domingo, 14 de abril de 2013

José Wellington: uma entrevista deprimente

Esperava outra postura do presidente da CGADB, reeleito para mais um termo de quatro anos, em sua entrevista concedida à Folha de São Paulo, publicada neste sábado. A linguagem, a forma de abordar, as alfinetadas, a predominância do discurso político, o emprego de vocábulos vulgares, como goró, troço, doido etc., para quem ocupa o cargo máximo da denominação, tudo isso me revela outro pastor José Wellington, não aquele que conheço há muitos anos e com quem convivi por bastante tempo, enquanto estive ligado à CPAD e ocupei cargos na CGADB. Ou talvez eu me tenha enganado. Peço licença uma vez mais ao jornalista Reinaldo Azevedo para usar o seu formato vermelho e azul na análise que faço a seguir dos tópicos mais polêmicos da entrevista. As respostas do presidente reeleito ao jornal estão em vermelho e estão transcritas da forma como foram publicadas pelo jornalista, inclusive com os erros de concordância. Eu vou de azul.

O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é.

Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.

Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.

Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência... Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].

O Marco Feliciano... Ai, não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou. Como ele antes de ser presidente dessa comissão havia feitos alguns pronunciamentos... Nós não aceitamos o comportamento dessa gente, mas não os perseguimos. Não temos qualquer preconceito com eles. Absolutamente nada. É que o grupo que está apoiando essa gente, balizou, aqui no Congresso, algumas leis que estão dando muito, muita força para essa gente, e dizem que o preconceito é nosso. Pelo contrário, eles é que são os preconceituosos.

O presidente acerta quando diz que Marco Feliciano busca tirar proveito de toda a celeuma criada por causa de sua eleição para a presidência da CDHM. Se ele fosse pagar pelo espaço que vem recebendo na mídia todos os dias, o custo seria elevadíssimo. Com o episódio, sua reeleição está assegurada. Acerta também quando restringe a escolha do deputado para presidir a CDHM aos acordos partidários sem que tenha sido por questões de fé. Sempre defendi esse ponto. Erram os que trazem a discussão para o campo religioso. Mas fica difícil explicar a contradição deste discurso com a resposta dada ao jornal O Globo, na qual afirmou considerar Marco Feliciano inteligente, mas despreparado para o cargo, que, a seu ver, deveria ser ocupado por alguém neutro. É óbvio que na sessão que votou a moção de apoio ao deputado, o presidente reeleito tentou desconversar, afirmando que não era bem aquilo que tinha falado. Mas não houve desmentido formal. Portanto, a emenda não o exime de contradição no tema.

É verdade que os valores morais são temas que interessam tanto à Igreja Católica quanto à Igreja Evangélica. Mas todos sabemos que é cláusula pétrea para o PT mexer nessas áreas, como se encontra descrito no PNDH 3 em plena execução. Juntar as forças com os bispos católicos, como pressupõe o presidente eleito, nesse combate é uma possibilidade que não pode ser descartada, a não ser por um sutil senão um pouco mais abaixo em sua entrevista. Já chego lá, no último parágrafo. O que interessa agora é a repetição da mesma ofensa dirigida aos amazonenses no plenário convencional, quando tratava do mesmo assunto. O que o presidente reeleito disse lá, repetiu aqui. Veja: "
Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse". Precisava disso? Não foi uma alfinetada? Ele não desrespeitou apenas aos membros da Assembleia de Deus no Estado, mas a todos os amazonenses, como se todos fossem de acordo com feito!

Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.

Olha, eu não sou paulista, eu sou cearense. A cor da pele não faz muita diferente não, sem dúvida nenhuma. Eu recebo o irmão pretinho, a velhinha pretinha, para mim eu tenho tanto carinho, amor e respeito quanto por qualquer outro. Acredito que essa é a posição da maioria dos pastores. Agora, ele e alguns outros pregam isso, que os negros, os africanos, são descendentes de Cão.

Aqui o presidente reeleito ficou literalmente em cima do muro, forçando um pouco a barra em favor da hipótese da cor negra ser a "maldição de Noé". Não está explícito, mas a construção da resposta enseja esse viés. Era a hora de aproveitar para dar uma resposta teológica clara, precisa, incisiva, que mostrasse que a maldição de Noé não tem nada a ver com o continente africano, como Marco Feliciano divulgou em seu twitter. Mostraria, inclusive, tratar-se de um homem teológica e intelectualmente preparado para conduzir a maior denominação do país. Mas preferiu sair pela tangente, a porta mais fácil para os que não querem se comprometer. Lamentável! Estranhei também quando ele disse: "
A cor da pele não faz muita diferente não" (sic). Se a cor da pela não "faz muita diferença", pode fazer alguma, é o que se deduz da resposta. E se pode fazer alguma diferença, o preconceito se revela latente. Dizer que recebe o "irmão pretinho, a velhinha pretinha" só complica as coisas, pois dá a essas pessoas uma conotação de inferioridade. Mas se "cada um interpreta como queira", então é isso aí.

Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.

Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.

[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.

Nos três parágrafos acima, o presidente responde às seguintes perguntas do repórter: Qual a sua opinião sobre Dilma? Vocês apoiam ela em 2014? Com o "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy? Todos os que conhecemos o pastor José Wellington sabemos de seu histórico antipetismo, independente da Marta Suplicy em São Paulo. Suas posturas sempre foram conservadoras e só se manifestou em favor de FHC, nas eleições em que se elegeu, porque a outra opção era o Lula. É de estranhar esse açodamento em praticamente sinalizar o apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Que razões o teriam levado a fazer essas declarações? Seria para mostrar a "força política" da Assembleia de Deus? Seria para mostrar aos possíveis candidatos que qualquer decisão nessa área terá de passar por suas mãos, diferente da eleição anterior em que o presidente de Madureira acabou sendo o protagonista? Seria um recado aos amigos do PSDB para que dobrem as suas "apostas"? Por outro lado, se o outro candidato às eleições da CGADB contou com "todo o beneplácito do Planalto", como insinuou em sua resposta, que beneplácito foi esse? Foi alguma coisa ilícita, imprópria, inadequada? Por que não dar nomes aos bois? Isso me permite formular outra pergunta: teria o presidente reeleito recebido beneplácitos de outras fontes?

Finalizo.

A verdade é que a Assembleia de Deus, como instituição, não é mais a mesma. Ela entrou de cabeça no jogo político e parece que o presidente reeleito perdeu qualquer constrangimento em dar esse mergulho. Para quem afirmou que "igreja e política são como água e óleo, não se misturam", em entrevista concedida a mim logo que assumiu a presidência da CGADB em substituição ao pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos, a sua nova roupagem é de quem misturou tudo no mesmo vasilhame. Agora me digam: como apoiar a candidata de um partido que tem como cláusulas pétreas em seu programa a destruição de valores que a igreja defende? Não é contraditório? Ou haveria alguma outra razão mais forte que a própria razão desconhece?


32 comentários:

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Geremias do Couto,

A paz amado!

Onde vamos parar com tamanha carnificina?

Onde vamos parar?

Onde vamos parar com esta maneira... paro por aqui.

Estou um pouco atordoado com esta entrevista.

O Senhor seja contigo, nobre pastor,

O menor. Sem medo dos homens, mas com temor e tremor de Deus.

Creio que estão brincando de serem deusinhos.

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Geremias, a paz!

Achei a entrevista igualmente lamentável e pelos mesmos motivos.

Abraço!

Roberto Soares disse...

Amado Pastor, muito interessante a entrevista concedida a folha,isso leva a entender que as bases da Assembleia de Deus tem escapado dos principes eticos dos estatutos das Assembleia de Deus, pois o papel da denominação Assembleia de Deus sempre foi e será representar como embaixador o Reino de Deus aqui nesta terra,cabe ao sistema politico, judiciario e legislativoconstituido por Deus
dirigir a Nação,é tempo de nossas igrejas parar e refletir sobre os valores e conceitos concernente ao papel que deve representar a igreja de Cristo aqui na terra,"Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus" como também o papel da igreja deve ser aquele contido em Atos 2:42, esta a visão que Deus constituiu para sua igreja aqui na terra, aqueles homens que são chamados por Deus para representar a sua igreja nesta terra deve ser fiel na visão divina e não sair do modelo constituido por Deus ao estabelecer a sua igreja como vermos em Atos dos apostólos,penso que não tardará muito Deus passar em outras mãos aos crentes sofrido e perseguidos do continente africando a tocha de embaixadores do evangelho de Jesus Cristo que tem entregado ao cristianismo evangelico brasileiro...,

Missionário:Roberto Soares

Benner Bezerra disse...

A Instituição Assembléia de Deus, está acima das pessoas individualmente, até mesmo do pastor José Wellington. Não confunda a instituição com a pessoa.

eber disse...

PAZ DO SENHOR PASTOR GEREMIAS!

QUE ANÁLISE MUITO ESCLARECEDOR SOBRE ESTA MATÉRIA DA FOLHA DE SÃO PAULO.

ESTAVA NO PLENÁRIO DA NOSSA CONVENÇÃO, QUANDO DERAM A MOÇÃO DE APOIO A MARCOS FELICIANO. PASTOR JW, ELOGIOU, DEU ATÉ MICROFONE PARA O MESMO. E TUDO QUE FALOU NA CONVENÇÃO GERAL, ELE DESMENTIU NESSA ENTREVISTA CONCEDIDA A FOLHA DE SÃO PAULO. CREIO QUE DEPOIS QUE VIU O QUE FEZ COM MARCOS FELICIANO, ELE HAVIA ESQUECIDO QUE SEU FILHO É DEPUTADO FEDERAL, E DEVE TER DADO UM BARRACO SÓ EM FAMILIA. AI TEVE QUE VOLTAR E FALAR DESSA FORMA, SEM POSTURA, COM PALAVRAS QUE NÃO SÃO DE UM VERDADEIRO LIDER DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DO BRASIL.
ADIANTOU ATÉ MESMO O SEU APOIO A PRESIDENTA DILMA, SEM A MESMA SABER SE VAI SER CANDIDATA, DA PARA ENTENDER ISSO?. MEU DEUS, ESSE NOSSO PRESIDENTE JA NÃO SABE O QUE FALA MAIS, COMO EM NOSSA AGO, NÃO FEZ O PAPEL DE PRESIDENTE, É SIM DE DEFENDER SEUS PRÓPRIOS INTERESES,E ALGUNS PRÓXIMOS DELE. E NÃO SE IMPORTOU DOS PASTORES DA CGADB.
AGUENTAR ISSO MAIS 4 ANOS, NÃO VAI SER FÁCIL. MAS COM 2 TESSOUREIROS QUE NÃO SÃO DA CHAPA DELE, SEM O CONSELHO FISCAL, EU PERGUNTO: COMO VAI FAZER PARA TRABALHAR? PEÇO AOS NOVOS MEMBROS DO CONSELHO FISCAL, CHEGOU A HORA DE MOSTRAR A VERDADE, TEMOS QUE SABER O QUE TEM NAQUELA CAIXA PRETA DA CGADB, CPAD ETC.
ABRAÇOS MEU QUERIDO PASTOR, EU CREIO QUE DIAS MELHORES VIRAM.
PR. EBER ROSA DA SILVA

Eliza disse...

Eu sou assembleiana e fiquei decepcionada com esse monte de pastor que deixou de novo esse. Jose Wellington na presidencia. Vorou mafia? Nao sai nunca? Nao apoio suas palavras acerca do PT, e sobre o q falou do pastor Marco Feliciano foi lamentavel, cade o amor de Cristo em suas palavras, cade o apoio pelo mesmo assunto q defende a familia instituida por Deus?

Eliza disse...

Nestas eleiçoes, Jose Welington nao me representa e se a CGADB apoiar o PT, procurarei outra igreja pra servir a Deus, pq seus valores sao mudados conforme seu interesse.

Márcio Cruz disse...

No muito falar não falta transgressão!

#fatolamentável

Deus abençoe sua vida, família e ministério, Pr. Geremias!!

Pr. Silas Cavalcante disse...

Existe um equivoco grosseiro na piada malfadada que ele faz em analogia sobre o Amazonas, ele falou esta piada também nas plenárias da CGADB em Brasília, eu estava lá, e nosso querido presidente, recebeu uma sonora vaia, e é lamentável que ele repita a mesma mazela agora em uma entrevista para uma revista secular, só para alfinetar o Pastor Samuel Câmara. Nas leis Brasileiras, bigamia é crime, e nunca que um juiz iri cometer uma sandice jurídica desta, sinceramente, eu admiro o nosso presidente Pastor José Wellington que é um homem capacitado intelectualmente, pelo menos eu acredito que seja, falar tamanha bobagem. Este é o verdadeiro fato que aconteceu no Amazonas: O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) reconheceu a união estável paralela de um homem com duas mulheres, o que permite às viúvas receberem os direitos previdenciários e de resolver questões patrimoniais. Iniciado em 2008, dois anos após o marido ter morrido, o processo foi julgado pelo juiz de Direito da 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Manaus, Luís Cláudio Cabral Chaves.
De acordo com o processo, o homem, que já tinha sido casado, teve filhos com a esposa e, após separar-se, teria ido morar com uma das conviventes, com quem teve um casal de filhos. Enquanto estava vivendo com esta última, teve mais dois filhos com a outra mulher. Não foi autorizado casamento bígamo nenhum... e mais uma vez eu reitero que a piadinha e a alfinetada foram totalmente desnecessárias... Um abraço e Parabéns pelas análises... Que Deus tenha misericórdia da nossa Assembléia de Deus.

Daladier Lima disse...

Prezado Pr. Geremias, fiz uma crítica um pouco mais extensa à entrevista em meu blog. Creio que compartilhamos a mesma posição. Foi uma entrevista sem inovações, pouco pulso, diria amadorismo mesmo. Há muito mais nas estrelinhas. Eu gostaria de ter mais tempo, infelizmente estou numa correria muito grande, tanto que só ontem, pude escrever algo.

Se fosse resumir numa frase, diria: lamentável perda de oportunidade! A AD está em indigência programática faz algum tempo. Parece que chamaram aquela médica para cuidar do paciente.

Abraços!

Pr. Ivan Pereira disse...

Um dia desses estava lendo a biográfica do atual presidente da CGADB, e lá dizia que ele é graduado em teologia, direito e sociologia e tem também doutorado em teologia. Se alguém souber o nome das faculdades onde ele se formou por favor mim avise. Porque um linguajar desse, com idéias tão pobres é inadmissível para alguém com tão alta formação.

Esequias Silva disse...

Jeremias e os seus: Seriam, possíveis, Teriam, haveria...


É difícil entender o Presidente da Convenção?

1Co 2:15

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro amigo ev. Daladier:

Não pude ler ainda a sua análise. De fato, havia muito mais o que explorar na entrevista, mas preferi me ater àqueles pontos que considerei sofríveis.
Inclusive sobre o dito casamento com duas mulheres no Amazonas, usado pelo presidente para dar a sua alfinetada, está bem esclarecido por um comentário aí em cima.

Passarei por lá daqui a pouco.

Abraços!

Marcelo Galisteu disse...

Pr. Geremias do Couto, acho que o Sr. Levou para o lado pessoal já que não é neutro, por já ter trabalhado na CGADB.
Creio que o Pastor presidente a se referir a Amazonas, ele se refere aos que aprovam as leis e não os que vivem dela.
Pense nisso: Em vez de criticar, ore!

Abraços;

Marcello Galisteu

Pr. Ezequiel Silva. disse...

Pr. Geremias, como diz o ditado popular politicamente incorreto: "é o samba do crioulo doido" (sem querer ser ofensivo).Mas eu só queria entender, como o Deputado Feliciano recebe uma moção de apoio no plenário convencional da 41a. AGO da CGADB sendo deferido pelo próprio presidente da instituição(estava lá, eu vi)? E agora, nessa lamentável entrevista,o sr.presidente muda o discurso. Será pressão? Será por gesto voluntário?

Agora, sinto dizer que a CGADB e a pessoa do presidente se confundem, sim. Toda instituição é representada ativa e passivamente pelo seu presidente. Não tem para onde correr. Seja, presidente da República, Presidente da Igreja ou da Convenção, o que falar ou fazer recai sobre a instituição, não se consegue separar, infelizmente.

E.T.: INCLUSIVE,O Dep. Fed. Paulo Freire, discursou na manhã da sexta feira, 11, no Pequeno Expediente,reportou ao plenário da Casa sobre essa moção de apoio ao Feliciano. E aí? "É ou não é pau de dá em doido"??? É isso...

MARCOS MARTINS disse...

Meu caro amigo e Pastor Geremias do Couto,

Pelo andar da carruagem não vai faltar assunto para os próximos 1460 dias que restam para o fim do mandato do pastor JWBC, certamente vamos todos nos encontrar por aqui nestes dias sucessivamente até abril de 2017, esperando seu sinal verde para iniciarmos a campanha
"GEREMIAS DO COUTO UM AMIGO PRESIDENTE DA CGADB PARA TODOS"

Erlon Andrade disse...

São 25 anos no poder. Eleições democráticas e há ainda alguns que dizem que esta Entidade não influencia as igrejas locais. Puro engano.
A entrevista do Presidente reflete apenas a essência dos 9.003 votos que o elegeram.
Com certeza a igreja não é mais a mesma e dificilmente voltará a ser o que era, pois, os liderados se tornam como seus líderes. Quem sai desse padrão é rebelde.
Deveríamos nos envergonhar por ter uma liderança tão longa assim, pois nos equiparamos aos sistemas ditatoriais, os quais se perpetuam no poder e ditam regras.

http://www.facebook.com/groups/blogueirosdobrasil5/

Claudio César disse...

Lamentável esta declaração sobre o Amazonas. Está claro quando ele disse: " Negócio de doido, né. Só no Amazonas dá um troço desse". Ele não apenas ofendeu os Assembleianos de, como também todos os Amazonenses. è claro que ele quis dar uma alfinetada nos membros do irmão do Pr. Samuel Câmara que tema maior parte dos membros no Amazonas. Porém era a hora do presidente buscar a unidade com o pessoal do norte. Ele não deve esquecer que a Assembléia de Deus não saiu do Sudeste para o norte, porém do Norte para o Sudeste!

Pr. Ozean Gomes disse...

O que causa desânimo é ver novas gerações de líderes assembleianos subservientes a esse sistema perverso. Tem alguns que se prestam ao papel de tentar defender o indefensável. A sobreposição do presidente reeleito é o poder de capital(sentido bourdieusiano) para conceder títulos, posições de destaque e vantagens diversas. Muitos, pensando apenas em benefícios próprios, chegam a renegar tudo que aprenderam sobre valores, ética...
Falta disposição para se lutar por causas nobres.

Anônimo disse...

Sou recém convertida e pouco posso me atrever a falar sobre tudo que acontece a igreja brasileira. Mas, diante de tudo que acontece, no cenário me recordo, que ainda criança, os evangélicos da Assembléia de Deus era missionários incansáveis. Iam de porta em porta pregar o evangelho. Onde se tem muito pode, os egos se tornam maiores do que o propósito coletivo. Toda essa exposição do Marcos Feliciano, só nos faz pensar que realmente deveriamos estar voltados para a igreja. Já somos milhões nesse país, nossa voz sempre vai ecoar quando preciso for. Política e religião realmente não devem se misturar e não tenho argumentos cientificos para meu pensamento, mas o poder e a política não remetem em nada o amor tão puro do Cristo.E todos esse grupos ativistas, vão acabar cansando a própria sociedade, desgastando seus próprios argumentos. Quem muito ataca um dia perder todo seu armamento. Já está mais do que claro que eles não querer dialogar, mas afrontar, discutir.

George Gonsalves disse...

Pr. Geremias, não sou "assembleiano", mas nutro profundo respeito e admiração por muitos membros que fizeram parte desta denominação. Fico triste em vê-la sendo despedaçada pouco a pouco com politicagens. Seria bom lembrar as palavras proféticas de Emílio Conde, falando sobre a AD: "como qualquer igreja, só continuarão a gozar estes privilégios [manifestações de Deus] enquanto guardarem a são doutrina [...]enquanto o formalismo e o fanatismo estiverem fora de suas portas. Porém, quando perderem isso, Deus se afastará, e o poder desaparecerá" (O testemunho dos séculos, p.177).

Juber Donizete Gonçalves disse...

Caro Pr. Geremias,

Acompanhei seu comentário sobre a entrevista do presidente da Convenção, como também a do irmão Daladier. Concordo com a análise de ambos. Eu no meu blog, só repreduzi a entrevista, nem comentários fiz poi para mim, o entrevistado deixou bem claro seu modo de pensar. Fica também a impressão que estamos longe daquela Assembléia de Deus, onde a liderança buscava o poder do Espírito Santo e não apenas o temporal.

Um abração.

Anônimo disse...

Sou filho de pastor assembleiano. Moro em Natal. Como assembleiano desde nascença posso dizer com propriedade.
"Esse tal José Wellington NÃO ME REPRESENTA".
Foi um verdadeiro anão, oportunista. Perdeu a verdeira essência de um pastor. Vendeu-se miseravelmente às mordomias do Partido da Trevas que governa o Brasil.
Houve um dia que eu admirei esse homem, e cheguei até a dizer que ele era o meu pastor, hoje tenho vergonha dele.
Lamento que a minha Assembléia de Deus, a única igreja do Brasil que poderia fazer a diferença nesse momento, tenha se rendido tão miseravelmente ao marxismo/socialismo/homossexualismo

Marcelo
NATAL-RN

Jorge Santos disse...

Parabéns Marcelo!

Sou seu conterrâneo e concordo plenamente com você. Faço minhas as suas palavras, principalmente o último parágrafo.

Ah! Parabéns ao Pr. Geremias pela edição do blog, sobretudo pela imparcialidade. Sou leitor assíduo.

Que Deus abençoe a todos!

Georges disse...

Gostaria de dizer algumas coisas quanto a política. Votei no PT porque cria que, naquele momento, era o que de menos pior havia, uma vez que voltar ao neoliberalismo da era FHC, representada por Serra, Alckmin e cia., era um retrocesso brutal. Fui crucificado e tachado de comunista e ateu... por muitos que defendiam Marina como "terceira via". E aqui fica o meu alerta. Hoje esperneamos contra casamento gay, aborto e outras coisas. E aproveito para requentar minha catilinária de três anos atrás, como alerta para 2014: o estatuto do PV, partido da "terceira via", já previa legalização das drogas, do aborto e do casamento homossexual (sob o eufemismo de "união civil"). Então, de que adiantaria dar votos a Marina, que defende a mesma agenda que Dilma? Isto só interessava ao PSDB...
Então, que possamos, como cidadãos, dar nas urnas a resposta aos que crucificam hoje o irmão Feliciano, de quem discordo em muitas coisas. Vejamos bem o estatuto dos partidos dos candidatos que certamente aparecerão. Não nos prendamos a acordos "de bloco", em cujos detalhes possamos ser enredados. Que saibamos separar de fato a religião e a política, mas sabendo também que nossas escolhas nas urnas podem determinar o nosso futuro com Igreja neste país
Abraços.

Tadeu de Araújo disse...

Pastor Geremias do Couto e demais irmãos, graça e paz!

Há muito tempo que muitos líderes das Assembleias de Deus copiaram a orientação de Constantino 313 d.C, isto é, permitiram o casamento da Igreja com o Estado.
Sabemos que o objetivo principal da nossa Igreja, pelo menos o que se está escrito nas Escrituras, deve ser com o Evangelho do Reino, e não com as coisas deste mundo.
Acontece, entretanto, é dolorido vermos homens que se "dizem" de Deus, tranformarem os púlpitos de nossas igrejas em palanques eleiçorais.
Não bastassem já terem transformado, muitas delas, em capitanias hereditárias.
E o pior é que, muitos desses, quando interpelados por seus pares, ou por congregados e membros, por suas atitudes reprováveis, eles se tranformam em verdadeiras feras.
Do nosso ponto de vista, todo esse pessoal que entra por esses caminhos, há muito tempo se esqueceu das seguintes passagens:1Coríntios 4.1,2; 2 Coríntios 6.3;2 Timóteo 2.15; Hebreus 13.17; Pedro 5.1-3.
É assim que pensamos, se é que não estamos errado.
Apesar de entendermos que todos somos imperfeitos, no entanto, devem ser reprovados desvios de condutas contumazes, sejam de "chico" ou de "Francisco".
"Não são as intituições que honram os homens, mas são os homens que devem honrar as instituições".
Em Cristo,
Tadeu de Araújo


Eduardo Maximiano Salles disse...

pastor Geremias

Não é de hoje que a coisa está feia, porém isso se restringia a troca de pastores de campos. Sempre uma política mto grande.

Depois que a separação de ministros passou a ser por mérito e não por vocação, chamada, essas atitudes não me assustam. Lamentável é ser representado por ele.

Abraços

O irmão Félix disse...

Pr. Geremias, a paz do Senhor. O conheci pessoalmente por ocasião de Escola Bíblica em Mossoró-RN. Confesso que estou estarrecido com a postura do nosso pastor presidente reeleito outra vez, mormente a entrevista acima. É uma vergonha o que se vê hoje na nossa Igreja. Costumo dizer: qual será a nossa realidade enquanto Igreja local, daqui a alguns anos? LAMENTÁVEL!

Jakson Marques disse...

Prezado Pr. Geremias, a paz do Senhor.
Acompanho seu blog a tempos e também sou assinante da Folha de São Paulo.
Sou membro da Assembléia de Deus em Boa Vista - RR. Devo dizer que após a leitura da entrevista deste Pastor, fui acometido de vários sentimentos entre eles: repulsa, asco e indignação, por tamanha leviandade apresentada em suas palavras. O pastor presidente de uma instituição como a Assembleia de Deus, não pode proceder de forma tão grosseira e arrogante como ele procedeu. O caso do pastor Marcos Feliciano, demonstra um comportamento situacional, em que as identidades são manifestadas sempre em um jogo, em que as relações do momento reelaboram o discurso. E o caso do Amazonas onde ele, para atingir o candidato oposicionista, ressignificou uma informação apenas para usa-la em um jogo de poder rasteiro (informação já explicada pelo Pr. Silas Cavalcante).
Podemos explicar a entrevista do Pastor Jose Wellington utilizando o ferramental metodológico da sociologia, porém não podemos deixar de classificar como degradante a entrevista. E para aqueles que defendem o pastor presidente por ele ter sido eleito de forma "democrática", sugiro a leitura da coluna de Ferreira Gular na Folha de São Paulo desse domingo (12/05/2013) onde ele discute que não necessariamente o pleito significa integralmente democracia (vide casos como o da Venezuela)
Bom, creio que já me estendi consideravelmente, quero parabenizá-lo pelo blog e saudá-lo na Paz de nosso Senhor Jesus Cristo
abraços
Jakson Hansen Marques

Pr Marcos Goveia disse...

A paz de Cristo pastor Geremias!. Grande verdade é que nós assembleianos não precisamos de alguém que entenda de política, mas, alguém que entenda de igreja, servos e principalmente de como ser ovelhas. Lembremos das palavras do Pastor Emílio Conde ao se reportar sobre a maior igreja dos uúltimos tempos AD: "como qualquer igreja, só continuarão a gozar estes privilégios [manifestações de Deus] enquanto guardarem a são doutrinaenquanto guardarem a são doutrina
Um forte abraço em Cristo. Pr. Marcos Goveia.

Robson Batista disse...

Olá pessoal, a paz do Senhor! Muitos vão discordar de mim, mas nem todos. Alguém aqui já ouviu falar da expressão: "- fulando está queimando óleo"? É exatamente o que está acontecendo com o pastor José Wellington, não é culpa dele, nem de quem o reelegeu, trata-se, na verdade, do peso da idade, do cansaço, da fadiga, da fraqueza física que todo ser humano vai enfrentar um dia, quando (e se) chegar aos seus 80 anos de idade. A coisa mais natural do mundo. Então, pessoal, não julguem o pastor com um não ungido ou como um líder despreparado. Não julguem um ungido do Senhor, embora falho seja, ele é um escolhido, tanto que, se não fosse por Deus, com certeza ele não estaria onde está. Abraços, Robson Batista.

ROBSON disse...

TENHO VERGONHA DE VER AS ATITUDES DE NOSSOS LIDERES QUE ANTES ERAM EXEMPLOS PARA NOS E HOJE NOS ENVERGONHAM COM ESSA BRIGA PELO PODER, ANTES BRIGAVAM PELA OBRA DE DEUS E SEU BEM ESTAR, HOJE BRIGAM PELO PODER CUSTE O QUE CUSTAR.E ESSE NEGOCIO DE PODER HEREDITÁRIO DE ONDE TIRARAM ISSO, E O CARGO DE PRESIDENTE QUE PERPETUA NO PODER ENQUANTO A IGREJA GEME E A OBRA DE DEUS PADECE, E COM ESSAS BRIGAS CAUSAM ESCANDALOS.