sábado, 27 de junho de 2009

Por falta de cantor, culto é transferido de Ginásio

Tomei conhecimento, agora a pouco, de um fato "inusitado". O culto comemorativo ao aniversário da cidade onde resido, Teresópolis, RJ, não será realizado no Ginásio Municipal, no próximo dia 3 de julho, porque se julgou que o povo evangélico não compareceria em número suficiente para encher o local. Motivo? Os organizadores do evento não poderão contar com a presença de um "cantor evangélico" em razão do elevado custo para trazê-lo: 25.000 reais.

O fato acima enseja muitos desdobramentos, entre eles a percepção de que o comercialismo predomina de forma escrachada no meio evangélico. Perdeu-se a vergonha, e nós mesmos alimentamos desavergonhadamente essa postura a partir do momento em que nossas celebrações passam a depender de tais "muletas" para serem bem-sucedidas. No entanto, já que precisam disso, e a comemoração religiosa faz parte do calendário oficial da cidade, por que a Prefeitura Municipal não bancou a festa? Seria, de qualquer maneira, o escracho total.

Uma pergunta: será que os católicos da cidade conseguirão encher o Ginásio, sem a presença de qualquer "celebridade", quando realizarem a missa comemorativa, em dia distinto, também prevista na programação?

A conferir.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nota de esclarecimento do presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil - CGADB


O Presidente da CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB, no exercício de suas atribuições estatutárias;

Considerando o ofensivo pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA, levado ao ar em programa televisivo no dia 13 de junho de 2009, oportunidade em que suscitou inverídicas suspeitas sobre a lisura das assembleias gerais da CGADB e respectivos procedimentos eleitorais, que ensejaram a reforma dos Estatutos e a reeleição de Membros da Mesa Diretora, estendendo seus ataques à atual e às anteriores administrações da entidade;

Considerando que o pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA denigre, direta ou indiretamente, a imagem, a honra e a dignidade da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil - CGADB, assim como de seus Dirigentes e todos os Membros Convencionais;

Considerando que, de acordo com as normas estatutárias, cabe ao Presidente da Mesa Diretora o direito de defesa, em Juízo e fora dele, da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CGADB;

A BEM DA VERDADE e por meio do Mensageiro da Paz, vem prestar os seguintes esclarecimentos, a todos quantos possam interessar:


REFORMA DOS ESTATUTOS

1) As reformas do Estatuto Social da CGADB, algumas delas por proposta do próprio convencional SAMUEL CÂMARA, se deram por imperiosa necessidade de sua adequação aos ditames do Novo Código Civil (Lei nº 10406/2002) assim como à realidade da própria CGADB, sendo a penúltima realizada na cidade Maceió-Al. A última reforma (AGE de Porto Alegre-RS), foi efetivada principalmente para permitir a eleição eletrônica, que foi inaugurada com sucesso na AGO de Vitória, Estado do Espírito Santo, mediante a utilização de urnas eletrônicas cedidas pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral daquele acolhedor Estado, sendo, inegavelmente, uma grande vitória e profundo avanço, dado o expressivo número de eleitores que participam das AGOs.



DO PROCEDIMENTO ELEITORAL


2) Todos os procedimentos eleitorais da CGADB, sem qualquer exceção, sempre foram realizados às claras e de forma democrática, e sem manipulação, com inteira observância das disposições legais e estatutárias. Todos os convencionais tiveram plena liberdade para se inscrever como candidatos aos cargos eletivos. Prova disto que o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA vem participando de sucessivas eleições, como candidato, tendo sido eleito, inclusive, como 1º vice Presidente da Convenção Geral, biênio de 2005/2007, afora outras funções eletivas que exerceu junto à Mesa Diretora, fatos que jamais poderá negar mesmo porque estão registrados nos anais da Convenção Geral. A reeleição do Pr José Wellington Bezerra da Costa, como Presidente, e a eleição dos demais Membros da Convenção Geral, a par da estrita observância das disposições estatutárias, devem ser tributados ao livre e consciente exercício do direito de voto dos convencionais que compareceram às sessões da Assembléia Geral, a exemplo dos respeitáveis votos atribuídos ao denunciante SAMUEL CÂMARA, restando-lhe apenas a lamúria de sua mal conduzida campanha. Duvidar da lisura, da condução e do resultado das eleições, como o fez deliberadamente o denunciante, equivale a subestimar a própria inteligência dos convencionais que participaram do certame.


3) Quanto às inscrições de convencionais, principalmente daqueles que participaram da última eleição, são infundadas as denúncias propaladas pelo membro SAMUEL CÂMARA, a exemplos dos demais fatos que ele veiculou em programa de televisão. Inicialmente, convém esclarecer que as inscrições foram acompanhadas pelo próprio convencional SAMUEL CÂMARA e seus assessores, tendo resultado na confecção de um relatório subscrito por ele (Samuel Câmara) e pelos membros da Comissão Eleitoral. E é oportuno informar que as impugnações do denunciante foram examinadas e rejeitadas pela Comissão Eleitoral, por ausência de qualquer irregularidade. Não era verdadeira a alegação de falta ou intempestividade de pagamento das taxas de inscrições ou de anuidades envolvendo 1626 inscrições. Todas foram pagas a tempo e modo, cumprindo ressaltar que alguns convencionais, residentes na cidade do Rio de Janeiro, efetuaram os respectivos pagamentos no dia 21 de janeiro de 2009, porque o dia 20 de janeiro de 2009, último dia de prazo, foi FERIADO na cidade do Rio de Janeiro e, de acordo com o artigo 132, § 1º, do Código Civil, “Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil”. E nada melhor do que cumprir a Lei, como sempre foi do feitio dos Membros da Convenção Geral, cuidado que o denunciante demonstrou não possuir. Por outro lado, o denunciante insinua que 1300 convencionais compareceram somente no dia da votação, mas não estariam inscritos no prazo do edital. Mais uma inverdade pronunciada pelo membro SAMUEL CÂMARA. Todos os 1300 convencionais estavam inscritos. Por sua vez, não se pode censurar os convencionais que optaram por comparecer ao local de votação somente no dia da eleição, visto que a participação dos atos correlatos ao pleito é de livre iniciativa de cada convencional. Curioso que o denunciante SAMUEL CÂMARA, deliberadamente, deixou de mencionar os convencionais que ele apresentou às vésperas da eleição, e, portanto, fora do prazo regimental, os quais foram inscritos em cumprimento de decisões judiciais provisórias proferidas em ações que eles ajuizaram contra a CGADB perante a Comarca de SERRA, Estado do Espírito Santo.


DO CADASTRO E DO REGISTRO DE CONVENÇÃO


4) Sob o enfoque deste tópico, também carece de veracidade a denúncia do membro SAMUEL CÂMARA. Nenhum convencional pode ignorar que o cadastramento e o registro de convenções são atos de competência da Mesa Diretora, a teor do artigo 39, III, do Estatuto Social, submisso a homologação da Assembléia Geral. A inscrição da entidade convencional que o denunciante mencionou em programa de televisão preencheu todos os requisitos do Estatuto da CGADB, especialmente quanto ao prazo de seis meses anteriores a data da AGO. Bem por isso que seus membros concretizaram suas inscrições no prazo do edital da última eleição, mediante o pagamento dos respectivos valores, tudo a demonstrar a inveracidade das afirmações do denunciante.


DA ÚLTIMA ELEIÇÃO

5) A eleição levada a efeito durante a AGO em Vitória-ES, como dito acima, foi a primeira mediante processo eletrônico, com urnas eletrônicas cedidas pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Espírito Santo. Todos os atos que a precederam, regulados no Estatuto Social e Regimento Interno da CGADB, foram rigorosamente cumpridos e fiscalizados, inclusive acompanhados pelo denunciante, ora pessoalmente, ora por seus representantes. Como se isso não bastasse, convém salientar que o próprio Tribunal cedente das urnas designou seus técnicos, que, diligentemente, acompanharam todos os procedimentos, culminando com a apuração e proclamação dos resultados. Como prova inequívoca da transparência, da oportunidade e lisura do pleito, mesários, escrutinadores, secretários, presidentes de mesas e fiscais foram indicados e recrutados pelos candidatos a presidente, até mesmo para a lacração das urnas, o que concorreu para o equilíbrio, a igualdade e a verdade dos resultados. Portanto, quando o denunciante se refere a suspeição e manipulação das eleições e seu resultado, em verdade o faz como ato de desespero, sem medir as consequências de suas inverídicas afirmações, sem a preocupação de atingir a honra, a imagem e a dignidade de consagrados servos de Deus, que, com dedicação e desvelo, cuidam de imensos rebanhos do Senhor da Seara.


DAS DELIBERAÇÕES DO PLENÁRIO
6) A respeito das deliberações do Plenário, o denunciante SAMUEL CÂMARA demonstra estar desinformado quanto ao que dispõe o artigo 21 do Regimento Interno, que regulamenta a forma de aferir a votação de matérias submetidas a debate em plenário. Conferindo o Regimento da CGADB, é inegável que a conduta do presidente do conclave se ateve rigorosamente ao que determina o mandamento estatutário e regimental, não sendo verdadeira, portanto, a afirmação do denunciante sobre suposta conduta diversa do presidente da Mesa.



DO RELATÓRIO DA COMISSÃO ESPECIAL


7) As inverídicas afirmações do membro SAMUEL CÂMARA a respeito de gastos, encargos e compromissos financeiros da CGADB, principalmente no que se refere ao período de 2007 a 2008, comportam os seguintes esclarecimentos:

a) Como é do conhecimento de todos os Membros Convencionais, a CGADB tem vários órgãos que exercem atividades em sua estrutura administrativa, tais como: Mesa Diretora, Conselho Fiscal, Conselho de Ética, Comissão Jurídica, dentre outros. Todos os convencionais que integram esses órgãos, exercem suas atividades sem remuneração de qualquer espécie, cabendo à CGADB os custos de deslocamentos, hospedagem e alimentação dos de seus Membros, quando no desempenho de suas atribuições estatutárias. Aliás, o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA, enquanto integrante de órgãos da CGADB, também recebeu o mesmo tratamento, sem que desembolsasse, de si próprio, ou da igreja que preside, qualquer valor para cobrir suas despesas no desempenho de atividades estatutárias. Ao contrário do que insinuou o denunciante, todos os valores indicados no relatório da Comissão Especial nomeada são decorrentes de intensas e exaustivas atividades dos Membros que integram os diferentes Órgãos da CGADB, realizadas em diferentes regiões do País, sempre no interesse da entidade, como os convencionais tiveram a oportunidade de verificar e comprovar na última AGO. Não merecem credibilidade, portanto, as gratuitas afirmações do denunciante, mesmo porque desprovidas de qualquer prova em sentido contrário.

b) Quanto às dividas fiscais apontadas (INSS e FGTS), convém ressaltar que é absolutamente inverídica a informação da existência de “apropriação indébita” de valores descontados dos empregados da CGADB. O relatório da Comissão Especial nomeada dá conta de que os valores descontados de salários foram quitados. Logo não procedem as afirmações do denunciante. Quanto ao saldo apontado como objeto de parcelamento junto ao órgão governamental competente, aguarda-se deferimento de requerimento formulado em estrita observância das normas legais.


c) Com relação aos compromissos assumidos, é oportuno esclarecer que as finanças da CGADB são alimentadas pelas anuidades e taxas de inscrições dos Membros Convencionais de sorte que, em razão da ausência de provisão de fundos de vários cheques recebidos de convencionais, a entidade teve momentânea dificuldade para saldar seus compromissos, mas, conforme consta do relatório da Comissão Especial, os títulos de créditos mencionados pelo denunciante foram resgatados. Por não ser de seu interesse, o denunciante omitiu, propositadamente, o parecer final da aludida comissão, que não foi por ele contestado em plenário, onde está expresso que: “Diante dos fatos analisados e dos comentários citados, somos de parecer de que os relatórios financeiros de 2007 e 2008, apresentados pela CGADB, sejam aprovados, com a incorporação deste relatório e documentos, com atendimento as recomendações aqui constantes, em especial com o preparado das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. De igual modo, esta comissão considerando os aspectos envolvidos e a documentação apresentada, conclui que, tendo em vista a matéria discutida, não se identifica nenhum elemento evidenciador de improbidade administrativa.” Deve ser destacado que a Comissão Especial em referência foi composta por convencionais dotados de formação técnica adequada, e com a participação de representante do denunciante SAMUEL CÂMARA. O parecer acima parcialmente transcrito foi submetido à discussão e apreciação do plenário, tendo sido APROVADO POR UNANIMIDADE pelos Convencionais, dentre eles o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA.


DA DOCUMENTAÇÃO PARA A INSCRIÇÃO


8) No que se refere aos documentos de inscrição dos candidatos, o pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA, igualmente, está permeado de inverdades. De todos os que se candidataram aos mais diversos cargos eletivos da CGADB, foi exigida a documentação regimentalmente determinada, conforme dispõe o artigo 41 e seguintes do Regimento Interno, com prazos de impugnações. Por outro lado, é absolutamente inverídica a afirmação de que o subscritor da presente teria presidido sessão da Comissão Eleitoral, até porque os membros daquele órgão, que atuaram com total independência, jamais permitiriam a ingerência de terceiros em seu funcionamento. É lamentável observar, mas o denunciante, propositadamente, confunde a pessoa física dos candidatos com a pessoa jurídica da CGADB.

9) Finalmente, destaca o subscritor desta nota, em nome da Mesa Diretora e todos os demais órgãos da CGADB, que não é cabível, por impertinente, a ressuscitação de questões exaustivamente debatidas e já decididas, soberanamente, pelos Membros Convencionais, não sendo demais acrescentar que as denúncias do membro SAMUEL CÂMARA configuram comportamentos espiritualmente reprováveis, cabendo ao Senhor da Seara avaliá-las segundo seus santos propósitos e juízos. Bom seria que o precioso espaço do programa de televisão fosse utilizado pelo membro SAMUEL CÂMARA para a propagação do Santo Evangelho, porque é com esse magno propósito que ele foi consagrado ao Ministério da Palavra.


Fraternalmente, em Cristo Jesus, Senhor Nosso
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2009



JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA
Pastor Presidente

FONTE: Jornal "Mensageiro da Paz", Ano 79 - Nº1490 - Julho de 2009, Orgão Oficial das Assembléias de Deus no Brasil, através dos blogs do pastor Altair Germano e do pastor José Wellington Bezerra da Costa.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

José Satírio: a saga de um apóstolo

Alguns se fazem apóstolos. Outros são feitos por Deus. José Satírio dos Santos se inclui nesta última categoria.

Há 35 anos deixou o Brasil, sem qualquer promessa de apoio financeiro, viajou por 42 dias com toda a família desde São Paulo até o norte, onde desbravou as selvas amazônicas até chegar ao país para o qual fora claramente chamado por Deus: Colômbia. Uma história que tinha tudo para dar errado, se o pastor José Satírio estivesse movido pela vontade humana.

Instalou-se então em Cúcuta, como Deus lhe mostrara, e pôs mãos à obra. Alugou a casa, construiu os bancos e começou os cultos. Nada que pudesse vislumbrar um futuro promissor. Mas a igreja que naquela época foi plantada hoje fala por si. São aproximadamente 50 mil membros espalhados entre a sede, congregações e igrejas filiadas, escolas de Primeiro e Segundo Graus, trabalho social intenso, emissoras de rádio e uma atuação fecunda do pastor José Satirio, como conferencista, que, hoje, se irradia por toda a América Latina.

Outras cidades da Colômbia foram também alcançadas, como é o caso de Monteria, onde se encontra atualmente o missionário Oséias Pereira. Ministrei ali 15 dias atrás, por uma semana, no Quinto Congresso de Missões para uma igreja com cerca de oito mil membros.

Esse é o verdadeiro apostolado.

Veja abaixo em fotos um pouco da obra em Cúcuta, enquanto se deleita com a própria voz inspirada e ungida do missionário Satírio, que canta um clássico conhecido em todo o Brasil desde a minha adolescência.

Você poder ler um pouco mais sobre a sua obra no livro: Missão em Cúcuta, lançado pela CPAD.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Brasileiros não apoiam a homossexualidade

Embora tenha havido nos últimos anos intenso bombardeio através da mídia secular para minar os valores morais e tornar a sociedade simpática à prática homossexual, atribuindo-lhe característica de normalidade comum à diversidade humana, não é de fato bem isso que vêm logrando aqueles que fazem desta a sua batalha de vida ou morte.

Nem mesmo as novelas, com as suas cenas ousadas de convivência afetiva e em alguns casos até de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, conseguiram esse intento. (Ainda que o façam, diga-se de passagem, mesmo na ficção, de forma criminosa, ao arrepio da constituição brasileira, cuja letra afirma que o casamento se dá entre homem e mulher.)


A verdade é que, segundo pesquisa produzida pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburg, à qual se reportou o jornal O Globo de 8 fevereiro, 99% dos brasileiros, em maior ou menor grau, não assimilaram a idéia de considerar normal o homossexualismo.

É claro que o jornal e os promotores da pesquisa não admitem essa interpretação. Para eles, embora em matizes variados, os dados revelam o preconceito ainda existente contra os homossexuais, que precisa ser combatido através de políticas públicas contra a discriminação para eliminá-lo. Não se podia esperar outra coisa dessa gente. Essa é a pecha que nos querem impor não só como forma de hostilização, mas de nos colocar na defensiva, com temor do rótulo, diante da ditadura do “politicamente correto”, que, hoje, toma conta do mundo dito “civilizado”.

Mas vejamos as informações da pesquisa. Ela empregou a metodologia da abordagem domiciliar para ouvir 2014 pessoas acima de 15 anos distribuídas por 150 municípios, em 25 unidades da federação, nas cinco macrorregiões do país. Foi ampla o suficiente para produzir com fidelidade os resultados anunciados e mostrar que a realidade não é bem aquilo que pretendem os apologistas do homossexualismo, embora seja lida de forma distorcida e vá servir de instrumento para nos hostilizar ainda mais.

O que mais chama a atenção são os números que ligam a não aceitação da prática homossexual aos princípios da fé cristã. Vejam só: 92% dos brasileiros, por exemplo, acreditam que “Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram o seu papel e tenham filhos”. Os responsáveis pela pesquisa atribuem autoria anônima à frase (uma forma velada de tirar-lhe o mérito), como se fosse mero refrão da tradição popular. Mas ela revela, em essência, um fato bíblico para o qual torcem o nariz: a perpetuação da espécie como uma das finalidades pelas quais Deus criou macho e fêmea o gênero humano. E, como afirmam, 11 em cada 12 brasileiros acreditam nela.

Outro dado relevante da pesquisa é que 66% creem que a “homossexualidade é um pecado contra Deus”. Ora, não é isso resultado da influência direta daquilo que a igreja, baseada na Bíblia, ensina ao povo? Aliás, essa é a interpretação, mesmo que tortuosa, dada por Gustavo Venturi, doutor em Ciência Política e mestre em Sociologia, em seu ensaio sobre a pesquisa publicado no portal da Fundação Perseu Abramo. Para ele, isso é fruto do “peso legitimador dos discursos religiosos (especialmente cristãos, tratando-se de Brasil, e ainda particularmente católico, em que pese o crescimento recente acentuado das igrejas evangélicas) no reforço de concepções preconceituosas da homossexualidade”.

A única diferença é que Gustavo, preconceituosamente, identifica esse peso da fé cristã como o fator gerador dessas “concepções preconceituosas”, enquanto nós, os cristãos, sem nenhum preconceito, admitimos que essas concepções nada têm de preconceituosas e apenas refletem o padrão moral de comportamento que Deus estabeleceu para o gênero humano.


Em outras palavras, apesar da orquestração que se estende desde o mundo acadêmico, passando pela mídia, até as políticas de governo para impor o modus vivendi homossexual como prática moralmente aceitável, ainda assim a força da fé cristã, enfrentando todos os percalços, prevalece no coração dos brasileiros e nos serve de estímulo para não esmorecermos em nossa luta em defesa do evangelho.

No entanto, a leitura que deixou de ser feita pelo ensaísta é que, se 99% dos brasileiros discordam, de alguma forma, da prática homossexual, onde estaria então o propalado quantitativo do grupo, que se instrumentaliza de ferramentas públicas para impor a ditadura do seu comportamento sobre a sociedade? Sem nenhuma dúvida, por dedução, na faixa do um por cento, que apoia a “causa” do movimento.

Com esse dado claríssimo, percebe-se que o minoritário movimento homossexual está sendo também instrumentalizado pelo viés ideológico das ditas forças progressistas para criar um fato político e impor restrições à liberdade de expressão mediante a ditadura do pensamento único. É o que pretendem com a aprovação do PL 122 que consagra de forma autoritária, contra todos os princípios em que se sustenta o regime democrático, o “delito” de opinião, como já observou o filósofo Olavo de Carvalho.

Aliás, Gustavo Venturi deixa isso claro, quando afirma: “Enquanto o PL 122 (ou lei semelhante), hoje parado no Senado, não for promulgado, e enquanto não ocorrerem eventuais condenações exemplares por crimes de ofensa ou discriminação de pessoas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, é pequena a chance que se reverta de forma expressiva ou que se acelere a reversão (provavelmente já em curso) no processo de reprodução de preconceitos de natureza homofóbica”. Ou seja, eles continuam em ação para transformar em lei essa aberração jurídica. E mais dia menos dia conseguirão a façanha, se nos omitirmos como força social organizada em nosso país.

Duas conclusões, entre outras, precisam ser extraídas da pesquisa:

1) Não obstante a nossa atuação como força social organizada estar muito aquém do que ainda pode ser feito (somos, por exemplo, relapsos em nos apresentar nos fóruns adequados para discutir temas desta natureza), não podemos desconsiderar a força da mensagem cristã na formação do pensamento brasileiro. Assim, continuemos a pregar a tempo e fora de tempo todo o conselho de Deus. Sem medo de restrição alguma.

2) Não nos enganemos, achando que as coisas melhorarão em nosso favor. Isso não acontecerá. O cerco será apertado cada vez mais, inclusive com a influência internacional de órgãos da própria ONU. Lembremo-nos que esse foi o propósito da pesquisa: fornecer ferramentas ao governo para assegurar a ditadura da diversidade sexual. Em outras palavras, precisamos estar preparados para os novos tempos e agir para que a nossa voz seja ouvida nos fóruns que ditam as leis do país.

Pelo menos não seremos omissos. Omissão também é pecado.

PS. Este artigo foi originalmente publicado na edição do Mensageiro da Paz do mês de março de 2009.


domingo, 7 de junho de 2009

Manifesto da UBE: a árdua coleta de assinaturas


Acabo de chegar ao Brasil e me contristo ao ver quão árdua tem sido a coleta de assinaturas para o manifesto da UBE. Concordo em gênero, número e grau com os colegas Matias Borba e Daladier Lima em comentários no post abaixo. Infelizmente, esse é o quadro do nosso tempo. Poucos querem "comprometer-se".

Tudo leva a crer que o Minc ainda não caiu para não ficar parecendo uma reprovação do governo ao que ele disse a favor da homossexualidade e contra o posicionamento das igrejas cristãs.

Na tentativa de colaborar com a campanha, não postei ainda sobre outro tema para permitir aos que frequentam este blog perceber que assinar este manifesto é, agora, prioridade absoluta, até porque se demorar mais o fato deixará de importar para o propósito de nossa luta. Mas pelo que vejo, estamos em passos de tartaruga.

Pense um pouco no que escreveu Martin Niemöller, em 1933:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

"No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.

"No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

"No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Hoje, dia 7 de junho, no horário em que escrevo estas linhas, temos apenas 569 assinaturas. Muito pouco pelo tempo em que o manifesto se encontra à disposição dos blogueiros cristãos. Mas parabéns aos que assinaram. Fizeram a sua parte. Aos demais, pergunto: será que, no Brasil, chegaremos ao ponto em que chegaram alguns na Alemanha de Hitler, como descrito acima?

Só acordaremos quando ultrapassarmos o ponto do não-retorno?