quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CGADB apela contra reintegração de Samuel Câmara e Ivan Bastos


Como era de se esperar, ao invés de buscar o caminho da conciliação, a Mesa Diretora da CGADB entrou com apelação no Segundo Grau contra a reintegração dos pastores Samuel Câmara e Ivan bastos, determinada no mérito em sentença de Primeiro Grau. Como se não bastasse, a petição requer de imediato os efeitos devolutivo e suspensivo, que significa devolver o processo à Primeira Instância para nova prolação e, enquanto isso, suspender a decisão que reintegrou os requerentes. Caso essas duas premissas não sejam atendidas, pede então que se julgue o mérito, seguindo o rito do duplo grau de jurisdição.

Não discuto, aqui, o direito de as partes recorrerem até as últimas instâncias. Afinal, o arcabouço jurídico brasileiro garante o procedimento até que haja o trânsito em julgado. Mas tanto o pastor Samuel Câmara quanto o pastor Ivan Bastos, os quais vêm sofrendo toda sorte de arbitrariedades, já sinalizaram que não desejam sob nenhuma hipótese promover mais uma cisão nas Assembleias Deus, ao contrário, estão dispostos ao diálogo desde que a justiça retorne ao leito das decisões da Mesa Diretora. 

Por outro lado, é a ela que cabe a iniciativa, pois detém as prerrogativas de tomar ou não tal decisão. Aos requerentes, se não forem chamados à conciliação, só lhes resta continuar lutando para que os seus direitos de continuarem vinculados à CGADB não sejam retirados. Aliás, consta que o presidente da Comissão Jurídica teria prometido marcar desde novembro uma reunião entre o pastor José Wellington Junior e o pastor Samuel Câmara para começarem a conversar, mas até hoje não trouxe nada de concreto.

Mas há muitas perguntas no ar. Que tanto interesse é esse em não aceitar que os pastores Samuel Câmara e Ivan Bastos sejam reintegrados até porque o ultimo foi eleito 1° Tesoureiro? O que haveria por trás? Manter a disciplina na instituição? Ora, se o Conselho Fiscal da CGADB agir com a independência que se espera, há muito o que fazer. Ouve-se que haveria irregularidades, como, por exemplo, pagamentos elevados que teriam sido feitos a membros da Comissão Jurídica, quando, estatutariamente, pastores que servem aos órgãos da CGADB não podem ser remunerados. Haveria até um pagamento no valor de 300 mil reais para o qual não teria qualquer nota fiscal ou recibo. Como se explicaria, do ponto de vista contábil, a saída desses recursos?

Outro detalhe que acende a luz amarela é a petição ter sido assinada por quatro advogados, encabeçada pelo doutor Abiezer Apolinário da Silva, diga-se de passagem, presidente da Comissão Jurídica, ao lado de outro causídico, Ricardo Pereira Góis, que trabalharia no mesmo escritório em Salvador, BA. No mínimo, caracterizaria conflito de interesses. Tem mais. O doutor Jorge Hélio Chaves de Oliveira, que também assina a petição, pertenceu ao Conselho Nacional de Justiça de 21 de julho de 2009 a 20 de julho de 2013 e teria sido peça-chave para a Mesa Diretora conseguir, lá atrás, a liminar que derrubou a tutela antecipada, reintegrando, no primeiro momento, os pastores Samuel Câmara e Ivan Bastos à CGADB. Comenta-se nos bastidores que o seu pagamento teria sido em torno de 350 mil reais. Qual seria, agora, o valor para assinar a apelação? Haveria "algo grave" a esconder que "justificasse" esses gastos? Enquanto isso, os advogados dos requerentes, segundo as informações que disponho, são voluntários que atuam no caso por amor à justiça.

Não tenho como chegar a outra conclusão: parece que estão a faltar, entre os líderes da CGADB, homens sábios que julguem com justiça as nossas causas. É hora de a Mesa Diretora pôr um fim nessa história, mas, pelo visto, teremos de aguardar as cenas dos próximos capítulos.

17 comentários:

Dallas disse...

Isso e uma Vergonha.

IEADEME PALMEIRA SALMÃO disse...

1 Coríntios: 6. 5. Para vos envergonhar o digo. Será que não há entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos? 6. Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos? 7. Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude? - Bíblia JFA Offline.
Lição da EBD - pregam e não vivem, farias hipócrita !!!

GIL WANDRO disse...

José Wellington um dos papas não- católicos.É por isso q eu insisto em dizer: Também "Havemus Papam"
Blog do Gil Wandro

David Estringuette disse...

Vou repedir o que já comentei nas redes sociais, a atual mesa diretora se mostra incapaz de governar com a oposição, oposição esta, que não esta lá para bagunçar e nem denegrir a imagem de alguém, e sim acabar com aquilo que nos deixa duvidas relacionados aos cofres da CGADB. Pr. Samuel Câmara e o Pr. Ivan Bastos e os outros líderes que são praticamente expulsos das reuniões, ambos tem grande interesse em colocar a nossa instituição em ordem e transparente. Esse interesse pela transparência faz com o grupo de lideres que lá esta , que morrem pelo "PODER" fecham todas as portas. Onde usam a CGADB para seus próprios fins, Assim fica difícil ter credibilidade a nossa Amada igreja Assembleia de Deus no Brasil. O que esta faltando? SENSO OU ESPIRITUALIDADE!

Pr. David Estringuette
Vitoria (ES)

Joabe Ferreira disse...

A comissão jurídica tem que ser uma comissão independente.

rinaldo_santana01@hotmail.com disse...

Onde está o exemplo de humildade? será que vai ter um ceu para Samuel e outro para Wellngton?? de quem é a igreja? ou a igreja não tem dono? ou então é uma empresa? ainda teem coragem de falar de rebeldia. há rebeldia maior que essa?

Unknown disse...

Se realmente estas informações procederem, está havendo uma incoerência muito grande entre aquilo que se prega e o que se vive na prática.
Isso é uma vergonha.

Paulo Altemar Melo do Nascimento disse...

Acho que já está na hora de uma ação mais enérgica por parte dos membros da CGADB, não dá mais para ficar como meros espectadores desse caos instalado na instituição maior da AD! Vamos à luta pela CGADB!!!

Moacir1000 disse...

Não queria acreditar, mas a igreja se corrompeu.Nossos "lideres" não estão mais na direção de Deus em busca de almas sedentas a salvação, pelo contrario, hoje a busca é pelo poder,dinheiro, status e ser inquestionáveis em qualquer decisão tomada.Quando leio o livro de Atos dos Apóstolos, fico pensando onde "onde estão os verdadeiros discipulados de Jesus?" que negavan-se a se mesmo a todo momento, perseguições,lutas,traições,necessidades, mas hoje é só ganancia pelo poder.Choro como cristão e assembleiano, mas sei que no final de tudo vem o juízo de Deus.

Anônimo disse...

O último que sair, que apague a luz e feche a porta.

Terra de Gigantes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pastor Geremias Couto disse...

Recebi do pastor Nilson Alves Filho, 1° Secretário da Comissão Jurídica da CGADB, ofício assinado em caráter pessoal, em papel timbrado da igreja à qual pastoreia, onde, pelo fato de eu não citar os nomes dos membros que receberiam valores como remuneração pelos trabalhos prestados, busca esclarecer que ele "jamais recebeu um centavo sequer para prestação de serviços jurídicos", acrescentando ainda que "muitas das vezes tive de mudar minhas escalas de serviços junto à Secretaria de Segurança Pública de meu Estado para atender com amor, carinho e dedicação às convocações em outros Estados, quando nós reuníamos".

Pretendo publicar a carta na íntegra. Não o fiz por estar usando um equipamento com o qual ainda não tenho muita habilidade. Mas tão logo volte ao tradicional lap top, é certo que trarei à luz o teor integral da missiva.

No entanto, na postagem que fiz falei em nomes sem querer referir-me à totalidade dos membros da referida Comissão. O posicionamento do pastor e amigo Nilson Alves Filho, a quem conheço e por quem dou testemunho de sua retidão, não só o isenta, mas contribui para que se chegue, de fato, aos membros que têm sido remunerados, cujos nomes em hora oportuna divulgarei, caso se faça necessário.

Qualquer outro membro que estiver na mesma categoria do pastor Nilson Alves Filho, sinta-se à vontade para manifestar-se. Não me furtarei em publicar os seus esclarecimentos.

Tadeu de Araújo disse...

Pastor Geremias, graça e paz!

É bem verdade que, tanto numa instituição secular quanto religiosa, pensar em unidade é utopia.
Em uniformidade é um suicídio.
No entanto, é salutar a pluralidade.
Acontece, porém, pelo que acompanho, há bastante tempo, na CGADB o regime é ditatorial, melhor dizendo, é a força pela força.
Aliás, estou cansado de ler, no Mensageiro da Paz, jornal da nossa Assembleia de Deus, que na Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária realizada pela mencionada entidade, o clima foi de plena paz.
Ora, se paz for o que se divulga de maneira desonesta, a guerra do Afeganistão é o "paraíso".
Que o Eterno converta aqueles que, infelizmente, estão envergonhando os homens de bem que há em nossa Instituição.

Em Cristo,

Tadeu de Araújo

Terra de Gigantes disse...

Que tristeza!!! Em uma conversa com uma das pessoas próximas a essas questões jurídicas acreditei que buscariam uma conciliação; que haveria uma busca de entendimento... talvez tenha sido só balela... Nesse caso vamos em frente e vejamos quem é quem nessa comissão... quem está sendo hipócrita... talvez seja por causa desse sujeito oculto (ou nem tão oculto assim) nessa comissão que esses processos não se findam, pois, enquanto existirem, o interessado continua mandando e recebendo...

Daladier Lima disse...

Até onde vai essa pantomima!?

Ezequiel disse...

Eu estou mesmo é com muita dó do Jabuti. O coitadinho tenta descer da árvore, mas ninguém ajuda, quando ele está quase no chão o colocam de volta, num galho mais alto ainda...
Lamentável!

Ezequiel

Daniel disse...

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Que tanto interesse é esse em não aceitar a exclusão dos pastores Samuel Câmara e Ivan Bastos? O que haveria por trás?