quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ensinador famoso acusado de heresia

Considerado um dos mais famosos ensinadores da história do Cristianismo, ele sempre foi tido como defensor ferrenho da ortodoxia bíblica. Sua vasta obra o coloca na galeria dos principais escritores cristãos em todo o mundo, e muito contribuiu, através de suas viagens e pregações, não só para a conversão de milhares de pessoas a Cristo, mas também para a expansão da fé pelo mundo afora.

Apesar de sua credibilidade e de a grande maioria dos cristãos o ter como representante inquestionável da fé cristã, não foi assim que aparentemente se comportou ao visitar uma das cidades mais famosas da Europa. Ao falar para um grupo seleto de pensadores, não hesitou em afirmar que o deus desconhecido ao qual adoravam, e cujo altar vira durante um passeio pela cidade, era o Deus ao qual pregava, em suposta contradição ao que sempre ensinou sobre o Deus verdadeiro em seus escritos.

Noutra ocasião, pareceu extrapolar todos os limites do bom senso da teologia ortodoxa para dar asas ao seu suposto liberalismo, propondo que tanto fazia identificar-se com este ou aquele grupo, com os fracos ou os fortes, conquanto o seu objetivo de espalhar as suas idéias fosse alcançado. Tipo o fim justifica os meios. Ao orientar os cristãos de uma cidade cosmopolita e de grande porte, teve a audácia de sugerir, aparentemente contra tudo o que sempre pregou, que os cristãos podiam comer alimentos oferecidos em culto idólatra, desde que não ficassem perguntando de onde vinham.

Outro ponto que supostamente abalou o seu prestígio como teólogo em alguns segmentos foi quando começou a negar costumes milenares apoiados no Antigo Testamento e passou a pregar um Cristianismo libertário, sem nenhuma forma litúrgica que o mantivesse ligado às suas origens. Seu suposto extremismo liberal foi de tal magnitude que os líderes de sua igreja foram obrigados a convocar uma assembléia geral para discutir o assunto, mas para espanto geral acabaram por concordar com as suas idéias e liberaram geral.

Além das aparentes heresias que já vinham sendo observadas, passou também a envolver-se em contendas a partir do momento em que o seu ministério começou a tomar vulto. Sem ter paciência com um de seus colaboradores, mandou-o de volta para casa e por causa dele se separou do colega que no passado lhe estendera a mão. Outro antigo companheiro foi desafiado por ele com o dedo na cara. Não demorou muito para começar a entrar em litígio com as autoridades a ponto de vir a ser preso e passar de tribunal em tribunal até recorrer à Suprema Corte para discutir o seu caso.

Muitos dos que analisaram o suposto comportamento errático desse ensinador famoso acreditam que isto se deve ao que supostamente aprendeu de seu principal líder, que, perguntado certa vez por que outros difundiam idéias em seu nome, sem fazer parte do grupo, teria aparentemente respondido de forma arrogante que não se importassem com essas pessoas, pois se elas estavam falando bem dele, mesmo fora do grupo, era o que valia.

Apesar de todas essas aparentes discrepâncias, que foram bastante divulgadas pelos seus opositores, de forma até exagerada, com a utilização proposital de frases e situações tiradas de seu contexto, esse ensinador famoso não perdeu a audiência, continuou a escrever as suas obras que jamais deixaram de ser lidas e aceitas em todas as partes do mundo, e, por onde quer que passasse, as pessoas paravam para ouvi-lo por horas e horas.

Muitos continuam dizendo que ele prega heresias, mas a grande maioria crê que ele foi vítima de maledicentes que não souberam interpretar o que ele disse ou fez de acordo com as circunstâncias em que as coisas aconteceram.

E você, o que acha?

29 comentários:

Anônimo disse...

A paz do Senhor, Pr. Geremias do Couto!

Tudo leva a crer que o ensinador famoso acusado de heresia, citado no seu texto, seja o apóstolo Paulo. Mas se fosse nos dias atuais, quem seria esse ensinador que intrui de uma maneira diferente, mas que leva as pessoas ao arrependimento, que mostra o caminho até Jesus, enfim, que ensina para transformar vidas? Parabéns pelo excelente texto!! Com admiração, Quédia.

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Pr. Geremias!
A Paz do Senhor!
Que bom quando somos presenteados com um novo texto de sua lavra.
Quando reflito sôbre a vida e ministério do Apóstolo Paulo, que julgo ser o famoso ensinador do seu post, fico imaginando o que seria dele em nossos dias.
Como a Igreja agiria diante de suas atitudes.
Um grande abraço!
Pr. Carlos

Juber Donizete Gonçalves disse...

Prezado Pr. Geremias,

O irmão mais uma vez nos brinda com um maravilho texto. Ver o apóstolo dos gentios, contextualizado aos nossos dias, é interessante. Acredito que seu ensino e atitudes, também provocaria contradições nas opiniões, hoje também.
Parabéns pela maravilhosa postagem.

Abraço,

Pr. Juber

João Cruzué disse...

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Bem vindo a WEB pastor Geremias, estávamos à espera de sua volta.

Interessante, até Nietzsche, um teólogo que depois se desviou deu testemunho deste "herege" dizendo que se não fora o trabalho desta pessoa, o cristianismo hoje não existiria.

É claro que ele estava certo em um ponto e errado em outro, pois toda relevância que existia na vida de Paulo vinha do Espírito Santo. Eles formaram uma "dupla" que glorificou ao Senhor e trouxeram muitos para também glorificarem o seu nome.

Sem Jesus e sem o Espírito Santo, Saulo era apenas um teólogo ortodoxo seco. Depois que ele caiu do cavalo, e teve um encontro com o verdadeiro YHWH, ele continuou sendo um teólogo, mas adicionou ao seu caráter a visão e a misericórdia.

Um bom dia, na Paz do Senhor Jesus Cristo.

.

Anchieta Campos disse...

Nobre pastor Geremias do Couto, a paz do Senhor.

Muito me alegrei quando pude contemplar mais um escrito de vossa nobre autoria.

O apóstolo Paulo foi um exemplo perfeito daquilo que é servir a Cristo em meio a qualquer cenário, mas é qualquer cenário mesmo!

Hoje em dia qualquer objeção ou resistência à nossa fé já motivo para muitos crentes abrirem do barco e de sua linha teológica. Mas devemos seguir o nobre exemplo de Paulo, e nunca retroagirmos perante as barreiras que se levantam contra a imutável e eterna Palavra de Deus.

Abraços fraternos e que o nosso Deus o abençoe grandemente, principalmente nesta sua empreitada com o importante "Projeto minha esperança Brasil". Amém.

Anchieta Campos

Pastor César Moisés disse...

Grande Mestre Geremias do Couto

Bastante lúcida sua abordagem.

É interessante que este tipo de texto seja lido por aqueles que confundem ortodoxia com ignorância.

Não sei bem o motivo, mas tenho a impressão que, para grande parte daqueles que se dizem ortodoxos (na realidade tem que se definir o conceito de ortodoxia para esta gente), a cratividade, a beleza discursiva e literária, a apreciação da arte, o engajamento político e social, a reflexão e a produção científicas, parecem ser ações temidas que devem ser execradas, pois "não combinam com a fé".

O texto e o personagem retratado, demostram que é possível ser relevante sem, necessariamente, deixar de ser fervoroso e temente a Deus.

É bom que aprendamos a ser como Paulo. Ele sofreu pelos motivos certos. Fugia do formalismo religioso e sabia apresentar a mensagem da cruz de forma inteligente.

Um grande abraço e até o dia 18 de julho...

Victor Leonardo Barbosa disse...

Olá pastor Geremias...

Não há dúvida: é o apóstolo Paulo.

Eu estava até pensando em escrever algo sobre ele, pois realmente( e infelizmnete) hoje ele está sendo acusado grandemente como um vilão do cristianismo genuíno.

Em alguns dos embates que temos por essas bandas aqui, citamos muito a sua figura...

sabe o que acontece, olhe o que nos dizem:" Vocs estão sendomuito legalistas, e Paulo, hum...Paulo matava pela Lei..."

durma com um barulho desses!!!

abraços e Paz do Senhor!!!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Geremias do Couto, a paz do Senhor.

Muito boa essa reflexão sobre a vida do “herege” Paulo de Tarso.
Uma tendência ainda presente em nosso meio é a facilidade de tachar com herege aqueles que pensam diferente de nós... Esse erro é tão grave quanto um relativismo que abraça todas as idéias, por mais contraditórias que fossem. Estou cansado de ver calvinistas chamando arminianos de hereges e vice-versa; cansado de ver cessacionistas chamando pentecostais de herege e vice-versa; cansado de ver milenistas chamando amilenistas de herege e vice-versa; cansado ver dicotomistas chamando de herege os tricotomistas e vice-versa...
Como é bom o equilíbrio em questões secundárias, sem nunca negar a essência doutrinária do Cristianismo.
Somos evangelicais, e como evangelicais pautamos nossas convicções no equilíbrio da Palavra de Deus.

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Vosso Servo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zwinglio rodrigues, pr. disse...

A sorte desse pregador foi ter vivido em seu tempo e não em nosso tempo.

Hoje, ele teria sido enclausurado sem chances de "habeas corpus"...

E teria sido, antes mesmo de articular linhas doutrinais, torturado e decapitado pelos líderes-teólogos-evangélicos-denominacionalistas "Neros".

Anônimo disse...

Caro Geremias:
Tomei a liberdade de adicionar seu blog (nota 10) ao meu. Se é que vc não se importa.
Se desejar fazer o mesmo, sinta-se à vontade.

abçs

Cyro Mello
www.pastorcyromello.blogspot.com

Pastor Geremias do Couto disse...

Caros:

Obrigado pela participação de cada um de vocês.

O personagem da história é, de fato, o apóstolo Paulo, apenas com roupagem contemporânea.

A finalidade do texto foi muito bem captada através de cada comentário postado.

Tive como objetivo, sobretudo, mostrar que é possível estigmatizar uma pessoa como herética simplesmente pinçando uma frase dita aqui, outra acolá, fora de seu contexto, ou fazendo menção a determinadas circunstâncias, como o caso do deus desconhecido, que, sob a perspectiva do tempo, não é tão difícil de interpretar, mas que se tivesse acontecido agora não faltaria quem o identificasse como uma profanação da ortodoxia.

Veja bem: não estou eximindo nenhum de nós de detectar o erro e expô-lo, quando for o caso. Mas não se julga o trabalho de quem quer que seja mediante frases isoladas e terceirizadas, ou mesmo extraídas de seu contexto original, mas fora do seu real sentido, só para robustecer a nossa tese.

É preciso que se conheça a obra da pessoa, toda ela, e aí sim fazer um julgamento justo, ainda que as vezes discordante.

No entanto, o que tenho visto em alguns casos é que ficamos qual papagaio, repetindo o que alguns estão dizendo acerca de outros, às vez já como a milésima fonte na cadeia da reprodução do que foi dito lá atrás, sem nos darmos ao trabalho de irmos à fonte primária para então entendermos qual é realmente o pensamento de quem afirmou o que está sendo repetido como se fosse uma reza.

Concordo com o Gutierres: estou cansado de ver-nos sendo acusados de heréticos de maneira mútua simplesmente porque somos diferentes naquilo que é secundário quanto aos fundamentos da fé. Creio ser possível viver o velho pensamento de Agostinho sobre a unidade, o qual não preciso citar por já ser de todos conhecido.

Espero sinceramente ter alcançado o objetivo com esta postagem.

Marcelo Hagah disse...

Pastor Geremias do Couto.

Muito bom seu texto e nos leva à reflexão. Acredito que a história do Apóstolo Paulo nos ensina que a ortodoxia verdadeira é a bíblica, e a Bíblia está subordinada ao Espírito Santo. Então, Paulo não estava sendo anti-ortodoxo ou liberal, mas ao ouvir da boca de Deus o que fazer, ao citar em textos bíblicos o fundamento de sua fé e de sua prática, ele fora o verdadeiro ortodoxo. O que se deve evitar é jogarmos âncora em costumes ou práticas que possam impedir a mão de Deus, impedir o fiel a crescer. "Ouvistes o que foi dito... eu, porém, vos digo" (Jesus).

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado companheiro e amigo, em pleno século XXI o pensar diferente ainda continua incomodando muita gente.

Discordar da maioria é por vezes visto com desconfiança, contestação é confundida com rebeldia, indagação é qualificada de heresia.

Precisamos urgente de homens de Deus, que estejam dispostos a pagar o preço, por suas idéias e discursos, mesmo fundamentados biblicamente, promoverem o desconforto e a ira dos "donos absolutos da verdade e dos zelosos da intocável e inegociável tradição (contraditória e anti-bíblica em boa parte dos casos."

Assim como Paulo, ministremos em nome da liberdade (não confundir com libertinagem) e da graça que há em Cristo.

Um abraço e a paz do Senhor!

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Hagah:

De fato, a Bíblia é a nossa fonte primária em questões de fé e prática. A melhor forma de estudá-la é evitar em primeira mão o uso dos óculos das diferentes interpretações existentes para que possamos dialogar com ela e descorir os seus verdadeiros tesouros para o nosso coração.

Caro pr. Altair Germano:

É isso mesmo. Não podemos simplesmente menear a cabeça como sinal de aprovação para tudo o que está sendo dito, quando percebemos que por trás há o verniz da tradição, da falta de embasamento, da repetição pura e simples do que outros disseram sem nos darmos conta se isso é ou não verdadeiro, ou seja, quando, no fundo, a verdade acaba sendo massacrada em nome de velhos preconceitos ou da nossa indisposição de ir mais além.

Que Deus nos dê graça para não sermos omissos.

Abraços

Pr. Geremias do Couto

Junior disse...

Graça e Paz Pr. Geremias!

Isso me fez lembrar da visita fictícia de Paulo ao Brasil, relatada no livro do Pr. Ciro (Evangelhos que Paulo jamais pregaria).

Exímia reflexão!!

Abraços de uma grande admirador,
Junior

Paulo Cézar de Lima disse...

pastor Geremias, meus parabens pelo texto, o tema então nem se fale...a primeira vista entendemos que se trata de um pregador da atualidade, porém quando lemos otexto vemos que se trata de um, ou porque nao dizer, o melhor pregador que existiu sobre a face da terra depois de Cristo, se é que existe essa classificação para pregadores (risos)... meus parabens...

aproveito o espaço e mando um abraço do pr. Sergio Silva

Paulo Cézar de Lima
Itararé SP

Cleber disse...

Pr Geremias,
li seu comentário no BLOG Teologia Pentecostal sobre uma igreja calvino-pentecostal.
Vc sabe me dizer se essa é uma tendência dentro da CPAD ou dos teólogos assmebleianos?
Historicamente a Assmebléia é arminiana, mas percebo certa tendência em publicar livros reformados. A idéia é adotar o calvinismo no futuro?
Se não puder responder isso, só mate minha curiosidade: vc é calvinista?
(Sei q vc não gosta de rótulos, mas foi a maneira mais fácil de perguntar isso...)

Pr Cleber.
http://confraria-pentecostal.blogspot.com

Brazil Arise (Karen Kremes) disse...

Olá eu gostaria de parabenizar o seu blog com o “Prêmio Dardos”.

Saiba mais detalhes aqui:
http://brazilarise.blogspot.com/2008/07/prmio-dardos.html

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Junior:

Não li o texto da visita fictícia de Paulo ao Brasil no livro do nosso amigo, pastor Ciro Zibordi, mas a pergunta é válida: Como Paulo seria recebido pelo mundo contemporâneo: seria considerado um herético ou ortodoxo?

Caro Paulo Cézar de Lima:

A minha intenção foi exatamente essa: mostrar que, às vezes, pinçando frases soltas aqui e ali, corremos o risco de estigmatizar alguém como herético sem nenhuma base sólida. Ou seja, precisamos ter cuidado quando julgamos a teologia de alguém.

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Cleber:

Como seu post refere-se a um comentário meu no blog Teologia Pentecostal, do Gutierres, prefiro dar a minha singela resposta a você naquele espaço.

Abraços

Anônimo disse...

Parabéns Pastor. Estava desejoso de ler alguma coisa de sua pena. Obrigado!

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro anônimo:

Este blog tem como regra não publicar posts anônimos.

De qualquer modo, abri uma exceção para lhe pedir, por obséquio, que se identifique da próxima vez.

Muito obrigado,

Pr. Geremias do Couto

Daladier Lima disse...

Excelente! O que poderia dizer a mais os nobres comentaristas o fizeram. Gosto dessas paráfrases. Parabéns e não "desapareça".

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pastor Geremias do Couto

Das descrições que o sr passou sobre as situações vividas pelo teólogo, nos deixou saber que trata-se de Paulo, outrora Saulo de Tarso.

Na vida de Paulo um dos maiores exemplos ao cristão é que todos nós somos pecadores. Chama a minha atenção que, inclusive ele, o mais importante dos apóstolos, também foi um homem falho.

Não vejo como exemplo positivo Paulo ter entrado em contenda com Silas por causa de Marcos. Primeiro houve o desprezo dele, tão grande que houve a briga. A lição importante tirada desse episódio feio é que passados vários anos, preso, Paulo demonstrou humildade. Não se envergonhou em demonstrar interesse e aprecição pelas virtudes de Marcos: “Somente Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2ª Timóteo 4.11).

Abraço, nas paz de Cristo.

Eliseu A. Gomes
http://belverede.blogspot.com/

Anônimo disse...

A paz do Senhor Pastor Geremias.
No inicio desse artigo,eu já pensei, quem sera esse novo ensinador herético,mas logo já pude entender de quem se tratava,parabens Pastor geremias.
Esse irmão Paulo de Tarso,foi mesmo uma benção,e o seus escritos inspirados pelo ESPIRITO SANTO continua sendo para nós hoje.

Marivaldo fornazin.

José Rinaldo de Santana disse...

Caro pastor Geremias, apaz do Senhor,
Quando me deparo com um comentário igual a esse de tão grande importancia, logo penso, se o Apostolo Paulo estivesse hoje em pleno seculo xxI,como pregador como ele se comportaria em suas mensagens?! e qual seria a atitude das pessoas que lhe assistisse?

Que Deus continue abençoado a sua pessoa, que possa postar muitos comentários igual a esse.

Em Cristo
José Rinaldo de Santana
www.rinaldoeapalavra.blogspot.com

Lübeck disse...

Pr. Geremias do Couto,


Paulo é um herói raríssimo. Desses que podia dizer: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo". Ele pregava a verdade, no poder e na unção do Espírito Santo. Ele era um vaso de barro para que a "excelência" fosse sempre de Deus. Seu alvo sublime era glorificar a Jesus Cristo e "ser achado nele". Tão diferente dos muitos pregadores dos nossos dias... Ele foi "difamado" e "perseguido" pelo religiosos e autoridades cujo alvo era o poder político e religioso. Homens tão distantes dos princípios bíblicos, indignos. Tão indignos que não puderam reconhecer o seu Messias.

Em contrapartida, hoje, quando vemos homens, outrora, zelosos defendores da Palavra da Verdade e, como os antigos profetas, denunciavam o pecado e a corrupção dentro da igreja, sem se preocupar com sua reputação, mas com a reputação do próprio Deus. Agora, são aliados, parceiros e promovem "pastores e líderes" cuja credibilidade é bastante suspeita. Não é o caso do amado e admirável Apóstolo Paulo. Ele andava com Deus. Deus era seu único parceiro. E toda oposição sofrida por ele, era resultado do fato de ele estar "do lado de Cristo" e não dos "poderosos" do seu tempo.

Sigamos o exemplo desse homem. Ele amou a verdade e não se corrompeu. Pelo contrário, deu sua vida por ela.

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro (a?) Lubeck:

Assim como Elias, o apóstolo Paulo foi um nomem sujeito às mesmas paixões que nós. No entanto, fiel a Deus!

Sofreu oposição, críticas, inclusive de dentro da própria igreja (já havia os mal-intencionados naquela época), mas permaneceu firme na defesa dos postulados da fé cristã.

Hoje não é diferente. Há os mercenários, que usam a fé para se locupletar, os mal-intencionados, que, por razões infames, buscam denegrir a imagem de quem faz a Obra de Deus com fidelidade, e há também muitos que, como Paulo, são baluartes da fé bíblica.

Não generalizo. Procuro afastar-me ao máximo da síndrome de Elias, que pensou não haver mais ninguém comprometido com o Deus de Israel.

Há, sim, e eles estão aí. Alguns severamente criticados, outros nem tanto, mas todos servindo com a mesma graça ao Deus do céu e da terra.

O discernimento nos ajuda a identificá-los.

Deus lhe abençoe.

Pastor Geremias do Couto