sexta-feira, 19 de abril de 2013

CGADB Para Todos, tesoureiros e Conselho Fiscal

Nem bem acabaram as eleições na CGADB, já começaram a circular rumores sobre possíveis candidatos para 2017. Já li no twitter quem sugerisse o nome do pastor Paulo Freire, deputado federal e filho do atual presidente, e ouvi de amigo comum que o pastor José Wellington Junior estaria disposto a colocar o pé na estrada nas semanas seguintes após a AGO de Brasília. Das Alagoas vem a notícia que o pastor José Neco não pretende apresentar o seu nome no próximo pleito, o que, em outras circunstâncias, poderia estar querendo dizer exatamente o contrário, mas partindo de quem partiu, acredito na veracidade de sua afirmação pela credibilidade que dispõe. O fato é que nem bem a carroça começou a andar, parece que já começaram as articulações, aqui e ali, para ver quem vai assumir as rédeas daqui a quatro anos, visto que o pastor José Wellington Bezerra da Costa já não pode, estatutariamente, concorrer a um novo termo. Pressinto que essa será a tônica deste mandato. Um filho pode estar a caminho.

Deixando as eleições de lado, há duas coisas que precisam ser tratadas sob a perspectiva correta para que não haja interpretações equivocadas. A primeira tem a ver com os processos movidos pelo pastor Samuel Câmara contra a CGADB. Em sua fala, na qual diz não aceitar candidatar-se, o pastor José Neco alegou que, enquanto isso, a entidade não lhe moveu nenhuma ação, como se a CGADB estivesse em vantagem moral contra o então candidato. Penso diferente. Não era o pastor Samuel Câmara quem detinha  o poder, portanto não havia motivos para questioná-lo na Justiça e nem interessava à entidade essa estratégia, caso houvesse o que discutir. O então candidato era quem estava em desvantagem por não contar com a imparcialidade necessária da Mesa Diretora para conduzir o processo eleitoral. Nessa altura, o recurso foi buscar quem pudesse arbitrar com isenção - a Justiça - já que havia o claro propósito de retirá-lo do processo, caso isso fosse possível.

A liminar que suspendeu a reunião da Mesa Diretora no dia quatro de fevereiro evitou que os pastores Samuel Câmara, Ivan Bastos, Jônatas Câmara e Sóstenes Apolos fossem suspensos e ficassem impedidos de concorrer nas últimas eleições. A sentença que homologou o acordo já celebrado entre a CGADB e a CIMADB permitiu que os membros desta fossem inscritos e votassem na última AGO. A intenção da Mesa Diretora era rompê-lo, como revela a petição atravessada pela CGADB no processo, e evitar a todo custo a participação de seus filiados em Brasília. Por fim, as liminares que pediam a abertura da conciliação bancária tinham como finalidade verificar as razões das discrepâncias no número de inscritos em todas as listas publicadas no portal da CGADB, com possíveis danos maiores para as convenções apoiantes do pastor Samuel Câmara. Essas, a Mesa Diretora preferiu não acatá-las, mantendo o jabuti na árvore até hoje. Com a nova formatação, a conciliação terá de ser aberta. Aqui entro no segundo ponto, que não pode passar desapercebido.

O pastor José Wellington Bezerra da Costa ganhou as eleições e a sua chapa foi vitoriosa até a 4ª secretaria. Até o pastor Samuel Câmara reconheceu o fato e lhe deu os parabéns pela vitória. Da 5ª secretaria em diante os eleitos pertencem à chapa "CGADB Para Todos", incluindo os dois tesoureiros e todos os membros do Conselho Fiscal. Em outras palavras, os associados passaram uma mensagem clara à Mesa Diretora eleita: querem mais transparência não só nas finanças da CGADB, mas também da CPAD. Acredito que os tesoureiros e o Conselho Fiscal foram eleitos com essa responsabilidade até para permitir que os pontos obscuros sejam trazidos à luz do dia e se estabeleça um ponto de equilíbrio na administração de ambas as instituições. Em razão disso, não podem dobrar-se a nenhum tipo de pressão, mas terão de cumprir o seu papel estatutário sem qualquer tipo de amarra. Se não tiverem liberdade, será desagradável daqui a alguns meses ouvir que renunciaram, como aconteceu com o pastor Antonio Santana, 1° Tesoureiro, na última gestão, por lhes faltar respaldo para exercerem com isenção o seu  papel.

Se puderem trabalhar, o jabuti poderá, finalmente, descer da árvore.

7 comentários:

Presbítero Maurício disse...

Caríssimos, saudações fraternas em Cristo!
Que o Senhor Jesus, abençoe a CGADB e a todos os seus membros, com toda a sorte de bênçãos celestiais, hoje e durante toda a administração . Paz!

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Geremias do Couto,

A paz amado!

Repito o meu comentário postado no blog do nobre pastor Carlos Roberto:

Caro pr. Carlos Roberto,

A paz amado!

A bem da verdade, creio que o estatuto, é bem fraco, e não possui nenhum poder ao permitir a reeleição de um presidente por tantos anos, que ao completar 29 anos, ouve-se a "BOA PALAVRA": por "FORÇA" do estatuto, o atual presidente não poderá concorrer a reeleição.

Os que enxergam não querem ver, e os que veem não querem enxergar. Triste afirmação!

Interesses visíveis! Puro interesse!

O Senhor seja contigo,

"Sorry!"

O menor de todos os menores.

Ezequiel Braça disse...

Amados,
Graça e Paz,

Deveria prever no Estatuto da CGADB que a pois um reeleição filhos e descendentes não poderiam concorrer ao corgo, ou seja o Pr. Jose Wellington não pode colocar o filho dele para concorrer, meu Deus chega!

Erlon Andrade disse...

Há um cheiro de maracutaia espalhado pelo ar.

Anônimo disse...

Depois de 29 anos no poder usando manobras e no final somos obrigados a engolir o seu filho guela abaixo?

Depois dizem que somos oponentes!

Shalon!
Nestor Albuquerque.

Pastor Adelino Justo Salvador disse...

Que os eleitos por nós para a área financeira e fiscal, não venham a ter a mesma postura que teve o eleito 5º secretário, quando eleito ao cargo tesoureiro, em outro mandato, deixando de honrar os que lhe elegeram para honrar o poder.
Devem eles sempre lembrar que devem fidelidade à CGADB, e não ao Presidente.
Ao presidente, lealdade e presteza; prevaricar, sob pretexto de fidelidade, jamais!...

MARCOS MARTINS disse...

Caro Pastor Geremias do Couto,

Vejo com profunda necessidade a reativação da TERCEIRA VIA, porque "acho" que o Pr.S.Câmara não vai desistir, logo agora que suas chances são melhores, principalmente se o candidato for um dos filhos do"homem" e precisamos provocar os homens que constroem esta denominação de Deus para o despertamento de suas responsabilidades, inclusive, já conversei com vários pastores que vão se apresentar como candidatos avulsos em 2017. Uma pergunta já se vislumbra alguma AGE ou o estatuto determina um período minimo para a realização de uma assembleia? Esta é uma indagação que muitos pastores fazem.

Marcos Rodrigues,Pr.