nessa dicotomia inexistente, separando a nossa vida cristã da vida secular. Vivemos uma só vida e, em qualquer lugar, inclusive na política, espera-se que os homens públicos cristãos tenham, antes de tudo, compromissos com os princípios do Evangelho.

Leia um pouco sobre Abraham Kuyper e você verá que tipo de evangélicos políticos precisamos nas casas legislativas nos dias de hoje. Escreva-me depois sobre o que você achou.

Um abraço.

Anônimo disse...

I will forward this article to our multicultural leaders to pray for this law that clearly is looking to persecute the churches of God. We will be praying for Brazil.

God bless you,

Shady Hernandez
Multicultural Ministries
Church of God
PO Box 2430
Cleveland, TN 37320
multi-cultural@churchofgod.cc

Anônimo disse...

Bom dia Pr. Geremias,
Fico grato em encontrar um artigo como o seu no nível da necessidade. A verdade é absoluta e prevalecerá. Continuemos a erguer sua bandeira até aquele dia. Grande abraço,
seu irmão em Cristo,
Tom Leão

Eliseu Antonio Gomes disse...

Prezado Pr Geremias

Pesquisei na internet e li sobre Abraham Kuyper, conforme sua sugestão.

Dessa leitura o que posso constatar é que devemos, mesmo, prezar sempre pela moderação. Nenhuma espécie de extremismo é saudável. Não devemos ser radicais em nenhuma área do nosso viver. As Escrituras ensinam isso.

Ao evangélico é regra de fé ter a Palavra de Deus como bússola, e nós como cidadãos deste mundo precisamos interpretá-la e aplicá-la ao cotidiano, em todos os âmbitos sociais.

Olhando o quadro atual, parece que em Brasília o lobby da ala gay está mais ativo do que o nosso, que portamos a Palavra de Deus. Mas ainda é tempo de pôr “pingos nos is”.

E a moderação, recomendada nas Escrituras, nos impele a agir, não é o momento de ficar parado olhando os fatos evoluírem contra o cristianismo em nosso Brasil.

Concluo lembrando que no dicionário Aurélio moderar está definido como “conter nos justos ou devidos limites”.

A paz do Senhor.

Pastor Geremias do Couto disse...

Dear Shady Hernandez:

I praise God for you to share this article with the multicultural leaders that are under umbrella of the Multicultural Ministries of CHurch of God in USA. Their prayers will be very significant in this moment for the churches in our country. Make sure that we are very thankful for your concerns about Brazil.

Pastor Geremias do Couto

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Tom Leão:

Obrigado pela sua manifestação. Estamos lutando pela verdade e suas palavras nos fortalecem ainda mais nesta batalha.

Deus lhe abençoe.

Pastor Geremias do Couto

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Eliseu:

Creio que você pôde perceber em sua leitura a relevância de Abraham Kuyper como modelo de vida no exercício da dupla cidadania que você mencinou, ou, como costumo afirmar, na vivência do evangelho em toda a dimensão humana, que inclui também a nossa voz profética e ativa contra toda a barbárie que queiram perpetrar.

O compromisso de Abraham Kuyper com os princípios do evangelho o levou a ocupar assento no parlamento holandês e a tornar-se também primeiro ministro, contribuindo de maneira significativa, àquela época, para o aprimoramento da justiça naquele país à luz desses princípios.

O Brasil precisa de evangélics assim nas trincheiras da vida pública! Que não titubeiem, que não façam o jogo do politicamente correto, que não fiquem em cima do muro, que não joguem para a platéia, que tenham coragem e que vivam o evangelho integral nas funções que ocupam.

Um abraço.

Anônimo disse...

Pr. Geremias,

Novamente tenho que parabenizá-lo pelo texto.
Poucos são os escritores que têm se empenhado em defender enfaticamente o evangelho de Cristo contraposto ao pensamento pró-homosexual. Graças a Deus ele tem levantado homens como o sr, Júlio Severo e até mesmo Olavo de Carvalho.
Como operador do direito tenho realmente verificado uma tendência doutrinária, social e consequentemente legislativa no sentido de se conceber ao indivíduo cada vez mais um pseudo-direito de liberdade de vivência, sob o argumento de "direito humano", e que, quando confrontado por pensamentos contrários deverão prevalecer. Essa é um idéia completamente abosurda, não somente do ponto de vista bíblico, mas também, jurídico. O direito de liberdade de expressão é algo não pode ser tolhido principalmente em uma sociedade dita democrática. Não se pode conceber que uma minoria da sociedade tenha mais direitos que outros, afinal, é exatamente isso que acontecerá caso a referida lei seja aprovada, de forma que nada poderá ser dito contra os homosexuais.

Aonde chegamos?

Valmir Nascimento Milomem
www.comoviveremos.com

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Valmir:

Muito obrigado pelas suas palavras. Acredito firmemente que precisamos ter posições claras à luz dos princípios da Palavra de Deus, embora saibamos que a vida cristã autêntica, hoje, é uma espécie de "contracultura" nesse mar de relativismo que predomina no mundo.

Procuro evitar ao máximo determinada postura que tem como lema "deixar como está para ver como é que fica" ou, em outros casos, alienar-me das coisas com a justificativa equivocada de que "tudo vai de mal a pior".

É óbvio que o quadro ao nosso redor é fétido, mas as metáforas de "sal" e "luz", usadas pelo Senhor para ilustrar o nosso papel no mundo, só fazem sentido se estivermos engajados em exercer em plenitude as propriedades inerentes a esses símbolos.

Assim, tenho certeza de que, se juntarmos as nossas forças e fizermos valer a influência de nossa presença no país, poderemos evitar que esse famigerado projeto de lei seja aprovado no Senado.

Por último, visito com freqüência o seu site, caro Valmir, o qual recomendo aos que também me dão a honra de sua visita.

Deus lhe abençoe.

AndréC disse...

A paz de Cristo pastor Geremias do Couto.

Vale lembrar que a autora do PL 5003/2001 (que agora está no Senado) é a ex Deputada Federal Iara Bernardi, do PT/SP. Não satisfeita com o seu "prodígio", a Deputada também é a autora do PL 7052/2006, que sugere instituir o Dia Nacional do Combate a Homofobia. Ao que tudo indica este PL está arquivado. UFA!
O PT está aliado à luta do GLBT, e adverte quem se posiciona contra, como foi o caso do Deputado Henrique Afonso do PT/AC. Confira na íntegra esta notícia extraída do site do PT:

http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=67

Um Abraço.

AndréC disse...

A paz de Cristo pastor Geremias do Couto.

Vale lembrar que a autora do PL 5003/2001 (que agora está no Senado) é a ex Deputada Federal Iara Bernardi, do PT/SP. Não satisfeita com o seu "prodígio", a Deputada também é a autora do PL 7052/2006, que sugere instituir o Dia Nacional do Combate a Homofobia. Ao que tudo indica este PL está arquivado. UFA!
O PT está aliado à luta do GLBT, e adverte quem se posiciona contra, como foi o caso do Deputado Henrique Afonso PT/AC. Confira na íntegra esta notícia extraída do site do PT:

http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=67

Um Abraço.

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro André:

Ótima a sua lembrança sobre quem foi a autora do projeto de lei em sua origem, na Câmara dos Deputados, mas destaco sobretudo em seu post a indicaçào do site do Partido dos Trabalhadores, onde aparece a advertência formal do Partido ao deputado citado em virtude de sua divergência da orientação partidária em relação ao referido projeto. Para evitar que nos tentem desmentir com a retirada da página do ar, tomei a precaução de gravá-la em meus arquivos.

Essa informação revela que a aprovação do PLC 122/2006 é uma bandeira cara ao PT, como provam as palavras do seu próprio presidente, Ricardo Berzoini. Ela reforça ainda mais a tese de Olavo de Carvalho (com a qual concordo em gênero, número e grau) de que esse projeto é uma tentativa de se implantar um regime de exceção "disfarçado" no país pela via legislativa até que, mais dia menos dia, acabemos refém do totalitarismo.

Em resumo, lutar para que esse projeto de lei seja rejeitado no Senado é nosso dever, além de nos esforçarmos para que em 2010 haja uma mudança radical de governo, se quisermos evitar que as nossas bocas sejam caladas e os nossos direitos cassados.

Aproveito para transcrever aqui a célebre reflexão de Martin Niemöller para "acordar" aqueles que ainda estão acomodadados e desinteressados em participar dessa luta, como se não tivessem nada com o problema:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Aos que freqüentam o meu blog, sugiro que entrem agora no site do PT no endereço indicado e comprovem a veracidade dos fatos.

Muito obrigado, André, pela sua excelente colaboraçào.

Vera disse...

Pr. Geremias, a paz do Senhor!
Li seu artigo e achei interessante. Creio que a bíblia é uma verdade imutável. Estamos em um mundo onde a Palavra de Deus tem se cumprido, e chamariam o mal de bem e o bem de mal.Tenho a plena convicção de que fomos chamados para sermos diferentes e isto significa, muitas vezes, andar na contramão do que a sociedade pensa , não devemos confundir o amor ao próximo com a aceitação do pecado. Tenho orado por nossas "autoridades" para busquem direção de Deus para governarem. Irmã Vera Lúcia, Lavras M.G

Pastor Geremias do Couto disse...

Irmã Vera:

Suas palavras refletem aquilo qué nós, evangélicos, pensamos. Ao mesmo tempo, mostram que os fiéis, como a irmã, continuam firmes em suas trincheiras sem se curvarem a Baal.

Pastor Geremias

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro pastor Geremias,

Que Deus o abençoe pelos esclarecedores artigos. E sua participação em meu blog quanto ao artigo sobre o homossexualismo muito contribuirá para uma tomada de posição por parte dos servos do Senhor.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Os oradores latinos costumava dizer após a interlocução falaciosa de um político: "In cauda venenum" (o veneno na cauda). À semelhança do escorpião, muitas ideologias que pretendem manifestar a iluminação do espírito humano, são pretensamente revestidas de certa cientificidade e sociabilidade, acham, os incautos, tratar-se de boa vontade e disposição de militar a favor da causa alheia. No entanto, o fim semelha-se ao veneno do escorpião. Nossos políticos sabem apresentar uma falácia revestida de meia verdade, mas o fim é um veneno fortíssimo contra a família, a sociedade e o povo. Não é sem razão que os mesmos aparecem como os menos confiáveis entre os profissionais brasileiros.
Esdras Costa Bentho

Eleita de Deus disse...

Rev. Jeremias do Couto,


É um bálsamo ler um texto assim, saber que há pessoas conscientes do perigo de tudo isso. Mas mais ainda: é gratificante, em tempos de escassez de ministros do Evangelho e de perigo à fé, além de um relativismo geral reinante hj, encontrar ministros como o senhor.

Que não temem pregar a verdade, ainda que impopular. Ainda que falem ser crime, discriminação (o que sabemos que não é).

Deus o abençõe muito. nos comentários do blog do trio Augustus/Solano/Mauro vi a menção ao seu, fui ao google e encontrei um blog muito bem feito. Bem apresentado. E mais: uma fonte a mais onde posso beber coisas edificantes.

Meu blog ñ é tããoooo legal ou profundo como o seu e deles, mas o convido a uma visita lá.

Sua em Cristo,


Juliana