quinta-feira, 12 de abril de 2007

Crise de autoridade: aonde chegaremos?

No recente episódio da greve dos controladores de vôo, uma coisa ficou patente: a crise de autoridade. Ao primeiro sinal de que os amotinados seriam exemplarmente punidos, o presidente Lula, como noticiou a imprensa, solidarizou-se com eles e puxou o tapete do comando da Aeronáutica, contrariando todas as regras da hierarquia militar. Só mudou de opinião, em marcha à ré oportunista, após as pressões da caserna.

Este é apenas um exemplo entre tantos, no Brasil e no mundo, de como a autoridade está sendo minada em todas as áreas desde os mais altos escalões da república até o ambiente familiar. O que torna fácil explicar porque a violência já ultrapassou todos os limites da tolerância. A ausência do rigor do Estado, a complacência com as pequenas transgressões diárias e a idéia de que o respeito à liberdade implica o afrouxo das normas criam o caldo cultural que desemboca nessa anarquia que aí está.

A quem interessa tudo isso? Quem se beneficia da ausência de autoridade? Quem estaria à espreita, nos bastidores, esperando a hora de ocupar este espaço e exercer o poder sobre o mundo com mão de ferro? Deixo que você tire as suas próprias conclusões, mas, por favor, não se enverede por teorias conspiratórias...

Enquanto você reflete, chamo a sua atenção para o fato de que até mesmo o meio evangélico está sendo afetado pela crise de autoridade. Há quem pregue abertamente a rebelião, em nome de uma falsa democracia que não respeita a liderança estabelecida por Deus e tenta destruir níveis de autoridade intermediários, para, com isso, solapar níveis de autoridade em escala maior.

Como escreveu alguém, isso nada mais é do que o predomínio da “síndrome de Lúcifer” sobre pessoas desejosas da autoridade a qualquer custo, nem que tenha de desacreditar quem está legitimamente investido de autoridade, incitando o espírito de rebeldia naqueles que estão sob essa autoridade. Ora, a Igreja, à luz da Bíblia, tem um “modus operandi” próprio, adequado e selado pela autoridade apostólica, que precisa ser respeitado sob pena de a Igreja vir a tornar-se um sindicato, no pior dos casos. Esse caminho já não deu certo com Lúcifer. Não será agora que vai funcionar.

Autoridade, sim. Rebelião, não!

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns pastor Geremias do Couto!
Louvo a Deus pela ua visão. A autoridade jamais poderá ser escarnecida. No mundo está errado e na Igreja nem se falar. No afã de justificarem seus arroubos pelo poder, os homens resistem a dominação e vituperam as autoridades. Os apóstolos Pedro e Judas dizem: Ai deles porque cairam em condenação. Que o Senhor tenha misericórdia!
Parabéns!
Pastor Carlos Roberto Silva - Vice Presidnte da AD - Ministério de Cubatão e Vice Presidente da COMADESPE.