terça-feira, 11 de março de 2014

Nota oficial da CGADB sobre pastor Ivan Bastos nada explica


Lamento que volta e meia temos de tratar do imbróglio CGADB, que, houvesse disposição da Mesa Diretora para cumprir o Estatuto e, acima de tudo, para agir com espírito de conciliação, já teria tomado a iniciativa de promover a paz e a unidade prometida pelo presidente eleito, pastor José Wellington Bezerra da Costa, na AGO de 2013 realizada em Brasília. Mas a nota oficial tentando explicar porque não permitiu que o 1° tesoureiro, pastor Ivan Bastos, assumisse suas funções na sede da entidade prova mais uma vez que o caminho preferido pela Mesa Diretora é simplesmente o do embate. Cabe, inclusive, ressaltar que a nota não foge aos padrões das anteriores, em que fala muito, não explica e nem justifica nada.

A começar pela ladainha da AGE de Maceió, AL, suspensa até hoje por decisão liminar, tentando caracterizar como arruaça os protestos contra a decisão da presidência em aprovar as emendas estatutárias, burlando os dois terços exigidos pelo Estatuto. Isso a nota não esclarece e nem diz que a antecipação do encerramento da AGE se deveu ao fato de verificar-se que não haveria número suficiente para aprovar as outras emendas em pauta, caso a norma estatutária fosse observada. Ainda assim, o que foi aprovado permaneceu aprovado, mesmo sem os dois terços. Só não está em vigor em virtude da suspensão dos efeitos da AGE.

Outra questão a destacar, à qual a nota também não esclarece, é que o processo disciplinar impetrado no Conselho de Ética e Disciplina da CGADB em desfavor do pastor Ivan Bastos foi assinado pelo pastor Sebastião Rodrigues de Souza, de Cuiabá, MT, que sequer estava inscrito para a 5ª AGE em Maceió, AL, não tendo, portanto, participado legalmente dela, e pelo pastor Juvanir de Oliveira, também pertencente à mesma igreja, à qual mantém vínculos fraternos com o Belenzinho. Fora isso, não há qualquer outro processo contra o pastor Ivan Bastos. E se houvesse, o efeito da decisão judicial os anularia, como anulou o apresentado pelo pastor Sebastião Rodrigues de Souza. Em consequência disso, tornou sem efeito todos atos decorrentes do malfadado processo. Aliás, não poderia ser diferente.

É óbvio que a CGADB tem o direito de recorrer da sentença em Segunda Instância. É constitucional. Mas isso não é óbice para que não se cumpra a sentença, sobretudo porque não foi definido em que efeitos será recebido o recurso interposto por ela. Presume-se que será apenas no efeito devolutivo, a julgar pelo que foi decidido no processo do pastor Samuel Câmara. Há que se dizer, inclusive, que a CGADB foi devidamente notificada pela Justiça, ou seja, desde aquela hora era dever da Mesa Diretora convocar o 1° Tesoureiro eleito para assumir as funções, nem que fosse por 15 minutos (ou menos), se logo depois chegasse liminar contrária, o que até hoje não aconteceu. Isso nada mais é do que desobediência à ordem judicial.

E mais: a sentença é bem clara ao estabelecer que, se os pastores Ivan Bastos e Jônatas Câmaras tivessem sido desligados no transcurso do processo, deveriam ser reintegrados imediatamente ao quadros da CGADB e em relação ao primeiro ao cargo de 1º Tesoureiro. Portanto, o pastor Ivan Bastos não precisava de nenhum mandado judicial para exercer as suas funções. Isto foi determinado na sentença. A nota oficial da CGADB utiliza apenas um jogo de palavras para justificar a desobediência e procrastinar o cumprimento da decisão.

Mas se querem algum mandado para o cumprimento provisório da sentença, é certo que a essa altura o pastor Ivan Bastos já deve ter requerido e aí veremos qual será a nova desculpa. Contudo, repita-se: o pastor Ivan Bastos não necessitaria de qualquer mandado judicial para exercer as suas funções. Isto já está no comando da sentença, além de a CGADB já ter sido notificada, como afirmado acima. Ora, se tal falácia fosse verdade, o pastor Ivan Bastos teria de entrar com uma ação para cada ato que quisesse praticar: uma para entrar na tesouraria, outra para ter as senhas da conta, outra para assinar os cheques e ainda outra para que os funcionários o obedeçam. Esse é um argumento bem conhecido dos patronos da CGADB que a todo custo querem que a entidade não cumpra as decisões quem sabe com o propósito de continuar a cobrar elevadas somas para defendê-la. É como diz o adágio: “Fabricam-se as guerras para que se possa ganhar dinheiro, vendendo armas...”

Quanto ao estado emocional do pastor Ivan Bastos, o presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa, não estava presente no momento de sua chegada à entidade para fazer esse tipo de avaliação. Pelo contrário, há testemunhas idôneas que garantem ter o 1° Tesoureiro tratado a todos com fidalguia, sem altercar-se com ninguém, apenas cuidando de amparar-se sob os procedimentos legais para garantir a segurança jurídica de seus passos. Mas esse tipo de argumento é típico de quem quer defender-se a qualquer custo desacreditando quem o acusa.

A nota não diz, por outro lado, que a CGADB descumpre a lei (pagamentos sem nota fiscal, cheques nominais a membros da entidade que não poderiam recebê-los, pagamentos indevidos a quem é membro de comissão que, estatutariamente, não pode ser remunerado), decisões judiciais (apresentação da conciliação bancária referente às inscrições para a AGO em Brasília, eleição arbitrária do Conselho Administrativo da CPAD, reintegração do pastor Ivan Bastos) e tudo o mais que lhe for conveniente para justificar os atos da presidência e seus subordinados. Quando não tem mais saída celebra acordos para que a situação não fique pior. Assim foi com o pastor Antonio Santana, com a CIMADB e mesmo com a CONFRATRERES, no passado.

Diga-se de passagem que, quando se trata de outros pastores "aliados", a presidência da CGADB não contesta os seus supostos direitos de recorrer à Justiça e acata as decisões sem nenhum questionamento. Idaga-se: Por que não contestou a ação do pastor Oscar Moura, quando pleiteou a 1ª Vice-Presidência em substituição ao pastor Silas Malafaia por ocasião de sua renúncia ao cargo? Por que não gastou rios de dinheiro para impedir que o pastor Oséias de Moura (filho do pastor Oscar Moura) concorresse em Brasília ao cargo de 3° Tesoureiro, função inexistente na estrutura da CGADB por força da liminar que suspendeu os efeitos da AGE de Maceió? Por que não contestou a ação judicial do pastor Ronaldo Fonseca para participar da AGO de Serra, Espírito Santo? Para esses, o tom do discurso é outro. Estão defendendo os seus direitos. Aos que lhe são contrários e buscam por justiça, estão descumprindo a Bíblia, trazendo homens iníquos para julgar a causa dos santos. Um peso, duas medidas.

Ademais disso, quando o pastor Josias de Almeida Silva entrou na Justiça para tentar garantir a sua permanência na Primeira Tesouraria, caso a hipótese do desligamento do pastor Ivan Bastos prevalecesse na AGE de São Paulo, ano passado, a CGADB não se furtou em lhe fornecer uma declaração assinada pelo Gerente Financeiro da entidade, Cíntia J. A. dos Santos, e pelo Assessor da Mesa Diretora da CGADB (cargo não previsto no Estatuto), Isaías Coimbra, com o seguinte teor: "Declaramos que o Pr. Josias de Almeida Silva tendo encerrado o seu mandato de 1° Tesoureiro da CGADB em 22/04/2013, exerceu as mesmas atividades até 26/06/2013 (grifo nosso), como Gestor Financeiro, por designação da Mesa Diretora desta Convenção".

Vejam o absurdo! Nesse período quem deveria estar legalmente ocupando o cargo era o pastor Ivan Bastos, eleito para a função na AGO de Brasília, visto que o seu desligamento só ocorreu em setembro e, mesmo assim, os efeitos daquela Assembleia continuam nulos de pleno direito! Mas o documento nos permite descobrir outra ilegalidade praticada pela Mesa Diretora da CGADB: embora o pastor Josias de Almeida Silva tenha encerrado o seu mandato de 1° Tesoureiro da CGADB na data mencionada na declaração, a Mesa Diretora, ao arbítrio do Estatuto e da eleição em Brasília, designou-o para exercer as mesmas atividades até 26/06/2013! Meu Deus, onde estamos?!

Por isso é importante perguntar: Cadê o tom conciliatório do discurso do presidente, após a eleição? É esta a atitude mais correta para quem quer manter a denominação unida? É isto que é ser tradicional e preservar a identidade assembleiana? Será que este é o comportamento que se espera de quem preside pensando na denominação? Será esse o legado que o pastor José Wellington deixará em sua passagem como presidente da CGADB por 29 anos? É esse o exemplo que deixa para os novos ministros, que vale tudo para se manter no poder?

Fica claro o tom revanchista do pastor José Wellington em sua nota oficial ao afirmar que a CGADB rejeita toda e qualquer tentativa daqueles que, vencidos nas urnas, pretendem desestabilizar a Convenção Geral. Talvez ele se tenha esquecido que o pastor Ivan Bastos venceu nas urnas os candidatos que apoiavam o pastor José Wellington por mais de 7.000 votos e luta para exercer legitimamente o cargo para o qual foi eleito e que a todo custo está sendo impedido. Para isso, o pastor José Wellington não está poupando tempo e nem dinheiro.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

13 comentários:

Tadeu de Araújo disse...

Pastor Geremias e demais,
Graça e paz!

A nosso ver, o melhor caminho para tentar trazer a paz aos que fazem a CGADB, mas principalmente, a direção da mesma e aos que almejam dirigi-la, é dissolvê-la para sempre.
Caso isso aconteça, talvez os ilustres "pastores", que estão servindo de maus exemplos para todo o Brasil, retornem ao primeiro amor.
Assim dizemos, por tudo que já lemos sobre a mencionada entidade, que somente tem servido para dividir, ainda mais, as Assembleias de Deus que, há muito tempo, tem se transformado em capitanias hereditárias, tendo os senhores feudais, infelizmente, se esquecido de que irão prestar contas ao Altíssimo.
Como estariam tristes,e muito, se estivessem vivos, tanto Daniel Berg quanto Gunnar Vingen, vendo esse absurdo entre esses cidadãos, que se dizem "homens de Deus", e até concordamos, que são, no entanto, a "Fogueira da Vaidade", não tem deixado os mesmos terem paz, tudo por conta do poder temporal.
Oremos para que o Grande General, em caráter de urgência, acorde esse pessoal do sono da indolência espiritual.

Em Cristo,

Tadeu de Araújo

Unknown disse...

Isso me fez lembrar da revanche de 1999 contra o Pr. Tulio Barros quando este concorreu à presidência da Mesa e que culminou com o desligamento da Assembléia de Deus de São Cristóvão, praticamente a segunda sede da AD brasileira, da Convenção Geral.

Pedro Menezes disse...

QUE POUCA VERGONHA É ESSA. ONDE VAMOS PARAR COM TODA ESSA NOVELA. ONDE ESTÁ A JUSTIÇA QUE NÃO OBRIGA ESTE PASTOR A CUMPRIR OQUE É DE DIREITO DO PASTOR IVAN BASTOS?

Anônimo disse...

Caro Pr. Geremias e triste e lamentável ver esta situação envolvendo esta tao grande virtuosa igreja a AD no Brasil que perneia a mais de 100 anos estes solos com graça e virtude. E triste ver a falta de conciliação, a falta de busca pela paz e tudo que estes lideres fazem para se consolidar no poder, os interesses estão acima de tudo. Seguiremos em oração para que Deus ilumine a mente destes homens e que lutem pelo bem comum de todos e não só de uma áclase privilegiada, uma minoria ou maioria que virou massa de manobra.

Ev. Luis da Luz
Co-Pastor da AD VIDA NOVA EM Jaragua do Sul- sc

JERRI Adriane disse...

Depois vem com aquele discurso mixuruca, falando de cabelo,unhas,maquiagem,barba etc e tal. Sem palavras.

Anônimo disse...

... Geremias do couto! quem te viu e quem te ver! E, sempre, procurando pôr mais lenha no fogo e ficando à distância, como que diz: Quero ver no que vai dar! rsrsrsrsrs - atente para esta frase: "... é certo que a esta altura o pr. Ivan Bastos já deve ter requerido, e, ... "
Frases similares ou da mesma conotação são comuns nos seus artigos de rebates à CGADB.
Quanto à resposta de revanche sobre a nota de esclarecimento do pr. presidente da CGADB, demorou! achei! de formas que, desde a saida da nota, andei acessando o site só prá ver o rebate, e, que por certo seria o primeiro artigo de publicação - não deu outra!

Josué Pereira Rosa disse...

Pr. Porque os pastores, creio eu que em sua maioria,são contra essa situação absurda e que está mais que envergonhando, está denegrindo a imagem de nossa querida denominação, não entram com um pedido de realização de AGE para acabar com esse imbróglio, ou façam ou manifesto de repudio a essa postura e essa atitude simplesmente absurda do José Wellington?

João Pereira disse...

Lamento em ver essa pouca vergonha que não tem uma gota de santidade, uns que querem se perpetua no poder, outros que não tem a capacidade de resolver com outros meios a não ser justiça comum.

Anônimo disse...

Realmente é lamentável,que se ve hoje..que esses Homens tao fazendo com a Nossa Assembleia de Deus,tínhamos tudo para ser referencial..da uma olhada quantos pastores a nossa CGADB ja perdeu,outras Convenções sendo criada,desgarrada da CGADB,,ate quando isso?

Pr. Ronaldo Lucena disse...

Gostei da proposta do Tadeu de Araújo. A CGABD nao tem mais utilidade alguma. Nem social, nem ministerial, nem eclesiástica.

Pr. Paulo Giovane S. Fonseca. disse...

Paz do Senhor, Pastores! É lamentável e deplorável toda essa situação e essa expressão se torna a cada dia mais repetida aqui nos posts. Minha opinião, se cabe, é a seguinte: Acho que Deus está permitindo tudo isso, e estamos vendo todo esse furdunço primeiro: Porque já faz tempo que Deus está fora de toda essa bandalha; desse "empreendimento" chamado Convenção! Segundo: A cada dia se prova que esse "negócio" de Convenção é bom só pra uma Elite e não para o Ministério e, principalmente, para a Igreja! Terceiro: Já faz tempo que todos estamos vendo que o discurso na Convenção é um, mas a prática é outra! Quarto: Já faz muito tempo mesmo que os interesses, os assuntos, as abordagens da Convenção deixaram de ser almas! Quinto... Sexto... Enfim! Diante desses argumentos, fica latente que não há mais necessidade de termos uma Convenção como a CGADB! Nenhuma Igreja Assembleiana precisa e nunca precisou da Convenção, senhores! Mais uma vez afirmo que esta só privilegia uma minoria! Logo, fica a pergunta: Pra que Convenção??? É uma série de gastos, custos, taxas, anuidades, etc... Que só servem à entidade! Vejo tudo isso acontecendo e não posso pensar diferente de que os homens só querem o poder, o comando; e a oportunidade de estar por cima da "carne seca"! Tristeza...

Daladier Lima disse...

Enquanto isso, vamos correndo em círculos. Nenhuma proposta estratégica, nada novo para a denominação. E eu que pensava que não podia piorar.

Anônimo disse...

Pastor Geremias, seu texto é incontestável, esclarecedor. O senhor tinha que ter sido candidato pela Terceira Via. Nunca se desligue da CGADB. A CGADB não tem que acabar; o que tem que acabar é a carnalidade, a corrupção, a hipocrisia, a mentira e coisas do tipo. Por uma CGADB produtiva até Jesus voltar! Aleluia!

Pb Max Perillo
AD Rio de Janeiro/RJ