terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sobre CPAD, Dake e batismo: uma séria crise institucional


Autorizado ou não pelo seu pastor, não vem ao caso, creio que o Diretor Executivo da CPAD escolheu a pior hora para oficiar o ato de batismo noticiado no blog Fronteira Final. Se já não bastasse o imbróglio da Bíblia Dake, que ainda não teve o seu desfecho, do ponto de vista institucional, com o episódio joga mais lenha na fogueira, pois, segundo a notícia, a cena foi ao ar para todo o Brasil no programa Movimento Pentecostal deste sábado dia 13 de fevereiro. No mínimo, um ato de ingenuidade. No máximo, de arrogância, como se dissesse: estou acima de tudo e de todos.

Não pretendo tecer considerações sobre o batismo no Novo Testamento. Há literatura abundante sobre o assunto. É só pesquisar. No entanto, como princípio basilar para se entender a doutrina, ela foi dada à Igreja, e não a indivíduos em particular, embora o Senhor se dirigisse aos discípulos, quando primeiro tratou do tema. E óbvio que eles formavam a Igreja incipiente e não um bando de indivíduos que depois saíram por aí, a seu bel-prazer, fazendo o que bem entendesse. Se a Bíblia não registra quem batizou quem, em algumas situações, isso não nos autoriza a afirmar que, regra geral, um membro possa batizar outro membro, pois requer-se um mínimo de ordem dentro da Igreja do Senhor. Há muitos outros casos em que a Bíblia não é explícita sobre os procedimentos a adotar, mas pressupõe uma conduta a ser observada.

Portanto, restringir o ato de batismo àqueles que pastoreiam o rebanho é consentâneo com o Novo Testamento e permitir que os membros, sob condições normais, saiam por aí a batizar contradiz o princípio da "decência e ordem" expresso no Novo Testamento sobre a vida diária da Igreja. A Assembléia de Deus do Brasil, com raríssimas exceções, entende ser o oficio batismal um ato privativo da função pastoral, mas em determinadas circunstâncias delega ao "presbítero" (ponho entre aspas, pois, da forma como crê a Assembléia de Deus do Brasil, não vejo essa categoria na Bíblia) a autoridade de exercê-lo.

No entanto, sob condições especiais e debaixo da autoridade pastoral pode haver alguma exceção à regra. Isso aparece no episódio em que Filipe batiza o eunuco no caminho de Gaza. Não havia ali apóstolos e o mordomo tinha de seguir viagem à Etiópia, uma longa distância a ser percorrida. Embora isso não esteja explícito, é de se pressupor que o diácono saíra como evangelista sob a bênção dos apóstolos. Então estava sob autoridade para o ato batismal. Por outro lado, não tenho como concordar que evangelista não seja um ofício. Seria uma grosseira contradição com Efésios 4.11-16, onde aparece na lista dos ofícios ministeriais.

Como se pode observar, tais exceções ocorrem quando não há um ministro para oficiar o ato ou este por algum motivo de força maior esteja impedido de oficiá-lo. Não entra aqui o campo missionário, pois quando o missionário é enviado já está investido das prerrogativas. Mas sempre o será sob a autoridade pastoral. Se não, vira anarquia. É assim que, regra geral, agem as Assembléias de Deus do Brasil. Neste caso, não é preciso pesquisar muito para encontrar irmãos que tenham oficiado o ato batismal nas circunstâncias descritas. Mas não é regra. É exceção.

Quanto a ordenar ao ministério pessoas que não sejam batizadas no Espírito Santo acho uma proposta temerária e de consequências alarmantes. Discordo quando se afirma que ser "cheio do Espírito Santo" não é sinônimo de batismo no Espirito Santo. Uma pesquisa mais aguçada revelará que o consenso pentecostal crê dessa forma, com raras exceções. Não entro no mérito das outras denominações neste caso. Falo apenas daquilo que cremos. Afirmar também que com isso estamos tirando o privilégio de os não batizados servirem na igreja é sofisma. Ao contrário, há na igreja lugar para todos, inclusive para buscar o batismo, algo que tem sido desestimulado ultimamente nos meios pentecostais.

Dizer também que alguns batizados, diferente de outros não batizados, têm vida tortuosa é também outro sofisma. Não tem a igreja e os seus obreiros capacidade e discernimento espiritual para avaliar os candidatos ao ministério? Se não tem, a questão aí não é de o candidato ser ou não batizado, mas de uma igreja em estado de calamidade espiritual! Pois, neste caso, tanto faz um como o outro, a igreja não tem olhos para discernir quem está ordenando para ocupar o altar. Todavia, se querem abrir o precedente de ordenar ao ministério pessoas não batizadas no Espírito Santo, não reclamem depois das consequências.

Nada tenho contra o Diretor Executivo da CPAD. Mas, a meu ver, foi extremamente infeliz, autorizado ou não pelo seu pastor, repito, veicular para todo o Brasil a sua imagem realizando o ato batismal numa hora em que deveria, ele próprio, explicar-se sobre o imbróglio da Bíblia Dake, o que lhe traria muito mais autoridade e credibilidade.

Ou está agindo por sua própria cabeça, que estaria então desligada da realidade, ou os seus assessores o estão guiando por um caminho errado. Era a hora de evitar esta situação controversa e, sobretudo, não mostrá-la ao distinto público assembleiano. Mas juntando este episódio a outros pós-eleição (refiro-me aos dois últimos embates eleitorais) estamos monstrando de forma desnuda a séria crise em que vive a nossa instituição na comemoração do seu centenário.

Que Deus me dê graça para que eu, tendo começado pelo espírito, não acabe agora pela carne, como admoestou o apóstolo Paulo.



44 comentários:

Pr. Levy Conde disse...

Amado Geremias.
Permita-me começar este comentário dando Glórias a Deus por suas palavras abalizadas a respeito do assunto.
Em meu humilde blog, reeditei um artigo de minha autoria quando falo sobre a nessecidade que continua. (agradeceria seu comentário). Continuo como o amado. Comecei no Espírito, mesmo passados cem anos onde muitas coisas, convenhamos, mudaram, mas a força impulsora do Espírito Santo não mudou e não pode ser, jamais, desconsiderada. Nosso amigo Ronaldo da CPAD foi infeliz em veicular para todo Brasil a cena do batismo.
Abraços e continuemos na frente de batalha, combatendo o bem combate, doa a quem doer.
Sucesso nEle.

Levy Conde

HARPAZO disse...

Pr. Geremias, Li seus comentários sobre o ocorrido e fiquei meditando sobre o mesmo. Também li o comentário do Renomado Pr. Altair Germano da Convenção de Pernambuco que aliás, tem um ponto de vista diferente do irmão. Por favor, não me leve a mal pois também não quero "terminar na carne" (como bem disse o irmão) Acredito que precisamos aplicar o que a palavra de Deus diz a esse respeito. Levando em conta que a questão passa pela ordenação ou não de pessoas não batizadas no Espírito Santo ao ministério. Conheço obreiros dedicados de vida exemplar e que são quase discriminados em detrimento de outros que são batizados estão no ministério e cujos frutos falam por si o tipo de obreiros que são. Perdoe-me se entendi errado mas é quase isso que vejo em seu comentário que diz: "Todavia, se querem abrir o precedente de ordenar ao ministério pessoas não batizadas no Espírito Santo, não reclamem depois das consequências" Gostaria que o Sr. explicasse que consequências são essas e o que o irmão pensa dos obreiros não batizados, são eles uma outra estirpe de trabalhadores? como se fôssemos uma ralé? Eles tem ou não o Espírito Santo? São ou não cheios? Por favor, Aguardo sua resposta.
Enomir, Belém-PA

Márcio Cruz disse...

A Paz do Senhor, Ir. Geremias!

Como disse no Blog do Ir. Germano, também o digo aqui.
Faz-se necessário um esclarecimento acerca do ocorrido, pois de outra forma, veremos (como disse Deus a Ezequiel) coisas maiores.

Também o digo que a prática exclusiva ao ministério é para procurar a ordem, organização na Igreja, senão...

O problema é quando a exceção passa (e briga para;) a se tornar regra.

Não sabemos o que daqui para frente acontecerá, mas oremos para que tudo acabe (incluindo a BED) na mais pefeita paza (em todos os sentidos).

Em Cristo,

Ir. Márcio Cruz

*também concordo que veincular o ocorrido na TV, foi falta de sabedoria.

Alex Esteves disse...

Pr. Geremias,

Mais uma vez aprecio uma abordagem do senhor. E, como esse tema me é tão caro, gostaria de tecer algumas considerações, com a sua permissão:
a) antes da questão doutrinária da Assembleia de Deus, que é discutível, penso se isso aconteceria caso o irmão Ronaldo Rodrigues de Souza não fosse o Diretor-Executivo da CPAD - ele batizaria nas águas? Para mim, esse aspecto é preliminar;
b) jamais falei em línguas e, sinceramente, não sei se um dia falarei. Assembleiano desde cedo, de mãe assembleiana, batizado em 1992, já busquei o batismo com fogo, mas nunca cheguei a falar em línguas. Todavia, prego e ensino a Palavra de Deus, e Deus o sabe. Fico, sim, muito triste com o tratamento que "não-batizados" recebem, como se fossem uma subcategoria de crentes. Essa é a realidade, pois, independentemente de qualquer coisa, as ordenações na Assembleia de Deus consideram muito mais o falar em línguas do que outros elementos. De fato, pessoas despreparadas são consagradas a ofícios eclesiásticos porque falaram em línguas, sendo este um atributo que prepondera sobre conhecimento bíblico, integridade, vocação. Invertemos as coisas. Temos parecido com a Igreja de Corinto - as línguas, para nós, são, sim, mais importantes que a profecia, que a palavra de sabedoria, que a palavra da ciência. Os avivamentos da história da Igreja não se resumem ao Movimento Pentecostal. Houve outros, e com manifestações que não se limitavam às línguas desconhecidas. O movimento que se iniciou na Rua Azusa teve na glossolalia uma característica marcante, especial, mas os teólogos pentecostais operaram uma redução artificial, que não se coaduna com o Novo Testamento. Sou de igreja pentecostal, mas faço críticas à ideia de que a plenitude do Espírito tenha que ser caracterizada necessariamente por línguas. O que há é uma construção teológica muito bem engendrada, até sincera, mas artificual e fraca em muitos aspectos. O fato de eu nunca ter falado em línguas, longe de me colocar em atitude parcial, faz com que eu reflita muito sobre esse problema, que não é só meu. Enquanto a Assembleia de Deus padece pela precariedade de sua liderança (salvo honrosas e numerosas exceções), fechamos os olhos ao erro de nossa doutrina nesse aspecto e à mulditão de "não-batizados" e de cérebros que vão para outras igrejas, cumprir seu chamado. Eu, até hoje, estou aqui, não sem grande luta e sofrimento.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro amigo e pastor Geremias Couto,

A Paz do Senhor!

Meu Deus, o que está acontecendo?

"Estaria o carro descendo ladeira a baixo, sem freio e ainda na banguela?" GC - Teria sido isso uma profecia?

Bem amado irmão, sôbro episódio vai aqui minhas singelas considerações:

1- Quanto a responsabilidade do ato, entendo ser de caráter pessoal do pastor presidente que diriga o culto de batismo e permitiu ao referido irmão essa oportunidade, no meu entender infeliz por não haver tal necessidade.

2- Do ponto de vista bíblico, não vejo qualquer incoveniente que invalide o ato, mas entendo ser uma atitude perigosa do ponto de vista denominacional, uma vez que esse não é nosso costume, nem mesmo das igrejas reformadas ou pentecostais históricas, portanto um paradgma quebrado fora de hora e lugar.

3 - Suponhamos que o Pastor responsável pelo ato, tivesse tido essa atitude, no afã de honrar nosso Diretor da CPAD, ou a quem ele talvez representasse (não sei, apenas suponho), o fato é que a atitude se tornou muito perigosa, quando divulgada em rede nacional, em programa oficial de TV, dirigido pelo órgão maior da denominação, a CGADB, e patrocinado pela CPAD, a nossa editora, o que sugestiona uma mudança de hábito e gera uma espécie de jurisprudencia sem qualquer contrôle ou ordem.

Quanto ao demais, continuo concordando plenamente com o amado irmão.

Não pretendia me manifestar a respeito do fato, mas fui questionado em meu blog e precisei emitir minha opinião.

Muito embora "alhos nada tenham a ver com bugalhos", esse episódio só coloca lenha na questão Dake, ainda não resolvida!
Infelizmente mesmo!

Um grande abraço!

Seu conservo,
Pr. Carlos Roberto

Joabe disse...

Pastor Geremias,

A paz do SENHOR.

Eu vi o programa em que Ronaldo Rodrigues de Sousa batizou um irmão e a principio achei normal porque pensava que ele era Evangelista. Pelo visto estava equivocado. Entretanto, permita mais uma vez ter uma opinião destoante com a do senhor.
No programa do ultimo sábado do Movimento Pentecostal, deu a entender que o irmão Ronaldo ficou um tanto quanto surpreso com o “convite” do pastor para batizar, pelo menos foi o que percebi. Li no blog do Pastor Altair Germano e assim como ele indago o porquê da participação do pastor está sendo ignorada nas criticas. Compreendo que o Irmão Ronaldo, como Diretor Executivo da CPAD, é mais conhecido que o pastor, entretanto quem deveria receber as criticas maiores (se realmente forem procedentes) deveria ser o pastor, tendo em vista ser ele mestre e ministro da Palavra. Ou seja, quanto maior a “patente”, maior a responsabilidade.
Não entro no mérito de se é permitido ou não um membro batizar outro, mas vejo dissonâncias de interpretações entre pastores que fazem parte da mesma Convenção Geral e isso me preocupa. Para nós, crentes leigos e “meros mortais”, fica a dúvida de quem está com a razão. Alguém pode responder: a Bíblia tem a razão. Eu digo ok, mas qual interpretação está certa? A do Pastor A ou a do B? Ambos usam argumentos bíblicos para expressar opiniões divergentes. E o que será o aferidor para esse impasse? Responder a Bíblia mais uma vez, seria um argumento circulatório.
A Igreja Presbiteriana do Brasil obriga que os seus aspirantes a ministros façam votos de ordenação, quais sejam: aceitar a Confissão de Fé de Westminster como fiel exposição da Palavra de Deus, aceitar o governo da IPB, sua constituição e Princípios de Liturgia. O ministro presbiteriano que assim não proceder estará em contradição com o que jurou professar e em vias legais de ser destituído. Por que não copiar esse exemplo? Sei que toda organização humana não é perfeita, porem creio que a padronização doutrinaria e litúrgica é uma boa solução para inúmeros problemas, entre eles o caso Dake.
Sei que o senhor pode não concordar com o comentário que escrevi, mas como um democrata e acima de tudo um homem de Deus, irá respeitar mais uma opinião divergente.

Em Cristo,


Joabe Ferreira

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Levy Conde:

Visitarei o seu blog o mais breve possível para ler o seu artigo. Espero que esses acalorados embates nos ajudem a ser mais transparentes e contribuam para que a nossa liderança encontre um caminho para este impasse que represente a perfeita e soberana vontade de Deus.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Enomir:

Que prazer encontrá-lo por aqui.

Começo dizendo que não creio na existência de cristãos de primeira ou segunda classe. Os que cremos, estamos no mesmo nível diante diante de Deus. Como dizia Lutero, somos apenas mendigos indicando a outros mendigos onde encontrar pão.

Mas vamos a algumas considerações bíblicas:

1. Quando Pedro descreve as qualificações (entre elas o ser cheio do Espírito Santo) para o diaconato (At 6.3), isso pressupõe que havia cristãos os quais não preenchiam esses requisitos. Seriam eles cristãos de segunda classe? Absolutamente.

2. Quando Paulo escreve: "Porventura são todos apóstolos, Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos?" (1 Co 11.29-30), isso pressupõe que nem todos os cristãos possuem tais dons. Seriam eles cristãos de segunda classe? Absolutamente.

3. Quando o mesmo apóstolo trata da diversidade dos membros do corpo humano, para ilustrar o Corpo de Cristo, e fala de órgãos aos quais damos menor honra (1 Co 12.22,23)para, ao fim, mostrar que todos são necessários, isso pressupõe que nem todos cumprem a mesma função. Seriam estes, simbolicamente, cristãos de segunda classe? Absolutamente.

Caro Enomir, Claro está que somos todos iguais diante de Cristo. Portanto, se algum cristão possuidor de algum, talento ou ofício olha os que não possuem por cima dos ombros e com empáfia já perdeu todo o mérito da dádiva divina, pois a virtude que precisa sobrepujar em todos nós é a humildade. Somos meras ferramentas, Deus é o instrumentista.

Assim, se hoje, com todos os cuidados, adentram à liderança lobos vestidos de ovelhas, imaginem se os critérios previstos na Palavra de Deus (At 6.1-3; 1 Tm 3.1-13) forem abandonados?

Por outro lado, banidos os critérios (biblicos, não do homem), quem se esforçará para ser um melhor servo na obra de Deus?

Creio, por fim, que, quanto mais afrouxamos os princípios, mais veremos aumentarem as já graves consequências dos nossos erros no meio da igreja.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Marcio Cruz:

Creio que estamos no mesmo tom. Se perdemos os critérios, aonde chegaremos?

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Alex:

Creio que parte do seu comentário foi respondida por mim na interlocução com o Enomir.

Todavia, o irmão vai mais além quando traz à tona uma "clásula pétrea" do movimento pentecostal clássico: as linguas estranhas como evidência inicial do batismo no Espírito Santo.

Sei que outros movimentos ligados ao pentecostalismo creem que há outras evidências do batismo no Espírito Santo, mas não escrevi sob essa perspectiva, senão sob a perspectiva assembleiana, à qual esposo, sem, no entanto, por nas línguas peso maior do que a Bíblia lhes dá.

Agora, tratar os "não-batizados" como cidadãos de segunda classe, como já me expressei acima, é falta de amor cristão, orgulho, presunção e vaidade. A Bíblia diz que aqueles já mais adiantados na estrada da fé façam veredas direitas para evitar que caiam os que vêm atrás.

Nem por isso os da frente são melhores do que os de trás. Deus nos olha como pessoas alcançadas pela mesma graça e com direito ao mesmo céu!

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Carlos Roberto:

Pois é. Espero que o carro tenha freio e sua rota seja corrigida antes de chegar ao precipício!

Creio que, em linhas gerais, os nossos comentários se complementam, pois se houve a autorização pastoral o ato não pode ser invalidado.

No entanto, o ponto da questão, como o irmão mesmo disse, é o precedente que isso cria e a imagem que passa para todo o país num momento em que deveria haver gestos para agregar e não para desagegrar.

Todavia, vejo predominar, para minha tristeza, os gestos de desagregação!

Abraços!

Alex Esteves disse...

Pr. Geremias,

Obrigado pela resposta. Mas, desculpando-me pela réplica, insisto na ideia de que os que não falaram em línguas não são necessariamente menos maduros que os que falaram. Trata-se de dom, presente de Deus, e o menor dos dons. E, não raro, os que nunca falaram noutras línguas muitas vezes são muito mais equilibrados e maduros que os que falaram. Essa é a realidade. Pergunto também quanto aos pastores de denominações históricas: não têm ele a vocação para o santo ministério? Seriam ministros incompletos? Se for assim, conheço homens que, sem o poder de Deus, devem ter feito todo o seu trabalho sozinhos, sem a ajuda exponencial do Espírito Santo - e que grandes homens são esses, já que fizeram, sem o poder de Deus, o que só o poder de Deus é capaz de fazer! Não se trata de retirar os limites antigos, pois, quando de cuida de doutrina bíblica, é melhor ficar com ela em detrimento de apologias denominacionais. Sei que a Assembleia de Deus tem sua história irmanada com essa defesa das línguas como sinal inicial do batismo com o Espírito Santo. Mas, como assembleiano que não tem para onde ir, continuo entendendo que algo pode ser feito para que continue sendo pentecostal sem ter que defender esse pentecostalismo tal como a Assembleia de Deus o faz. Seria rebeldia? Creio que não, pois não o faço na classe em que dou aula, não o faço do púlpito, senão em espaços como este, para um público específico. Entendo que as línguas como sinal "sine qua non" não resistem a uma exegese imparcial.

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Joabe:

Não precisa justificar-se. Você sempre será bem recebido aqui, mesmo que os seus comentários sejam divergentes.

Esclarecendo o seu questionamento, não nos dirigimos ao pastor por uma simples razão: se este autorizou, está autorizado. O nosso enfoque é outro no sentido de mostrar o precedente perigoso que se abre quando essa imagem é mostrada para todo o Brasil sobretudo num momento em que a CPAD passa por enorme desgaste.

Por outro lado, deixo no ar uma pergunta, porque sinceramente não sei: o Diretor da Casa foi autorizado pelo seu pastor ou esteve em visita a uma igreja e recebeu do pastor desta o convite para oficiar o batismo? Que souber, sinta-se em casa para responder.

Concordo com as suas últimas ponderações. Admito que os votos de ordenação deveriam ser os mesmos para todo o país. Afinal, somos ou não apenas uma Assembléia de Deus?

Pr. Mesquita disse...

Nobre colega, pastor Geremias, seus comentários são de extrema lucidez e lança luz a questão discutida. Chamo a atenção para a sua independência que, neste caso, é a evidência da autoridade literária e teológica que o fato exige.
Realmente não existe a questão de ser ou não contra pessoas, em especial o diretor da Casa, mas sim contra ideias, posturas, formas e fórmulas, que agridem a doutrina da Palavra.
Estamos tratando de uma denominação de 100 anos, de questões que envolvem a Igreja do Senhor, de zelo, de apologia da fé cristã...

Queira o Senhor permanecer a guiá-lo,

Pr. Mesquita

Pastor Geremias Couto disse...

Prezado Alex:

Em que pese a sua boa argumentação (não descreio sob nenhuma hipótese na chamada dos obreiros pertencentes à outras denominações), prefiro deixar essa questão no âmbito da economia divina, pois só o Senhor para lidar com toda essa diversidade no campo da fé cristã.

Mudar essa "cláusula pétrea" seria negar 100 anos de pentecostalismo e uma interpretação consensual que encontra de forma lógica (embora nem todos a aceitem) apoio no livro de Atos dos Apóstolos.

Creio que, neste ponto, não chegaremos a um denominador comum. Ou o amado fica na Assembléia de Deus, crendo na promessa e buscando-a, sem complexo de culpa, ou pecabilidade ou qualquer tipo de remorso, o procure outra igreja onde possa livremente viver a sua vocação sem carregar este peso em seu coração.

Digo-o com sinceridade e jamais com a ideia de dizer que aqui não é o seu lugar. Deus me guarde disso! Ao contrário, pela sua maneira de escrever, posso afirmar que o irmão pode muito contribuir no âmbito da AD.

Com isto em mente, estarei orando em seu favor.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Mesquita:

Obrigado pela visita ao blog e pela manifestação de solidariedade. Já quis postar comentário em seu blog, mas não consegui. O que faço?

Como foi o irmão quem primeiro deu a notícia em seu blog, peço-lhe se possível esclarecer a pergunta que fiz em anterior e que repito aqui:

"O Diretor da Casa foi autorizado pelo seu pastor ou esteve em visita a uma igreja e recebeu do pastor desta o convite para oficiar o batismo?"

Isso ajudaria no esclarecimento do assunto.

Abraços!

rangel foto&video disse...

Pr. Geremias infelismente a AD está com sérios problemas, inclusive mandei material para CGADEB informando de um pastor Bahiano praticando feitiçarinha dentro da igreja e eles não fizeram nada.

Ev. Nilson Queirós disse...

A paz do Senhor Pr Geremias!
Somente algumas Perguntas Pr:
Paulo foi Batizado em aguas? e foi foi por Ananias? Ananias era Apóstolo ou um "simples crente"?
Desde quando a Bíblia Proibe que um crente batize em águas outro crente?
Quanto a ordenação ao ministério dos nao batizados com Espirito Santo, de fato é sem nexo.
Estou com isto apenas querido Pr trazer a nossa lembrança que o que a Bíblia nos diz é maior que as decisões humanas.
Em Cristo.

Pr. Mesquita disse...

Olá meu caro,
Pastor Geremias.

Para postar comentário no blog fronteirafinal é necessário criar uma conta no wordpress.com
Caso o irmão prefira, envie-me por meio de email: (mesquita.jornalismo@gmail.com).

Quanto ao diretor da Casa, não procurei inserir o nome de pastor por vários motivos:

1) Não tenho acompanhado o programa, e notei somente o momento em que o Ronaldo estava batizando, quando fui chamado para ver e depois não mais acompanhei;

2) No meu ponto de vista a questão não é relevante, uma vez que Ronaldo é tido como ministro entre a maioria, tanto que os chama de pastor. Note que o Joabe diz:
- Pensei que ele fosse evangelista;

3) O Ronaldo cursou Teologia, faculdade, conhece bem a Assembleia de Deus e, com certeza, sabia o que estava fazendo;

4) Ele poderia simplesmente se esquivar mesmo que o pastor insistisse;

5) A relevância está em sua decisão, porque é de seu conhecimento que a a maioria desconhece que ele não é obreiro consagrado.

6) Caso tenha ocorrido a iniciativa de atropelar a postura da AD, ele permitiu, facilitou, aceitou e levou a efeito o fato que, certamente, não fora obrigado, imposto.

7) A indicação do pastor certamente será uma das saídas para que os seus "arqueiros" desviem a atenção do fato.

Forte abraço,

Pr. Mesquita

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre companheiro e amigo Geremias do Couto,

apesar de algumas posições discordantes, continuo respeitando e considerando a vossa opinião, assim como a do pastor Antônio Mesquita.

Penso que mesmo na intenção de procurarmos viver uma práxis cristã genuinamente bíblica, sempre esbarraremos em nossas diversas limitações humanas, limitações estas que geram percepções e interpretações divergentes.

Abraços.

Irmão Jacó Santiago disse...

Prezado Pr. Geremias, permita-me um pequeno comentário. Assim como eu, acredito que milhares de assembleianos ficaram surpresos ao ver irmão Ronaldo efetuando o batismo em águas. Nada contra o amado Diretor da CPAD, mas este ato levado ao ar para todo o Brasil, mostra o momento dificil, pelo qual passa nossa denominação. Acredito que o pastor que o convidou para oficiar o batismo, talvez ignorasse que irmão Ronaldo não era ministro ordenado. Neste caso, irmão Ronaldo errou em aceitar o convite e errou mais ainda em autorizar o programa televisivo mostrar isso ao Brasil, sabendo que as Assemléias de Deus e mesmo outras denominações, não têm este costume de membro batizar membro.

Joabe disse...

Pastor Geremias,

A paz do SENHOR.

Quando falei sobre os votos de ordenação para os aspirantes ao ministério, falei num sentido geral e abrangendo todas as doutrinas que devem ser professas por todos os assembleianos. Eu nem sei se tem algo parecido com isso em nossa denominação. Mas creio que daria base para menos embates e confusões.

Como exemplo disto, surge mais interregações para nós, os leigos (não incluo o senhor nesta categoria, pois é ministro da Palavra). Os Pastores Altair Germano e Ciro Sanchez têm uma opinião que divergem com as do senhor e a do Pastor Antonio Mesquita, e os quatro são membros da mesma Convenção Geral. Não digo com isso que a divergência em si seja má, porem quem está certo? Quem de fato está interpretando de forma fidedigna as Escrituras e a tradição de nossa igreja?

Para reforçar seu argumento o Pr. Antonio Mesquita cita a citação de um Pastor que escreveu um artigo no Mensageiro da Paz. Em contrapartida o Pr. Ciro cita o Missionário Lawrence Olson, de uma obra também da CPAD, para reforçar seu argumento. Ou seja, ambos têm argumentos e fontes da própria Casa para defender suas teses antagônicas. A meu ver, ai que entraria uma confissão de Fé como base para aferir a interpretação correta. Seria mais ou menos assim: fulano tem uma opinião, beltrano outra, porém com base na Confissão de Fé “tal”, que ambos juraram professar o correto é... E fim de altercações.

Acredito que o irmão deva lembrar do episodio de quando o Pr. Silas Malafaia começou a publicar sua própria revista de EBD. A CPAD defendia que as Assembléias de Deus deveriam adotar somente as revistas da “Casa” e para isso utilizou vários argumentos. Não estou aqui para defender o Pr. Silas, até porque entendo que as Revistas da EBD da CPAD junto com a Harpa Cristã são os meios mais eficazes de harmonização das Assembléias de Deus em todo território nacional. Entretanto, não havia nada que lhe impedisse de publicar sua revista. E pensando um pouco mais, não sei se há algum impeditivo para que outro líder decida adotar e/ou publicar outra revista.

Em Cristo,

Joabe

Anônimo disse...

Reuel Pires, diz:

Primeiramente quero deixar claro que minha intenção ´esaber a verdade sobre as reentes confusões envolvendo a CPAD. Não estou jogando ninguem contra ninguem.
Pr. geremias, creio que o senhor ainda não leu as perguntas que o senhor fez em um blog sobre a Dake, se tivesse feito nos blogs dos defensores da mesma, eveitaroa que eu postasse aqui agora.
Então eis ai suas perguntas respondidas pelo pr. Ciro:

Caro irmão Pedro Canto da Silva,

A paz do Senhor!

Nós conversamos quando eu estive em sua cidade, Manacapuru-AM? Estou tentando me lembrar do irmão... Pela maneira de iniciar o comentário ("Amei seu estudo"), eu logo me lembrei de uma irmã daí que, às vezes, deixa comentários aqui.

Quanto às perguntas para as quais o irmão busca respostas, se eu fosse respondê-las, de maneira sucita e objetiva (segundo a minha modesta opinião), as respostas seriam:

"1. Se ele está proibido pelo Conselho Administrativo de se manifestar, por que então concedeu a entrevista?" Resposta: Ele quis dizer que está proibido de se manifestar quanto a algumas questões mais complexas (que estão sendo discutidas internamente), e não sobre todas. Caso contrário, ele sequer tocaria no assunto.

"2. Se a Bíblia Dake está sendo questionada nos blogs por pessoas desautorizadas e desqualificadas, por que não as aponta?" Resposta: Conversei com ele pessoalmente, e ele sabe distinguir entre opiniões qualificadas e desqualificadas. É um direito que lhe assiste não apontar quais são as desqualificadas, assim como Paulo não apontou quem eram os falsos apóstolos, em 2 Coríntios 11, dando apenas as suas características.

"3. Se os blogs são uma arena desqualificada para esse debate, por que aceitou vir a essa arena para manifestar a sua opinião pela metade?" Resposta: A bem da verdade, ele não veio para essa arena para manifestar a sua opinião, mas foi citado, uma vez que é, para alguns, o maior referencial teolóigico assembleiano.

"4. Ao mencionar que há na Dake pensamentos intelectualistas, racionalistas e filosóficos, mas estava impedido pela CPAD de falar sobre se há heresias na obra, que motivação há da editora por trás disso?" Resposta: A editora, certamente, quis oferecer ao seu público uma obra que contribuísse como fonte de pesquisas, o que é, de fato, a finalidade de uma Bíblia de estudo.

"5. Quer dizer então que a ideia de deixar o assunto morrer por si foi do próprio pastor Antonio Gilberto ou a CPAD lançou mão de sua frase para por em prática a 'operação abafa'?" Resposta: O conselho foi dado pelo pastor Antonio Gilberto à direção da CPAD, para que ela, em vez de emitir um parecer, se mantivesse em silêncio em relação às críticas mais pesadas, vindas principalmente da ala desqualificada, mencionada no início da entrevista.

"6. Considerando o que disse a fonte idônea ao pastor Paulo Ferreira (um dos comentadores da postagem), então é possível pressupor que o interesse da CPAD era apenas o lucro?" Resposta: A essa resposta eu digo um simples "não", pois se trata de uma editora idônea, compromissada com a Palavra de Deus e a ética cristã, a despeito de não ser perfeita.

"Afinal, teria sido a 'censura' instalada na CPAD e alcançado até o nosso patriarca?" Resposta: Tenho certeza de que não. Mas, em alguns assuntos, silenciar é melhor mesmo. Depois, em momento oportuno, tenho certeza de que haverá um pronunciamento por parte da editora ou de seu Conselho Administrativo.

Agradeço-lhe, finalmente, pela menção honrosa ao meu livro.

CSZ
fonte: cometario de rsp ao irmão Pedro Canto
http://cirozibordi.blogspot.com/2010/02/o-batismo-em-aguas-segundo-biblia-1.html

Robson Silva de Sousa disse...

A Paz do Senhor, prezado Pr. Geremias do Couto.

É triste a constatação, MAIS QUE VISÍVEL, de que nossa amada Assembleia de Deus, a poucos dias de completar seus 100 anos, esteja passando por terrível crise de identidade...

A bem da verdade - e a internet é, em partes, a grande responsável por isso -, essa realidade revela também outra antes mistificada: a de que muitos (muitos mesmo) de nossos pastores e líderes ainda conservam firme a sã doutrina, e que não estão dispostos a se encurvarem (renderem) às mudanças evidenciadas ou propostas para a AD do segundo século...

É óbvio, no entanto, que mudanças, ajustes e em alguns casos reformas são necessárias à qualquer instituição secular, afinal, o desgaste natural e o tempo sempre provocam "fissuras".

Essas, porém, não podem de nenhuma forma comprometer sua estrutura basilar, o que se porventura vier a acontecer, poderá então comprometer todo o edifício.

Atentemos para as palavras do apóstolo Paulo aos Colossenses:

"NINGUÉM VOS DOMINE a seu BEL-PRAZER com PRETEXTO DE HUMILDADE e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde INCHADO NA SUA CARNAL COMPREENSÃO e NÃO LIGADO À CABEÇA, da qual TODO O CORPO, provido e ORGANIZADO pelas juntas e ligaduras, VAI CRESCENDO EM AUMENTO DE DEUS." Cl 2:18-19. (grifos nossos).

Que o Senhor nos ajude!

Forte abraço... Estou contigo nesta peleja...

No ETERNO,

Robson Silva
Prossigo para o Alvo... Fp 3:14

Gutierres Siqueira disse...

Pr. Geremias, a paz!

Não entrando no mérito se o batismo pode ou não ser efetuado por leigos, vejo que faltou um pouco de bom senso. Sabendo que a tradição cristã, não somente protestante, atribui tal tarefa para ministros ordenados, não é saudável quebrar uma longa tradição sem explicar o motivo.

Creio que esse debate é interessante, assim como as discussões se uma pessoa não batizada no Espírito Santo pode ser ordenada ao ministério pastoral. Mas a questão não é essa. A questão principal é que vivemos uma verdadeira anarquia nas Assembleias de Deus. E isso não é de hoje.

O problema não é de um mero debate teológico, mas sim de estrutura organizacional, eclesiástica e institucional. Estamos ficando gastos na proximidade do nosso centenário. É isso.

Abraços!

Cláudio Ananias disse...

Caro Pr Geremias

Agradeço a Deus por pessoas como o senhor e os demais pastores que levantam questões tão pertinentes ao momento em que vivencia a nossa querida Assembléia de Deus.

Suas perguntas são sempre pertinentes aos temas abordados. O que se torna curioso é o silêncio de quem, autorizadamente, poderia dar a resposta.

Mas, como sugeriu o Pr Ciro Zibordi, sobre o tema Dake, "em momento oportuno, tenho certeza de que haverá um pronunciamento por parte da editora ou de seu Conselho Administrativo.", esse novo tema do batismo poderá ter seu esclarecimento. Se não, o silêncio confirmará a postura distante de nossa liderança nacional.

Sempre em visita ao seu blog,
Cláudio Ananias
(claudionanias.blogspot.com)

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Rangel:

Oremos por nossa AD. Ela pertence ao Senhor e, sem dúvida, de alguma maneira que às vezes não compreendemos Ele está cuidando dela.

Façamos a nossa parte e creiamos na soberania de Deus.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Ev. Nilson Queirós

Sobre o assunto, veja a minha nova postagem nas últimas horas. Creio que assim fica melhor do que escrever, aqui, um longo comentário em resposta às suas legítimas perguntas.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Mesquita:

Obrigado pelas respostas. Elas ajudam a aclarar o episódio. Logo que puder, enviarei um comentário para o seu blog por email

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor e amigo Altair Germano:

Semm dúvida o companherismo está acima de algumas posições, eventualmente, discordantes. Imagine se todos pensássemos iguais! Mas Deus não nos criou como robôs, e sim como seres pensantes.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro irmão Jacó Santiago:

De fato estamos vivendo uma fase extremamente difícil na história de nossa denominação. Quando pensávamos que com a última eleição no âmbito da CGADB teríamos quatro anos de tranquilidade, outros fatos vieram à tona, o pior deles de caráter teológico, com o lançamento da Dake, que nos deixam perplexos quanto ao futuro. Mas, como disse acima, Deus é o Senhor da igreja e, certamente, de alguma forma Ele está agindo, embora possamos não compreender agora.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Joabe:

Divergências como esta sempre foram normais em toda a história da Igreja. A diferença é que, agora, temos os blogs que exponenciam tudo isso de forma muito mais rápida e, digamos assim, em tempo real.

Há, todavia, um dado positivo que precisa ser considerado. A exposição desses pontos de vista de maneira tão transparente está aguçando o interesse em nossos irmãos de se tornarem ainda mais como os bereianos de cotejar tudo quanto leem com a Bíblia Sagrada. Nesse sentido, não tenho dúvida que o Espírito Santo os iluminará a discernirem a verdade do erro.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor e amigo Reuel Pires:

O querido pastor Ciro usou do direito que lhe assiste, como ele mesmo costuma afirmar, ao responder as minhas perguntas retóricas formuladas no blog de outro amigo comum, Judson Canto, mas enviadas a ele através de uma terceira via, o pastor Pedro Canto da Silva. Ao mesmo tempo, como ele mesmo diz lá no seu blog, suas respostas expressam uma opinião pessoal que eu respeito.

Dito isto, devo dizer que mantenho as perguntas exatamente como foram formuladas até porque elas são retóricas. Este é um recurso de linguagem que a própria Bíblia emprega e que é também parte do meu estilo de escrever.

Normalmente, as perguntas retóricas não carecem ser respondidas, pois elas, em si mesmas, trazem em seu bojo as respostas. Apenas um exemplo bíblico. Ao falar sobre os anjos, o autor de Hebreus escreveu: "Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?", Hb 1.14. Não há aqui dúvida, incerteza, ou qualquer necessidade de resposta, mas uma clara afirmação sobre o papel dos anjos em relação aos crentes.

É dessa forma que as minhas perguntas retóricas devem ser interpretadas.

Abraços e obrigado pela sua contribuição!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Robson:

Vivemos uma crise de identidade sem precedentes. O que ainda une a AD é a CPAD, sobretudo com as lições bíblicas da EBD. No entanto, hoje até esse elo de unidade está sob interferências perigosas.

Todavia, ainda creio na soberania de Deus e de alguma forma veremos uma luz no fim do túnel.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Gutierres:

Dizem que o poder gera a solidão e a perda de referenciais, pois muitos dos que cercam quem o exerce perdem o sentido crítico e ficam mais distantes do mandatário da hora pela própria natureza do poder. E quando se aproximam, o fazem apenas para bajular. Assim, a perda do bom senso é apenas o passo que falta para a tomada de decisões precipitadas.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Prezado Cláudio Ananias:

Como o irmão, esperamos que esse pronunciamento venha o quanto antes e que não seja meramente um remendo novo em roupa velha. A emenda ficará pior do que o soneto.

Abraços!

Pr. Jessé Sobral disse...

Caro Pr. Geremias do Couto.

Parece-me que estamos vivenciando uma época semelhamente a de Saul: Liderança sem direção, sem rumo.

O que me enche de esperança, é que Deus, na sua soberania, já se tinha provido de um homem segundo o seu coração para liderar o seu povo.

"Um abismo chama outro abismo", diz a Biblia. Um pastor convida um membro para efetuar um batismo, primeiro abismo; o membro consciente do ato aceita-o, segundo abismo. Entendamos, as coisas poderiam ficar por aqui. Mas infelismente não, pois gravaram, editaram e colocaram em rede nacional num programa com a chancela do Presidente da CGADB e patrocinado pela CPAD, que ABISMO!!!

Para mim a soberba está cegando parte da nossa liderança, e isso é um prenuncio biblico de ruina.

Quanto a preocupação que temos levantado sobre como as ADs chegam nesses 100 anos, não me parece ser problema para as nossas lideranças,com exceções, é claro.

Infelizmente, a pauta do NOSSO CENTENARIO (não obstante existir um longo calendario de eventos), é uma briga insana quanto ao lugar da realização e quem aparecerá mais, para tirar proveito dum evento tão importante com olhos em 2013.

Minha oração é para que Deus tenha misericordia da "sua Assembleia", e não nos deixe a propria sorte, como falou um certo teologo:

"Como castigo à muitas igrejas-organização, Deus as deixou seguir seus proprios caminhos para cuidar de coisas mais importantes".

Pr. Jessé Sobral
prjessesobral@yahoo.com.br

Robson Aguiar disse...

Pastor Geremias,

Já comentei no blog do pastor Altair Germano, e também desejo expressar meu pensamento aqui.

Acho que em circunstancias emergenciais como já foi comentado eu também aprovaria que um Membro fosse autorizado a batizar alguém em águas.

Mas, no caso em debate, tudo nos leva a crer que não havia necessidade.

O pastor que convocou o Gestor da CPAD errou. A não ser que não tivesse conhecimento que o Diretor da Casa Publicadora não pertence ao ministério.

Por outro lado, o irmão Ronaldo Rodrigues errou, ao veicular em rede nacional o tal evento.

Se o presidente da CGADB tinha conhecimento prévio a respeito do que o programa estaria colocando no ar, também tem sua parcela de culpa, e no caso dele seria grave pelo precedente que isso traria.

Pr. Robson Aguiar

Jossy Soares disse...

Pastor Geremias
A Paz Gloriosa!

Acompanho suas serenas mas contudentes observações há muitos anos. Escrevo tão somente para prestar solidariedade e parabenizá-lo, não apenas pelo fato em si, mas pela coragem de expor pensamento discordante da realidade clerical, eclesiástica e administrativa a viger em nossa denominação. Isto sem precisar jogar sujeira no ventilador como muitos fazem.

Entretanto, creio que o irmão Ronaldo não foi arrogante no ato de batismo isolado. Mesmo com autorização de seu pastor, creio que foi um lapso de momento. Afinal, Tiago já dizia que todos nós tropeçamos em muitas coisas. O diferencial é que ele é pessoa em destaque na midia oficial da denominação. Isso tem preço e repercussão. Todavia não tira o brilho de sua administração na Casa.

No demais, entendo que a própria conjuntura da denominação é concorrente para atos isolados como esse. Tudo isso passa pela inobservância de critérios para se separar alguém ao Ministério, pela banalização do "impor as mãos" sobre quem não tem chamada, ou mesmo de se colocar pessoas em lugares incompatíveis com seus talentos.

"No Essencial, Unidade; Nas Opiniões, Liberdade; Em Todas as coisas, O Amor"
(Provérbio de Maldenius)


Jossy

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Jessé Sobral:

Creio que parte do seu penúltimo parágrafo se constitui naquilo que todos precisamos crer e buscar neste momento:

"Minha oração é para que Deus tenha misericordia da 'sua Assembleia', e não nos deixe a propria sorte".

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro pastor Robson:

A coisa já está feita. Resta, agora, a todos nós aprendermos com os erros e evitá-los. Errar uma vez é admissível. Cometer o mesmo erro uma segunda vez, questionável.

Abraços!

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Jossy.

Que prazer tê-lo por aqui! Faz muito tempo que não nos vemos. Precisamos tomar oum café a qualquer horas dessas.

No meu texto dei o benefício da dúvida, quando afirmei que foi no mínimo um ato de ingenuidade, no máximo de arrogância. Prefiro acreditar na primeira hipótese.

Todavia, a veiculação do ato para todo o Brasil pela televisão, ainda que por ingenuidade, deixa transprecer que a outra hipótese é possível. Em outras palavras, abriu espaço para diferentes interpretações, o que, nessa hora, deveria ser evitado.Por isso creio que prestou um desserviço à igreja neste momento conturbado de nossa história.

Mas como disse acima aprendamos com os erros para não cometê-los uma segunda vez.

Abraços e volte sempre!

Jossy Soares disse...

O prazer de revê-lo será meu. Quando for ao Rio eu o aviso.
Abraço.

Maurício Scotelaro disse...

Prezado Pr. Geremias,
Certa feita em nossa Igreja, tivemos a visita do Pr. Antonio Mesquita, e lhe fiz a seguinte pergunta: Qual é a cara da Assembléia de Deus hoje? e chego a seguinte conclusão: Me parece as vezes que a estrutura de poder de nossa denominação, se comporta como um partido religioso, onde seus líderes, vivem mais preocupados com a disputa de poder, do que com a Unidade do Corpo de Cristo. Creio que o senhor, já pregou em várias igrejas de nossa denominação, e notou que temos hoje Assembléias de Deus, para todos os gostos, o que faz com que cada "Campo" ou "Ministério", faça o que lhes der na telha. Infelizmente, ao limiar do centenário, de nossa denominação, estamos vendo tantos "pais" da criança, quando deveríamos, lutar para que a chamada década da colheita, saisse do papel e se tornasse uma realidade, mas como dizia Salomão: "Tudo é vaidade". Espero que Deus toque no coração de muitos Pastores, para que entendam que o a Unidade da Igreja, deve superar seus caprichos, pois muitas ovelhas sofrem e algumas já desistiram e foram servir ao Senhor, em outras denominações, principalmente as chamada Neo-Pentecostais. A Paz do Senhor.