terça-feira, 25 de abril de 2017

CGADB: a falta de transparência


Confesso que discorrer sobre o imbróglio CGADB é desgastante, frustra o coração e machuca a alma por ver a que ponto chegamos em nossa história denominacional. Sofremos incompreensões, desrespeito, ofensas e todo tipo de ataque só por querermos ver o trem nos trilhos da transparência, com toda a lisura que se espera de um processo eleitoral entre cristãos. Gostaria até mesmo de não tocar no assunto, mas não posso, por outro lado, deixar de compartilhar informações pertinentes, ainda que isso me venha custar alguns impropérios.

É sabido de todos que as eleições estão judicializadas. Além das liminares que já estavam em vigor, retirando do Colégio Eleitoral 10.479 inscrições consideradas irregulares, afastando o presidente e o vice-presidente da Comissão Eleitoral e nomeando um interventor para administrar as eleições no dia 9 de abril, duas novas liminares tiveram curso desde então, desacreditando ainda mais o tão já esgarçado processo eleitoral cheio de vícios insanáveis.

Na primeira, deferida no próprio dia da eleição, a juíza plantonista da Comarca de Madureira suspendeu o processo e determinou nova eleição por ter a CGADB descumprido todas as demais liminares, à exceção da que liberou para concorrer a candidatura de José Wellington Junior. Na segunda, proferida dias depois pelo juiz titular da Comarca, manteve-se a decisão cautelar do plantão após ficar claro que até esta foi descumprida "in totum", com o prosseguimento do processo até as 18:00hs, sem a presença do interventor, auditores e candidatos, além do anúncio extraoficial dos supostos resultados, após 22:00hs, acompanhado do respectivo agradecimento do suposto eleito para a presidência. 

O que temos por ora, então, é uma eleição anulada e a expectativa de novas eleições a serem ainda marcadas, conduzidas pelo interventor, sem a presença do presidente e do vice-presidente da Comissão Eleitoral e a retirada das 10.479 inscrições consideradas irregulares, embora saibamos que poderão ser interpostos agravos e, a meu ver, o imbróglio só será definitivamente resolvido quando transitar em julgado no STJ, a não ser que, antes disso, resolva-se pelo caminho da pacificação, o que me parece pouco provável. 

Mas, voltando ao primeiro parágrafo, por que chegamos a este ponto? Não tenho dúvida em resumir num único período para depois explicitar as razões: por culpa exclusiva e unilateral da CGADB, que, de forma arbitrária, ao arrepio da lei, comete uma série de atitudes intempestivas, inapropriadas, irregulares, sem transparência, na obscuridade, que só se explicam pela aparente teimosia da presidência em querer se perpetuar no poder, agora através do próprio filho. Ou por ter trazido a disputa para o campo pessoal contra o candidato da chapa concorrente. Pelo menos é o que se depreende das diferentes falas espalhadas em grupos do WhatZapp.

Mas quais seriam essas razões?

1. Elas já começam antes da AGO de Brasília, em 2013, com processos abertos no Conselho de Ética e Disciplina da CGADB contra os pastores Samuel Câmara, Jônatas Câmara, Ivan Bastos e Sóstenes Apolos (in memoriam), os quais foram conduzidos, desrespeitando-se normas estatutárias e regimentais da CGADB, com o intuito claro de desligá-los do rol de associados da entidade, como ocorreu com os dois primeiros. Convém lembrar que os indícios de vícios insanáveis eram tão explícitos que Samuel Câmara e Ivan Bastos foram reintegrados ao quadro de associados por força de decisão judicial. O processo contra Jônatas Câmara só permaneceu sobre a mesa, sem que ele tenha sido desligado, muito provavelmente pelos efeitos da determinação do Juízo em relação aos dois primeiros. Já no caso do pastor Sóstenes Apolos perdeu-se o objeto por ter sido recolhido antes pelo Senhor.

2. No mesmo período, houve outro embate por ter a CGADB se negado a apresentar a conciliação bancária em relação às inscrições para participar e votar na AGO de Brasília. Havia suspeitas que poderiam muito bem ser esclarecidas, se houvesse tal disposição. Era o famoso jabuti na árvore que lá permanece até hoje ao lado do novo jabuti destas eleições que foi colocado ao lado, isto é, a falta de transparência. Mesmo com decisão judicial e multa que já ultrapassava 10 milhões de reais, ainda assim insistiu a Mesa à época em desobedecer o Juízo e não apresentar de forma alguma a conciliação bancária.

3. Neste ponto entra o acordo celebrado entre as partes, do qual todos se lembram. Mas permitam-me primeiro uma digressão: acordo implica em que não há vencedor nem vencido, mas que ambas as partes fizeram concessões para encontrar um caminho que as satisfaça, ainda que nem todos os pontos sobre a mesa sejam contemplados. Significa também que cumprido o que ficou acertado vira-se a página. Vamos, agora, aos fatos. Os pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos e Jônatas Câmara cumpriram o que ficou acordado e desistiram de todas as ações, inclusive a que multava a CGADB já em mais de 10 milhões por não apresentar a conciliação bancária de 2013. Já a entidade só cumpriu em parte. Ela manteve a reintegração dos dois primeiros pastores, com os direitos inerentes de associados, mas não investiu de pleno direito o pastor Ivan Bastos como 10 Tesoureiro, que sequer passa perto da atual estrutura da tesouraria, deixando também de apresentar de forma transparente a conciliação bancária das inscrições atuais para votar nas eleições, que, repita-se, encontram-se judicialmente canceladas.

4. Enfim, chegamos ao que se encontra descrito no primeiro, segundo e terceiro parágrafos, com os seguintes adendos: antes da judicialização, cerca de 10 representações foram encaminhadas à Comissão Eleitoral, questionando a falta de desincompatibilização do candidato da situação, as 10.479 inscrições irregulares, bem como o não cumprimento do acordo em apresentar a conciliação bancária, com farta documentação robusta acatada pelo juízo provisoriamente prevento determinado pelo STJ como prova das arbitrariedades que se seguiram, inclusive no dia da eleição e que poderão continuar, caso haja a posse dos supostos eleitos em detrimento do que determinou a Justiça. Mas o presidente da Comissão Eleitoral, em decisão monocrática, indeferiu todas elas e alegou que não era da competência do órgão acompanhar o acordo firmado.

O que faltou em tudo isso? Transparência! Digamos, por hipótese, que todos os atos da CGADB tenham sido corretos e pautados na lisura que se espera da entidade. Por que, então, não trazer a público de forma espontânea todos os documentos comprobatórios que acabariam de vez com qualquer dúvida? Ora, não é de bom tom fazer na sombra o que pode ser feito diante da luz! Por outro lado, sem falar nas liminares que pipocaram em diversas comarcas do país, estaria o juízo provisoriamente prevento de Madureira tomando decisões em cima de dados inconsistentes? Não acredito!

Houvesse visão de Reino, o Conselho Consultivo já teria sido convocado há muito tempo para "entrar em campo" e pelas vias internas buscar a saída justa para o imbróglio. Mas até o "timing" para isso parece que já passou. O que parece prevalecer é a opinião de assessores que poderão ter os seus interesses prejudicados, caso o "status quo" não permaneça.

Resta-me então dizer: Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

17 comentários:

Walker Carvalho disse...

Como filiado dessa magna Convenção e ainda tenho um "orgulho" cristão em ser, me sinto profundamente lesado em meus direitos de confiabilidade, credibilidade e transparência, dessa Diretoria, além do pouco caso que fazem dos Pastores a ela filiados, como se fosse de nossa obrigação aceitá-los por décadas ininterruptas sob a sua direção.
A questão é, até quando? aí me pergunto, como ficam diante da Bíblia que utilizam para "pregar" o evangelho? ou o evangelho que pregam somente serve para os que os ouvem...mais não serve para salvar as suas vidas ou, o que desejam esconder de tão grave, tão tenebroso, que se submetem a tanto? É profundamente lamentável.

João Souza disse...

Geremias, que tristeza! É a luta pelo poder a todo custo! Nem o congresso Nacional fez tantas falcatruas como a atual direção da CGADB. Uma lástima!

Robson brito, Pr. Brito disse...

*DECLARAÇÃO DE FÉ DA ASSEMBLEIA DE DEUS BRASILEIRA.* Hoje - terça-feira (26/4/17), ao fazer minha inscrição, para a 43ª AGO DA CGADB, recebi, como os demais inscritos, a versão atualizada da *Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil. *A CGADB deve louvar a Deus pela vida de cada membro da Comissão especialmente formada para tratar do assunto, presidida pelo pastor *Esequias Soares, líder da Comissão de Apologética da CGADB,* que liderou a redação da Declaração, que conta com 156 páginas. Vale lembrar que pastor Ezequias, formado em Licenciatura em Letras/ Português - Hebraico pela USP, é respeitadíssimo naquela instituição, o que muito nos orgulha como pentecostais.
*Na inscrição para a 43ª AGO da CGADB, cada líder presente recebeu em sua pasta, um exemplar do documento, que traz, além de uma exposição detalhada do posicionamento bíblico doutrinário da nossa denominação (ideia excelente) sobre questões fundamentais da fé cristã, os Cinco Credos Ecumênicos da história da Igreja, anexados ao final, uma riqueza teológica.*
*Em síntese bem curta, AS MUDANÇAS FORAM:*
- Uma Cristologia mais estendida: analisando a identidade e as obras de Cristo. Porém, Ainda Ainda perde para a Assembleia de Deus Americana uma maior exposição do nome do "Senhor Jesus" e "Filho de Deus".
- Na Soterologia: a possibilidade de usar tão mal o livre arbítrio a ponto de perder a salvação foi explicitada.
- Maior especifidade na ordenança do Batismo em Águas.
O significado e os elementos da Ceia do Senhor, mas sem refutar a ideia Católica Romana e a Luterana.
- O título "A forma de governo da igreja" deixou a desejar, pois fica apenas os cargos ministeriais, sem falar das formas técnicas de mando na igreja local: congregacional, presbiterial, episcopal e mista (da qual mais nos aproximamos).
- Inovou a declaração de fé inserindo o título "Adoração", todavia perdeu a oportunidade de falar mais do louvor congregacional e do chamado "louvor profético" por outros pentecostais americanos e australianos.
Merece parabéns a coragem de inserir o item "A Igreja e o
Estado", e não barrou a criação de um partido da Assembleia de Deus, o que dá margem para outras ações ligadas à cidadania, no entanto, nos põe em alguns riscos.
- Outro parabéns são para a inserção dos tópicos a "Lei do Senhor" e os "Dez Mandamentos" tão menosprezados pelos evangélicos em suas confissões, mais ainda assim, nada falou da "consciência e liberdade cristãs", nestes temas, temos que continuar nos socorrendo no Catecismo de Wistminster.
- Sobre os "Dons do Espírito Santo na minha opinião ficou muito ortodoxo, preso à interpretação restritiva de nove dons, pois os "outros dons" somente recebeu um item restrito e englobante.
- A "cura divina", doutrina que demorou maior para se ter consenso na Rua Azuza, ficou razoavelmente estendida.
- Nao houve argumentação para as duas fases da Segunda Vinda do Senhor, e não houve nenhuma margem para o miditribulacionismo, que cresce no meio pentecostal, mundo à fora. Por outro lado, o mundo vindouro está bem estendido. Sabia decisão de não ficar demasiadamente no dispensacionalismo.
- Merece aplausos também efusivos a inserção como elemento de confissão de fé o tema "Família", sem fugir da abordagem séria contra as formas heterodoxas de formação de família que destoam da Palavra.
De modo geral este gigante e doutor assembleiano brasileiro Pastor e Reverendo Ezequias Soares, mais uma vez, embora não seja uma obra livre de ressalvas, merece nossos parabéns por apresentar de uma forma mais ampla de ver nossos 16 pontos doutrinários tradionais - o famoso "Cremos", pelo comando deste trabalho que põe nossa denominação acima da média, em termos de dogmática, no movimento pentecostal clássico, em nosso país.
Pr Robson Brito - AD MARINGÁ.

Asnan Oliveira disse...

Pr Geremias , Parabéns pela Lucidez em descreve os Fatos . Porque não se ter Transparência??? Lembro de meu Velho Pai, Uma vez disse a ele "Pai este camarada que esta no conselho fiscal é seu Inimigo" me respondeu de forma simples e clara "deixa ele lá meu filho , pois com certeza não terá um motivo pra falar mal de mim " Lamento Profundamente estes episódios pois NÃO vejo necessidade para isto ocorre....DEUS TENHA GRANDE MISERICÓRDIA....

o menor de todos os menores. disse...

Será o BENEDITO? A sigla CGADB parece estar vinculada a um "mantra" nocivo e propenso aos motivos tragicômicos de uma era apóstata e sem nenhum escrúpulo que prover e mal designa a qualidade já irrelevante para o caráter próprio e desejável aos homens de Deus. Triste! E agora José?

Patrícia Carvalho Barros disse...

Eu queria que me respondessem que contribuição a cgadb traz para milhares de igrejas espalhadas no Brasil na divulgação do evangelho. Pra que serve esta instituição. Estou envergonhada com tantos pastores que dizem ser,mas só querem a lã e a gordura de suas ovelhas,mas cuidados com elas ninguém mais quer. Estou enojada com pastores que querem só o poder. E o ministério que o Senhor confiou à eles, onde fica? Muitos estão sendo reprovados. Hoje só pensam em status e poder. Estou com tanta vergonha aqui mesmo da convenção do meu estado,que já foi uma excelente,mas agora deixa a desejar. Só poder e honrace glória à situação próprio. É uma vergonha para o povo de Deus. Enquanto homens de Deus em lugares carentes,pobres trabalham incansavelmente pela obra e crescimento no senhor,outros trabalham incansavelmente pela fama e poder não se preocupando com o rebanho do senhor. Que eles se lembrem de Jo 10:10.

Mauricio B. de Freitas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mauricio B. de Freitas disse...

Bom, eu não sei que beneficio a CGADB trás para as milhares de igrejas espalhadas pelo Brasil, mas acredito que atualmente,ela vem trazendo vergonha para as igrejas Assembléias de Deus espalhadas pelo Brasil. O que ela fez com as Assembléias de Deus no Amazonas e seu membros que hoje integram a Assembleia de Deus Tradicional do Amazonas no final dos anos 90 e inicio doa anos 2000, por aí se vê. O que ela fez em Belém em 2011 nas comemorações dos 100 anos da AD também é um exemplo. E agora o pior de todos os imbróglios com as eleições vergonhosas que aconteceu este mês. Eu me pergunto, como é que pastores e evangelistas ainda entraram no site da CGADB para votar sabendo que estava irregular?

Pr. João Batista - B. Hte disse...

Lamentavelmente ignoram 1º Corintios Capítulo 6, preferem que os ímpios julguem. Na atual situação, estamos tão despregando o Evangelho, que estou achando difícil, Juízes, Promotores e Internautas se converterem a Cristo diante desa vergonha injustificável. Tudo pelo poder. Vamos para o Céu, deixemos que governem seus egos. O mais grave, são nossos professores.

Edward Moreira disse...

É triste essa situação pastor. Sou do Piauí, e congrego numa Assembleia de Deus daqui. Gostaria de lhe fazer uma pergunta. Tenho me identificado bastante com a teologia reformada,estive em Campina Grande ano passado quando o senhor pregou na Vinacc. Estou sabendo que a Assembleia de Deus está elaborando uma declaração de fé mais detalhada e oficial, tbm que estão se organizando contra a influência reformada na denominação. Será q isso chegará ao ponto de que pessoas como eu terão q sair da Assembleia de Deus? Fico grato se puder responder. Abraço, paz do Senhor Jesus.

Pr. Márcio Nascimento disse...

Povo de Deus! O Senhor é a nossa força!!!

Pr.JOEL DE ALMEIDA disse...

Já esta provado que está existindo na CGADB má administração nao existe no estatuto desta entidade uma artigo que possa afastar o presidente por descumprimento aos estatuto?acho uma vergonha este confusão e desrespeito.

Junior Melo disse...

ENquanto os nepotistas se engalfinham por poder e status, "missionários" muçulmanos veem invandindo o pais na surdina e pregando um falso evangelho, acompanhando a igreja catolico romana .Tantas almas sob forte ataque de seitas, e estes senhores disputando serem os maiores. Lamentável.

MARIO PIMENTA disse...

Sou um jovem pastor
E estou pastor na AD ALTO Tietê Suzano SP
Somos filiados a CEADER e CGADB
Digo aos irmãos, Deus está no controle Sempre!
Não desistirei dá CGADB mais continuarei orando pelos nossos líderes
Se realmente existe alguma falcatrua Deus trará a luz
SRS pastores vamos nos unir
Se Jesus voltar hj quantos ministros irão ficar por causa dessa confusão!
Que Deus tenha misericórdia de nós
Com respeito aos dois lados eu digo... Será que Deus não está nos falando alguma coisa em tudo isso?
Eu sei que está
Deus abençoe aos ministros das Assembleias de Deus do Brasil

PAULO MORORÓ disse...

Triste e lamentável situação. O vento vai soprar.

Auriberto Feitosa disse...

Sou membro da AD há 35 anos, pastor há 25 anos e nunca vi uma situação como essa em nosssa CGADB.
Manter o poder a qualquer custo, sem transparência e longe do modo cristão de se resolver as coisas, é LASTIMÁVEL!
Ouvi um video do nosso atual líder em que ele falava que infelizmente os irmãos haviam esquecido o que Paulo escreveu em 1 Coríntios 6. Não creio que esqueceram, TENTARAM mas não foram ouvidos e a única solução foi buscar a justiça dos homens, embora a justiça de Deus jamais falhe!
No momento em que escrevo este comentário estou assistindo ao culto da 43a AGO (quarta-feira), onde se estão homengeando o atual presidente e falando com todas as letras do novo presidente "eleito" com 14675 votos. Comemoram-se a "vitória"!? Mas que vitória? Como disse um certo pastor: "comemorar uma vitória dessa com guaraná ou com cerveja não faz a menor diferença". Concordo.
Está a CGADB acima da justiça brasileira? Podemos agir como se nada estivesse acontecendo?
Qual o exemplo que está sendo dado para os novos pastores e em que estamos honrando aos antigos, que serviram a CGADB com devoção e amor?
Oremos e prostemo-nos perante Deus e peçamos uma intervenção divina URGENTE!

Manoel Silva e Souza disse...

Eu creio com todas as minhas forças,entendimento e de toda minha alma que JESUS VOLTARÁ. Se Jesus voltasse agora com toda essa discussão todos subiriam nos ares? JESUS A TUA VOLTA É O ESSENCIAL,ORA VEM SENHOR JESUS.