sábado, 11 de maio de 2013

O que penso sobre o caso do pastor Marcos Pereira



Não entro no mérito da prisão do pastor Marcos Pereira, enquanto não tiver acesso aos autos. Também não discuto a manipulação da mídia, quando lhe interessa, divulgando supostos crimes de personalidades influentes, com a finalidade de alcançar objetivos inconfessáveis, como já cansamos de ver. Mas, por outro lado, não posso fechar os olhos e achar que tudo quanto se divulga nos meios de comunicação é calúnia. Que o diga o caso do médico Roger Abdelmassih. O que pode acontecer é a mídia manter essas denúncias em estoque para só divulgá-las caso alguns interesses sejam contrariados.

Dito isto, discordo daqueles cristãos que usam as redes sociais para reverberar o episódio já extremamente explorado com as letras mais fortes pela mídia em geral. É como se estivéssemos a futucar fezes para espalhar o seu fedor. Graças a Deus, não tenho esse prazer. Mas parece que alguns se alegram em alardear o fato, quando deveríamos, ao contrário, chorar e lamentar pelo sofrimento que traz ao evangelho.

Também não me alinho ao outro grupo que vê no episódio marcas de perseguição religiosa. Até onde posso ir em minhas lucubrações, há sinais de que pode tratar-se de revide, porque alguém em algum lugar e em algum momento teria dissentido do conjunto da obra, não teria cumprido algum acordo e agora começa a sofrer os efeitos por andar em más companhias. Parece-me que por aí passa a trilha. Mais do que isso, de minha parte, é mera especulação.

O melhor que faríamos, como cristãos, é tirar do episódio a melhor lição que nos cabe nesta hora. Se, de maneira geral, temos o dever de fazer com que a nossa justiça exceda a dos escribas e fariseus, imagine quando Deus nos chama para alguma atividade que ganha dimensão pública! Precisamos mais do que nunca manter bem guarnecida a nossa retaguarda, pois qualquer fragilidade poderá ser usada contra nós. Billy Graham dispunha de uma equipe que antes de sua entrada no quarto de hotel, em suas campanhas evangelísticas, fazia ampla varredura para evitar qualquer tipo de armação para desonrar o nome de Cristo.

Creio que nossas falhas começam aí. Perdemos o contato com a nossa humanidade, passamos a nos considerar acima do bem e do mal e privamo-nos da noção dos limites. Achamos que podemos tudo. Daí para negócios escusos e imorais a linha é tênue. Lá na frente o que tivermos feito de grave poderá ser usado contra nós, se dissentirmos da "máfia". Para bom entendedor, meia palavra basta.

Por fim, fica para todos nós a recomendação do apóstolo Paulo: "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia", 1 Coríntios 10.12.

9 comentários:

Levi Costa disse...

os mensaleiros não vão para cadeia também ?

ALEX's disse...

Glória à Deus por tudo que explanou nesse blog... Do início ao fim estou de acordo!
Aguardemos, pois não há nada que está oculta que não venha ser revelado pelo Senhor.
Que venhamos aprender com esse episódio algo para nossas vidas passageiras nesse mundo de horror... Fica firme no Senhor!!! Abraços!
alexsantos100@ig.com.br

victor disse...

Graça e Paz!!! Sabias palavras pastor. abs,

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Caro amigo e pastor Geremias Couto,


Graça & Paz!

Simplesmente concordo, na íntegra!

Parabéns pelo equilíbrio!

Pr. Carlos Roberto

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Geremias do Couto,

A paz amado!

É incrível o oportunismo diante deste momento especial conhecido como Últimos Dias do Final dos Tempos.

Não é necessário ser clarividente, se o que acontece à nossa volta for questionado com a Palavra de Deus ao lado como uma bússola básica para descobrirmos desmandos e heresias.

Há exatamente a clareza do que é evidente para ser analizado.

Se há evidências, certamente, haverá justiça, e se não, o blá... blá... blá... sobre o caso será transformado em uma poderosa arma política para muitos.

A bem da verdade, eliminando todos sentimentos sobre este episódio, continua o maior de todos os julgamentos:

É normal e bíblico o procedimento deste pastor em suas aberrações e apresentações?

???????????

O Senhor seja contigo, nobre amigo,

O menor dos seus irmãos.

Tadeu de Araújo disse...

Pastor Geremias do Couto e demais irmãos, graça e paz!

Todo e qualquer julgamento feito a um acusado, sem o amplo e irrestrito direito de defesa e o contraditório, amparados pelo Estado Democrático de Direito, sem dúvidas, trata-se de um "Tribunal de Exceção".
E, dessa maneira, infelizmente, parte da mídia brasileira é especialista em proceder.
Prova disso, já tivemos pessoas que foram execradas mesmo antes de serem julgadas pela justiça e, depois de inocentadas, infelizmente, até hoje têm sequelas irreparáveis em suas vidas. É o desastre da acusação irresponsável.
Se bem que, não estamos dizendo que o pastor Marco Pereira é inocente no tocante às acusações que lhe estão sendo atribuídas.
Do nosso ponto de vista, caso fique comprovado que o mesmo é devedor, como qualquer cidadão, que preste contas ao Judiciário.
"O erro não gera direito, o delito não tem méritos".
"Suavizar as penas alheias é esquecer as próprias".
Portanto, independente do resultado das investigações, oremos por todos os líderes evangélicos, pois se não estamos exagerando, quase que tem sido regra a divulgação de nomes envolvidos em ilicitudes.
Não esqueçamos, porém: Marcos 14.38; 1 Tessalonicenses 5.17; 1 Pedro 5.8.
Em Cristo,
Tadeu de Araújo

Joel Alves de Araujo disse...

Pois mais que queiramos ser coerentes e equilibrados na analise de situações polemicas nas questões que dizem respeito a líderes evangelicos e igrejas cristãs ainda somos arrastados por aquilo que achamos ser a nossa verdade. Das nossas diferenças, precisamos transcender ao campo espiritual do discernimento espiritual em atitudes bíblicas inspirada pelo Espírito Santo, senão podemos escorregar pelo caminho do preconceito e não enxergar verdade nos outros.

Flamir ambrósio disse...

Querido pastor Geremias,
Bom dia e paz!

Louvo a Deus por sua vida. Penso que seja por aí mesmo. Como cartunista, acredito que explorei bem esse assunto, afinal, nada como um bom cartum para amenizar a dor. Confesso: pretendo dar uma parada nas críticas. Retomarei, com mais força, a publicação de temas que, de fato, edificam (como sempre procurei fazer). Os cartuns continuarão, não em relação mais ao pasor Marcos Pereira.

Uma mensagem se adequa bem: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.” (Eclesiastes 3.1-8)

Um grande abraço!
nEle
Flamir

Michel Furtado e Rosenês Vilhena disse...

Cada dia o admiro mais, Pr. Geremias! Acho que essa foi a opinião mais lúcida a respeito do assunto!