terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ivan Bastos volta à 1ª Tesouraria da CGADB


Em decisão de mérito tomada ontem, dia 9 de dezembro, pelo juiz José Renier da Silva Guimarães, da 5ª Vara Cível de Manaus, AM, o pastor Ivan Bastos foi reintegrado ao quadro de associados da CGADB e à função de 1° Tesoureiro para a qual foi eleito na AGO realizada no mês de abril em Brasília. A decisão se estende, também, ao pastor Jônatas Câmara. Embora ele não tenha sido julgado pela Mesa Diretora da CGADB à época, em virtude de sua ausência por motivo de tratamento de saúde, o seu nome constava na lide judicial.

Em sua sentença, o juiz declarou a nulidade de todo o processo disciplinar n° 36, todos os seus apensos e todos os atos dele derivados. Entre outras implicações, a AGE realizada em São Paulo para desligar o pastor Ivan Bastos e eleger outro tesoureiro em seu lugar perde todos os efeitos, com a sua imediata reintegração tão logo a Mesa Diretora da CGADB seja notificada. Caberia até perguntar se a CGADB devolverá as inscrições dos participantes, mantida a sentença, após o trânsito em julgado.

Para prolatar a decisão, José Renier alegou que os proponentes da ação, pastores Sebastião Rodrigues de Souza (que, por sinal, não estava inscrito para participar da AGE em Maceió) e Juvanir de Oliveira, deixaram de descrever "em que teria consistido as alegadas ofensas bradadas pelos autores contra o presidente da entidade e tampouco explicitou a forma como eles teriam comandado a alegada desordem".

Quanto ao parecer do Conselho de Ética e Disciplina da CGADB pelo desligamento, baseado em um CD/DVD, entre outras supostas provas, o juiz diz que a afirmativa está "vazada em termos vagos e genéricos", acrescentando: "Seria de rigor que houvesse não somente a descrição do conteúdo do CD/DVD, mas também das condutas individualizadas dos autores, com a menção clara e objetiva dos tipos de ofensas proferidas contra o presidente da CGADB", fatos que os autores negam por alegar que estavam apenas cumprindo o seu direito estatutário de exigir que as emendas ao Estatuto tivessem o voto de 2/3 dos presentes, o que não vinha sendo considerado pela presidência.

José Renier aduziu, ainda que, mesmo se houvesse a quebra de decoro, como reportada na denúncia e contestada pelos autores, "quando muito, poderia ser aplicada a pena de suspensão, na forma do art. 130, II e III, do Regimento Interno, figuras típicas nas quais as condutas dos demandantes, em tese, se enquadrariam, e não nas previsões dos artigos 8º, I, 9º, IX, do Estatuto da CGADB e artigos 127 e 130 e 131, V, do Regimento Interno da mesma entidade".

Como se trata de sentença prolatada em Primeira Instância, não cabe mais nenhum agravo, senão a apelação ao Segundo Grau, após a Mesa Diretora da CGADB ser notificada. Mas como afirmei na matéria sobre a reintegração do pastor Samuel Câmara, "é hora de convocar o Conselho Consultivo e buscar uma solução negociada que pacifique as Assembleias de Deus no Brasil". Por falar nisso, a carta precatória que comunica à Mesa Diretora a decisão judicial de reintegrar o pastor da igreja-mãe aos quadros da CGADB já está em mãos da Justiça do Rio de Janeiro.

13 comentários:

Daladier Lima disse...

Prezado Pr. Geremias, é incrível como ficamos às voltas com tamanhas asneiras. Enquanto isso nossos graves problemas ceifam membros preciosos e distorcem a ação de Deus no mundo. Os pioneiros reviram-se no túmulo. Bem que Gunnar Vingren não queria criar a CGADB...

Abraços!

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Geremias do Couto,

Paz amado!

A prova que algo está mal, ecoa na necessidade deste aval do Excelentíssimo Juíz, na solução desta situação, que deveria ser resolvida pelos líderes conforme explícito no livro de I Corítios 6:3:

"Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?"

A enfermidade espiritual destes líderes causa inconsistência ao corpo que, por ter crescido demais, ou crescido meio desengonçado, exercitou-se apenas em algumas partes do interesse humano, principalmente a causada pela Síndrome do Vitalício, inconformados em serem apenas simples mortais.

O mal é visível e consistente como resultado de um poder humano e interesseiro.

Deus já está longe deste agrupamento social, dirigido pelos interesses financeiros e políticos que podem ser alcançados pela força humana.

Não há no momento qualquer necessidade de Deus, e sim, do interesse humano nesta batalha carnalizada e longe da armadura de Deus, necessária aos crentes.

Esqueceram de algo tão simples para qualquer melhor resultado conforme descrito em Efésios 6:11:

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo."

O Senhor seja contigo, nobre pastor,

O menor.

Anônimo disse...

Saudações em Cristo!, prezado Pr. Geremias do Couto, cada vez surge uma nova liminar, ou seja, literalmente um cassando o outro.
Creio que nossos líderes já rasgaram ICo 6 de suas bíblias a muito tempo.
Não vejo outra saída pra nossa convenção senão a terceira via, será que ninguém tem coragem de encarar esse desafio?.

Abraços no amor de Cristo - Pb. João Eduardo Silva - AD Min. Belém - SP.

MARCOS MARTINS disse...

Caro Pastor e Amigo,

Teresópolis é uma das regiões de Serra mais bonitas do Brasil e a Serra dos Órgãos tem o Dedo de Deus, como diz um velho amigo comum e Pastor (ex-presidente da UMADER): Não só o Dedo de Deus, mais a MÃO DE DEUS, está neste negócio. Creio que agora as coisas vão caminhar, queiram ou não queiram.

Marcos Rodrigues, Pr.

Anônimo disse...

Oxalá que o Pr Ivan assuma a Tesouraria e solicite ao banco a conciliação bancária e prove que houve fraude nas eleições da CGADB em Abril 2013 e anule os efeitos da referida AGO. Muita gente do lado do JWBC entrou sem pagar. Nada tenho de grave contra o "atual" presidente, mas é hora de mudança. Viva a Cristo, Viva aos corajosos pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos e Geremias do Couto, Viva a CGADB!

Terra de Gigantes disse...

Prezado Pr. Jeremias, Seria bom se aceitassem a sugestão de convocarem o conselho Consultivo para buscar uma solução negociada. Contudo, o histórico das ações da atual direção (atual de quase 30 anos) não me dá essa esperança. Lamentável...

Anônimo disse...

Pr. Ivan Bastos a chave da caixa preta da CGADB.

Pb. Luis Cardoso disse...

Paz amado Pr, pergunto eu onde esta Deus em tudo isto? E momento de voltar o controle para o todo Poderoso, o ira a ruína. Deus não da sua Glória a nenhum homem.

Francisco Gondim disse...

Aquele ensino de Paulo de que irmão não deve levar outro irmão à justiça só vale para os membros de igreja? Seria melhor que a palavra JESUS fosse mais usada do que a palavra LIMINAR, quando se fala de CGADB.

Anônimo disse...

Passamos 100 ANOS pregando a PAZ e o PERDÃO mas comemoramos em GUERRA, oxalá, passem mais 100 ANOS e comemorem em PAZ.
Rasgaram a Bíblia e substituíram-na pelos Regimentos. se conformaram com as coisas desse mundo. Oremos.

Anônimo disse...

A paz do Senhor irmão Geremias! Veja só a Palavra:
" Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos?
Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandadas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude?
Mas vós mesmos é que fazeis injustiça e defraudais; e isto a irmãos

1 Coríntios 6:6-8"

Ou seja, realmente está uma vergonha, ainda com o envolvimento da justiça comum, perante incrédulos. Mas duvido, que esta palavra sensibilize a liderança, devem estar cauterizadas as consciências.
Abraço!

MAGALHAES disse...

Recorrer à justiça secular para resolver problemas internos é sintoma da igreja desviada.

Anônimo disse...

Pr. Geremias!


Parabéns pelo Blog e pelos posts. Isso é salutar para o nosso direito a informação.

Gostaria de saber qual a posição da CGADB no momento, se a mesma acatou a decisão judicial ou se recorreu a segunda instância.


Grato,
Tenório dos Santos - Presbítero- Santo André-SP