quinta-feira, 20 de junho de 2013

O que há de novo na CGADB


Como me tornei, por iniciativa própria, uma espécie de porta-voz informal dos assuntos ligados à CGADB, até para dar transparência ao que ali se passa, segue abaixo, em forma de pequenas notas, as últimas notícias.

Notificação extrajudicial

A Mesa Diretora da CGADB, finalmente, recebeu a notificação extrajudicial em que se pede a exibição dos documentos tanto do Conselho de Ética e Disciplina quanto da reunião na qual se decidiu pelo desligamento do pastor Samuel Câmara e a suspensão do 1° tesoureiro, pastor Ivan Bastos. O prazo para cumprir a solicitação pelas vias naturais esgotou-se na última segunda-feira. Parece que não houve resposta. Se nada mudar nas próximas horas, tudo indica que outra vez se terá de recorrer à justiça para que se cumpra um procedimento que deveria ser praxe em todas as decisões de arbítrio da Mesa Diretora. Vale lembrar que o saudoso pastor Sóstenes Apolos e o pastor Jônatas Câmara só não foram desligados por apresentar atestado médico para o não comparecimento.

Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal da CGADB, já com agenda de reuniões previstas até janeiro, a primeira marcada para iniciar-se na próxima segunda-feira, dia 24 de junho, deverá assessorar-se de dois técnicos - um contador e um advogado - para assessorá-lo no trabalho de fiscalização. Espera-se que a CGADB cumpra o seu papel de fornecer a logística necessária tanto para o deslocamento de seus membros quanto para a a tarefa, que deverá ser transparente, com os resultados estampados no portal da entidade. É o mínimo.

Tesoureiro notificado

O pastor Álvaro Allen Sanches já foi notificado para assumir a titularidade da tesouraria, enquanto durar a suspensão do 1° tesoureiro, pastor Ivan Bastos, que terá de ser ratificada ou rejeitada por uma AGE, supostamente marcada para o dia 2 de setembro, no Belenzinho, SP. Restam saber duas coisas: 1) De que forma tem sido feita a movimentação financeira desde a AGO em Brasília, visto que os documentos contábeis precisam ser assinados tanto pelo presidente quanto pelo 1° tesoureiro, e 2) terá o pastor Álvaro liberdade para assumir a tesouraria com autonômia, sem nenhuma interferência externa?

AGE no Belezinho

Não foi publicado até agora nenhum edital de convocação no Mensageiro da Paz para a suposta AGE marcada para o dia 2 de setembro, no Belenzinho, SP. Nem mesmo no portal saiu qualquer coisa. É óbvio que o Estatuto prevê o prazo mínimo de 30 dias para a convocação, que se esgotaria no dia 2 de agosto, mas uma reunião desse porte exige dos associados que se organizem com antecedência para que possam comparecer. De qualquer modo, há mais dúvidas do que certezas: 1) É justo convocar uma AGE da CGADB para o Belenzinho, no mesmo dia em que se realiza a reunião tradicional dos pastores do Ministério? 2) Ou a intenção é essa mesmo em busca de maioria? 3) Não seria justo realizá-la em igreja neutra, haja vista o passivo que ela carrega? 4) Como serão feitas as inscrições, caso a AGE seja convocada no prazo mínimo legal? 5) Haverá tempo para a organização de toda a logística? 6) Os votos serão contados pelo mesmo sistema sob suspeita que foi utilizado na AGO de Brasília? 7) Quem garantirá a lisura da votação? Vale reassaltar que qualquer matéria dependerá de 2/3 dos votos para ser aprovada. A ver.

Resoluções da Mesa

A Mesa Diretora aprovou três resoluções em sua última reunião, já publicadas no portal da CGADB. A primeira dá autonomia à secretaria-geral para receber e cumprir com os procedimentos previstos no Estatuto em casos de pedido de desligamento por iniciativa própria. Em casos de reintegração, a Convenção de origem terá de ser consultada. O documento me pareceu obscuro e conflituoso, mas foi assim que entendi. A segunda resolução reestabelece os efeitos da resolução 01/12, que majora a anuidade para R$ 120,00 e a confecção da credencial para R$ 20,00, além de estabelecer o IGP - M como indexador oficial para as próximas majorações, tendo como data-base o mês de maio. Ou seja, a CGADB quer cobrar cada vez mais, todavia não oferece em troca nenhum tipo de serviço aos seus associados. A terceira recomenda aos pastores que não façam casamentos religiosos com o efeito civil até que o STF delibere sobre o assunto, tendo em vista a última resolução do CNJ que determinou aos cartórios a obrigatoriedade de realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A minha frustração é que não se escreveu uma linha sequer para condenar esse absurdo inconstitucional em que o CNJ assumiu para si o papel de legislar no lugar do Congresso. Continuamos sempre a reboque. Quanto às outras deliberações, silêncio absoluto.

4 comentários:

Pb Marcio Donizetti disse...

Gostaria de fazer uma pergunta aos Nobres PRs da CGADB,para se pregar a Palavra de Deus é necessario estar filiado a cgadb?

Bahia Evangelica disse...

Duas perguntas, temas do meu próximo livro é a seguinte:
1 - Os membros de instituições paraeclesiásticas estão desobrigados de seguir os ditames biblicos?
2 - Por que o mar, que corre abaixo do trono de Deus, é de vidro (transparente, portanto?)

Samuel disse...

Mesa diretora ou Mesa divisora?

Um abraço, Pr.



Samuel
Iúna-ES

MARCOS MARTINS disse...

Será que os protestos que todos nós estamos vendo nas TVs sensibiliza os dirigentes máximos das CGADB ou teremos que mobilizar "protestos evangélicos" expondo as mazelas e podridões dos poderosos que nos representam? Do jeito que está não pode continuar ou eles abrem a caixa preta desta instituição outrora séria ou vamos começar um movimento terrível contra os desmandos e desobediências judiciais que esta diretoria vem acometendo.