segunda-feira, 30 de abril de 2007

O princípio da autoridade

A autoridade é um princípio bem estabelecido nas Escrituras. Ela está implícita no momento da Criação, quando Deus orienta Adão a estabelecer domínio sobre a Terra. Isso nada mais é do que autoridade. Ela implica, portanto, em exercer comando, ordenar procedimentos e capacidade de liderança. O uso legítimo dela deve proporcionar segurança, convivência pacífica e submissão para que a anarquia não se instale.

Infelizmente, porém, hoje o que mais se vê, em todos os segmentos, é a quebra deste princípio, que proporciona ao diabo a oportunidade de impor a sua filosofia, tornando frágil a autoridade. Ele atua minando o poder de comando por meio da desagregação. Fragmenta para poder agir livremente. Bem disse o Senhor: “Todo reino dividido contra si mesmo é devastador, e toda a cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”, Mateus 12.25.

Como filho de pastor, que cresceu vendo as venturas, mas também as aflições do pastoreio, lembro-me do que um "irmão", ao questionar a autoridade pastoral, afirmou certa vez: "A melhor forma de se derrubar um pastor é semear a discórdia na Igreja". Não é isso uma tentativa diabólica de minar o princípio da autoridade? Não é assim que, para a nossa mais amarga tristeza, muitos estão agindo pelo Brasil afora? 'Não é esse o espírito que predomina em alguns ambientes convencionais?

Se, no mundo, o efeito da quebra da autoridade é a ruína de todo o sistema, imagine quando isso ocorre na Igreja? O resultado é catastrófico. É óbvio que não se está, aqui, pregando o autoritarismo, o regime ditatorial, o absolutismo. A autoridade, em regimes democráticos, é consentida e aceita como tal, enquanto que, na Igreja, advém do próprio Deus, que, mediante princípios escriturísticos bem assentados, faz com que ela – a Igreja – reconheça sua origem e consinta na submissão a essa autoridade.

É dessa perspectiva que se estabelece qualquer relação entre os que exercem a autoridade na Igreja e os que a ela se submetem. É a partir daí que também se assentam todas as conexões com seus órgãos representativos, ainda que estes não sejam necessariamente a Igreja, no estrito sentido do termo. Apenas para exemplificar, se uma decisão é tomada no nível da igreja local, do ministério regional ou da convenção estadual quanto ao caminho que será trilhado na escolha dos novos líderes do órgão máximo nacional, e alguém resolve incitar os liderados a se insurgirem contra o que foi consensualmente decidido, aí está a quebra da autoridade, aí está a síndrome de Lúcifer, aí está o pecado de rebelião.

Muitos almejam a autoridade, mas não sabem submeter-se a ela. Insuflam a rebelião para tirar proveito da desagregação provocada e, quando assumem posição de comando, o seu dedo mínimo é mais pesado que os lombos dos que o antecederam. Todavia, o caminho para se obter a verdadeira autoridade, na obra de Deus, é o da submissão à autoridade que Deus estabeleceu. É o da prestação de contas a quem está sobre nós. É o da presunção de que quem nos governa, na Igreja e em seus órgãos representativos, ali está porque Deus lhe deu essa autoridade.
Esse é o padrão de autoridade na Igreja.

6 comentários:

Anônimo disse...

Verdade. Disse certo escritor, que quem quer ter autoridade tem que submeter-se as autoridades delegadas sobre ele.Próprio Jesus falou que só faria o que o pai mandasse.Imaginem .....
Continuo com a bíblia e com este comentário.
Mais uma vez, Pr. Geremias parabéns pela coragem.
Deus Abençoe

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Olá Pastor Geremias!
Louvado seja o nome do Senhor pela sua vida!
Entre outras tantas bençãos, creio que uma delas, talvez entre as principais, foi bem cedo compreender o conceito de AUTORIDADE ESPIRITUAL.
Aprender diferenciar entre o portador e a própria Autoridade. Para aqueles que querem se inteirar mais sôbre o assunto, indico sempre três livros:
AUTORIDADE ESPIRITUAL - Editora Vida
A SÍNDROME DE LÚCIFER - Caio Fábio
ORGULHO FATAL - CPAD
Parabéns pelo artigo.
Pastor Carlos Roberto - Cubatão-SP

Carlos Roberto Silva, Pr. - Cubatão SP disse...

Maravilha Pastor Geremias!
Com o complemento de mais um parágrafo, o que já estava bom , ficou ainda muito melhor!
Aqueles que denigrem, rejeitam a dominação e vituperam a autoridades, como diz os Apóstolos Pedro e Judas, se chegarem a ter autoridade, pagarão na mesma moeda! Isto não é praga, é lei da semeadura, certamente colherão o que plantaram. Por isso, temos tantas denominações, convenções, ministérios nanicos e igrejas montadas em garagens e fundo de quintal. Infelizmente, mas é a lei da semeadura.
Pastor Carlos Roberto - Cubatão- SP.

Anônimo disse...

Realmente Pr. Jeremias.Tambémm sou pastor a mais de 41 anos. E filho de Pastor.A alguns anos atras um crente quando queria tomar uma atitude procurava o seu Pastor e pedia orientação. Hoje as pessoa tomam suas decisões e levam ao pastor. Quando levam. Se o mesmo concordar bem. Se não concordar fazem do jeito que querem e alguns que se dizem "espirituais" dizem que Deus mandou e pronto.Hoje ate virou moda mudar de Igreja como quem troca de roupa sem o minimo constrangimento. Onde vamos parar?
Fico pensando o que Deus pensa disso?Que Deus o abençõe.

Sérgio disse...

Pastor Geremias tudo que foi mencionado e verdade!!!!! So deixo um comentario e quando o lider (pastor) se rebelou contra a vontade de DEUS e quer que todos aceite somente o que eler fora da palavra? lembre-se Adoni Bezeque!!!

Daladier Lima disse...

Esse é um problema sério, com duas vias de análise. Primeiro, os crentes realmente estão quebrando o princípio da autoridade. Segundo, os pastores eram mais respeitáveis. Uma coisa leva à outra.